HEMOGLOBINOPATIAS - TALASSEMIAS
Dr. Flávio Augusto Naoum
O termo hemoglobinopatias é designado para
alterações estruturais das hemoglobinas humanas
que induzem a hemólise, ou eritrocitose, ou cianose,
ou anemia, ou falcização, podendo esses eventos
estar associados (ex.: anemia hemolítica e falcização).
Entretanto, costumou-se usar o termo hemoglobinopatia para
qualquer hemoglobina anormal ou variante (em relação
à hemoglobina normal, ou Hb A) mesmo para aqueles
que não causam processos patológicos. Dessa
forma, conceitualmente se denominam hemoglobinas variantes
aquelas que apresentam estrutura química diferente
à da Hb A, causada pela mutação de
uma ou mais bases nitrogenadas que resultam na substituição
de um ou mais aminoácidos nas globinas alfa, beta,
delta ou gama.
As Hb variantes podem ser patológicas (ex.: Hb S,
Hb M, Hb Instáveis, Hb com alta ou baixa afinidade
ao oxigênio) e não patológica (ex.:
Hb D, Hb J, Hb N, etc.).
Por outro lado, as talassemias consistem
de um conjunto de síndromes causadas essencialmente
pelo desequilíbrio entre as sínteses de globinas
alfa e beta. Quando a síntese de globina alfa está
diminuída em relação à globina
beta, denomina-se por talassemia alfa.
E quando é o inverso, trata-se por talassemia
beta. A talassemia alfa é possível
de ser diagnosticada pela presença de Hb H visualizada
na eletroforese ou por meio de pesquisa intraeritrocitária
desta hemoglobina. A talassemia beta pode ser caracterizada
por beta menor quando a concentração
da Hb A2 está aumentada (>4% - 7%), enquanto que
a beta maior se deve ao aumento da concentração
de Hb Fetal acima de 20% associada a anemia hemolítica
grave.
Maiores informações poderão ser obtidas
no livro “Hemoglobinopatias e Talassemias”,
de autoria de Paulo Cesar Naoum, editado em 1997 pela Editora
Sarvier (tel.: 11- 5571 3439) ou no site www.ciencianews.com.br
e www.cdalab.com.br