ANEMIAS NA INFÂNCIA
Autor: Abigail Figueiredo Santana Giansante
Resumo: Com o objetivo de avaliar
a prevalência de anemia em crianças,
foram estudadas 160 crianças de 0 a 10 anos,
das quais 80 crianças eram provenientes da
rede SUS e 80 de laboratório particular.
Através da análise do sangue por citometria
de fluxo com avaliação citológica
em extensão sangüínea, obtivemos
resultados que nos permite concluir que a prevalência
de anemia microcítica hipocrômica com
poiquilocitose e policromatofilia é maior
nas crianças em demanda ao SUS.
HORMÔNIOS TIREOIDEANOS
Autor: Ana Lúcia Callegari Rensi
Resumo: Este trabalho é
voltado para o estudo dos hormônios tireoideanos.
Foram ressaltados quais os hormônios envolvidos
com a tireóide, bem como a secreção,
armazenamento e função desses hormônios
e quais são as doenças que estão
envolvidas com o mecanismo de regulação
tireoideana. O grupo escolhido foi de pacientes
que apresentaram nas suas dosagens hormonais de
T3, T4 e TSH valores alterados, e que não
estavam tomando nenhum medicamento. Encontramos
pacientes com hipotireoidismo, hipertireoidismo
e pacientes com valores alterados e que não
apresentaram nenhum tipo de doença tireoideana.
DIABETES
Autor: Carla Lamberti Monteiro
Resumo: O diabetes é um
distúrbio metabólico que compromete
sobretudo a capacidade do organismo de utilizar
adequadamente a glicose no sangue, tendo como causa
a quantidade insuficiente de insulina secretada
pelo pâncreas. Contudo, há muitos outros
fatores metabólicos complexos, envolvendo
um desequilíbrio entre as várias glândulas
endócrinas. Pesquisas recentes sugerem que
muitos diabéticos têm sua insulina
anormalmente ligada a outras proteínas na
corrente sangüínea, de forma que ela
se torna inativa. Sabe-se que ocorre com frequência
nas pessoas obesas, nas que têm um caso de
diabetes na família e ainda nas que sofrem
de alguma disfunção do pâncreas,
fígado, supra-renais ou hipófise.
A doença nos casos mais leves pode não
existir sintomas. Pode ser encontrada por acaso,
através de um exame rotineiro de urina ou
de sangue que indique a presença de açúcar
na urina ou aumento da taxa de glicose no sangue.
Nos casos mais graves, os sintomas incluem sede
excessiva, micção freqüente,
perda de peso, de força e energia. Ocasionalmente,
o primeiro sinal evidente pode ser o início
do estado de coma (perda da consciência),
porque a doença progrediu a um estágio
avançado sem ter sido reconhecida. O diabetes
pode ser diagnosticado pelo alto teor de glicose
encontrado no sangue; pela presença de açúcar
na urina e pelo tipo de curva característica
do teste de tolerância à glicose.
URINÁLISE
Autor: Catherine Vicentin Pavanelli
Resumo: A urinálise é
de fundamental importância, pois além
de acessível economicamente é não
invasiva, e pode ser repetida quantas vezes forem
necessárias. Contudo, uma urinálise
para ser bem feita necessita de um examinador treinado
e motivado, capaz de reconhecer estruturas microscópicas
e avaliar os resultados bioquímicos.
ANEMIA DE FANCONI
Autor: Claudia Yoshie Kamei
Resumo: A anemia de Fanconi, também
conhecida como Pancitopenia de Fanconi, é
uma doença de afecção autossômica
recessiva, produzindo intensa depressão das
funções da medula óssea. Apresenta
como principais características a deficiência
do crescimento, anomalias faciais e microcefalia,
pode-se caracterizar essas alterações
com hipoplasia ou agenesia do polegar, encurtamento
ou agenesia do rádio, baixa estatura, crânio
pequeno, pigmentação cutânea
em cor castanha, microftalmia, estrabismo. Outros
achados têm complementado o quadro clínico,
nestes incluem anormalidade das orelhas, surdez,
oligofrenia, osteoporose e cardiopatias congênitas.
A alteração auditiva tem início
em alta frequência na infância, evoluindo
lentamente com caráter neurossensorial progressivo
na adolescência. A audição,
quando afetada, não é significante,
pois as outras alterações proporcionam
uma sobrevida que não ultrapassa dois anos,
quando não tratados. Atualmente o tratamento
da anemia através do transplante da medula
óssea tem aumentado o tempo de vida para
os pacientes.
LUPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO (LES)
Autor: Cristiane Tenório Mussato
Resumo: Este trabalho foi realizado
com o intuito de esclarecer dúvidas sobre
uma doença que achávamos ser rara.
O Lupus eritematose sistêmico é uma
doença complexa que envolve vários
órgãos e sistemas, o seu diagnóstico
é baseado em exames clínicos e de
laboratórios. Devido aos muitos sintomas
de outras doenças que o lúpus imita,
que às vezes são vagos e podem desaparecer
como vieram, fato que tona difícil diagnosticar
a doença. Na verdade, ainda hoje não
existe um único teste que possa determinar
especificamente se uma pessoa tem ou não
lúpus. O tratamento é individualizado
caso a caso, depende do quadro clínico e
dos órgãos acometidos, podendo haver
uma combinação de vários procedimentos
para que o paciente possa viver bem.
HEPATITE C
Autor: Daniela Maniscalco Sandalo
Resumo: Os conhecimentos sobre
a Hepatite Viral C (HCV) vem se desenvolvendo desde
a década de 70 que foi constatado diversos
casos de hepatites adquiridas por transfusão
sangüínea que se enquadravam nos casos
de Hepatite não A não B (HNANB). Em
1989 foi descrito o isolamento de um agente associado
a HNANB descoberto por técnicas moleculares
e nomeado de HCV (Vírus da Hepatite C). Ainda
foi descrito o ensaio sorológico deste agente,
com soros de paciente com HNBNA de várias
localidades do mundo e observado que este novo vírus
era responsável pela maioria dos casos HNANB
pós-transfusional. A detecção
de anticorpos contra antígenos específicos
do HCV é a maneira mais freqüente empregada
para identificar a infecção presente
ou passada. Para isso, são utilizados testes
indiretos, que detectam anticorpos contra o HCV
e testes diretos, também chamados de confirmatórios
que detectam, quantificam ou caracterizam componentes
da partícula viral, tais como, pesquisa do
RNA do HCV e o teste de detecção do
antígeno do core do HCV. Estes testes são
importantes no diagnóstico da infecção,
indicação terapêutica e no seguimento
e avaliação da resposta virológica
à terapêutica. O tratamento está
indicado para pacientes com Hepatite C crônica
com alto risco de progressão para cirrose,
com cirrose compensada, pacientes com história
de abuso de substância (álcool e/ou
drogas) e que apresentam condições
de aderência ao tratamento. A terapia mais
efetiva é a combinada de interferon alfa
(convencional ou peginterferon) associado a ribavirina.
HEPATITES VIRAIS
Autor: Elisandra Dias Motta
Resumo: As hepatites virais são
doenças infecciosas, de transmissibilidade
inter-humana, evolução aguda ou crônica,
que pela alta morbidade universal, constituem importante
problema de saúde pública. Pode-se
considerar como crônica uma hepatite cuja
reação inflamatória persiste
sem melhora pelo prazo mínimo de seis meses.
A hepatite A e a hepatite E, é uma doença
infecciosa aguda, causada por vírus, que
produz inflamação e necrose do fígado.
A transmissão do vírus é fecal-oral,
através da ingestão de água
e alimentos contaminados, uma pessoa infectada com
o vírus pode ou não desenvolver a
doença, a infecção confere
imunidade permanente contra a doença. Na
hepatite Delta o principal mecanismo do VHD está
associado a via parenteral. A infecção
delta é a principal causa de cirrose hepática
em adultos jovens. No vírus da hepatite B
ela é transmitida através dos fluídos
corpóreos ou de sangue, pela relação
sexual, por transplante de órgãos,
através de seringas compartilhadas pelos
usuários de drogas endovenosas. Como o VHB
não é diretamente citopático,
existem evidências consideráveis de
que a hepatite B se inicia por uma resposta celular
dirigida contra antígenos virais específicos,
que levarão ao dano hepático. Temos
também uma doença crônica e
assintomática, que ataca o fígado
e pode levar à cirrose e ao câncer,
esta é a hepatite do tipo C, transmitida
pelo sangue, é considerada o maior problema
de saúde pública dos dias de hoje,
pois afeta 170 milhões de pessoas no mundo
(cerca de 5 milhões no Brasil) e mais de
90% delas não sabem estar infectadas ou não
estão sob tratamento. Mas há uma nova
e mais eficiente terapia no mercado, só falta
nossa rede pública de saúde incorporar
esse tratamento e realizar uma ampla campanha de
prevenção. O tratamento eficiente
é feito com interferon peguilado, mas o governo
alega não liberar o medicamento devido a
falta de uma dotação orçamentária
específica.
PARASITOSES INTESTINAIS ENTRE CRIANÇAS
DA S.A.I.S.
Autor: Érika Lima Barreto
Resumo: Este estudo teve como
objetivo verificar a ocorrência de enteroparasitas
entre crianças com faixa etária de
6 a 14 anos, matriculadas nos turnos da manhã
e tarde, na S.A.I.S. (Sociedade Amigos de Ilha Solteira),
localizado à Zona Norte, município
de Ilha Solteira, onde são desenvolvidas
atividades pedagógicas, esportivas e recreativas.
As 182 amostras de fezes das crianças foram
submetidas a exames pelos métodos de Hoffman
e Direto com solução salina e lugol.
Do total 22% de crianças estavam parasitadas
e o restante (78%) não apresentaram parasitas
no material. Foi constatada em 1% das amostras positivas,
a associação de duas espécies
de parasitas, e no restante (99%) a ocorrência
de somente um parasita. Entre os Helmintos o predomínio
se deu com Enterobius vermicularis (2%) e Hymenoleps
nana (2%), e entre os Protozoários o predomínio
se deu com a Giardia lamblia (53%) e Entamoeba coli
(43%). O índice de positividade abaixo dos
50% na população vem comprovar que
a população possui informação
de como evitar a infestação destes
parasitas, mas é fundamental a manutenção
das campanhas entre as comunidades.
DIABETES MELITUS: TIPO I, TIPO II, GESTACIONAL
E SUAS COMPLICAÇÕES
Autor: Fabiana Maciel Seripieri
Resumo: Diabetes melitus é
uma doença crônica, caracterizada pela
elevação da glicose no sangue acima
da taxa normal (hiperglicemia). A taxa normal é
de aproximadamente 60 a 110mg/dl. A doença
acontece quando o organismo não consegue
aproveitar a glicose, devido a duas situações
diferentes. Na primeira, o pâncreas não
funciona bem e não produz insulina. A insulina
funciona como uma chave que permite a entrada de
glicose nos lugares do corpo onde ela é necessária.
Esta situação resulta na chamada diabete
insulino-dependente ou diabete tipo I caracterizada
pela destruição das células
do pâncreas que produzem insulina. Quando
pouca ou nenhuma insulina é produzida pelo
pâncreas, o corpo não consegue absorver
a glicose do sangue; as células começam
a "passar fome" e o nível de glicose
no sangue fica constantemente alto. A solução
é injetar insulina subcutânea diariamente
para que possa ser absorvida pelo sangue. Na outra
situação, apesar do pâncreas
sintetizar insulina, esta encontra dificuldades
para agir, esta situação chamamos
de diabete não insulino-dependente ou diabete
tipo II, ocorre principalmente em adultos (30 a
40 anos ou +) e particularmente nos obesos. Embora
não se saiba o que causa o diabete tipo II,
sabe-se que neste caso o fator hereditário
tem grande importância. O diabetes melitus
é sem dúvida a forma mais comum e
importante, representando um grupo heterogêneo
de distúrbios que tem a hiperglicemia como
característica comum.
NOÇÕES GERAIS SOBRE A DIABETES
Autor: Fernanda Cypriani
Resumo: O Diabetes, doença
relacionada com o aproveitamento dos açúcares,
de início pode ser assintomática,
fato que leva retardar o diagnóstico e aumentar
as complicações. Ela tem sido apontada
como a doença que mais mata no mundo devido
as suas complicações. Campanhas publicitárias
tem sido veiculadas com o objetivo de alertar a
sociedade sobre sintomas e riscos e advertindo a
população sobre a necessidade de se
adotar medidas preventivas. A mudança de
hábitos e de alimentação, estilo
de vida são importantíssimos ao trabalho
preventivo e no controle da doença. No diabetes
tipo 2, que atinge mais adultos, a obesidade e o
sedentarismo são apontados como as principais
causas, embora os fatores genéticos também
são determinantes; já o diabetes tipo
1, que afeta mais crianças e adolescentes,
e que acompanha-os pelo resto da vida, é
obrigatório o controle permanente.
REAÇÕES TRANSFUSIONAIS
Autor: Helmer Massao Ribeiro
Resumo: O escopo do presente trabalho
é salientar a problemática existente
nas transfusões de sangue. Com a consciência
que aquelas podem ocasionar diversas reações
transfusionais, tornando-se relevantes na hemoterapia.
Trataremos assim, dos efeitos adversos das transfusões
de sangue, esclarecendo desde a reação
febril até as doenças que podem ser
transmitidas, como a síndrome da imunodeficiência
adquirida, a AIDS, tendo o objetivo de preveni-los,
descrevendo todas as reações com suas
fisiopatologias, freqüências, sintomas,
diagnósticos e tratamentos.
INFECÇÕES VIRAIS DOS LINFÓCITOS
Autor: Hiroko Leandro Suetsugu
Resumo: Vários estudos
vem sendo realizados na busca de melhores tratamentos,
prognósticos para doenças virais que
acometem os linfócitos. O presente trabalho
teve como objetivo a pesquisa das infecções
virais que acometem os linfócitos, destacando
suas etiologias, epidemiologias, diagnóstico
clínico e laboratorial. Para obtenção
desta pesquisa foram utilizados dados bibliográficos
de diversos autores da área de ciências
biológicas, especificamente hematologia.
Vimos que dois tipos de vírus infectam os
linfócitos: uma família de retrovírus
linfotrópicos de células T humanas
(HTLV-I, HTLV-II e HTLV-II) e dois membros do grupo
dos herpesvírus, o vírus Epstein-Barr
e o Citomegalovírus. Os HTLV são vírus
RNA que usam uma enzima viral, a transcriptase reversa,
para copiar sua informação genética
em DNA. A infecção com HTLV-I tem
seu papel etiológico reconhecido em duas
doenças: a leucemia/linfoma de célula
T do adulto (ATL/L), doença de alta incidência
no Sul do Japão; e a paraparesia espástica
tropical ou mielopatia associada ao HTLV-I (HAM/TSP).
Já a infecção com HTLV-II foi
relatada em casos de mielopatias crônicas,
clinicamente semelhantes aos de HAM/TSP e em raros
pacientes com uma forma de célula T de leucemia
de células cabeludas (Hairy cell). A infecção
pelo HTLV-III desenvolve a síndrome da deficiência
imunológica adquirida (AIDS) fatal. O vírus
Epstein-Barr e o Citomegalovírus são
vírus DNA universais. O vírus Epstein-Barr
é o agente causal da síndrome da mononucleose
infecciosa e o citomegalovírus é considerado
como um dos principais causadores de doenças
no homem. O risco de infecção por
este agente começa já na vida intra-uterina.
Este trabalho teve a finalidade de expor as infecções
virais que atacam os linfócitos. Infecções
de alta importância, muito discutidas nos
dias atuais, porém na maioria das vezes,
apresentadas individualmente.
OCORRÊNCIA DE ANTICORPOS ANTITOXOPLASMA
EM GESTANTES DO LABORATÓRIO PRÓ-DIAGNOSE
- Campo Grande – MS
Autor: Josanne Resek Tannous Cordenonssi
Resumo: A toxoplasmose passou
a receber grande importância no fim dos anos
setenta, pois ficou comprovado, de modo claro, que
esta zoonose é um problema comum e não
simples doença excepcionalmente diagnosticada.
A toxoplasmose é uma infecção,
algumas vezes doença, causada pelo Toxoplasma
gondii (Nicolle e Manceaux, 1908). Apesar do índice
de infecção ser bastante alto o homem,
estudos sorológicos indicam que mais de 80%
das infecções primárias são
assintomáticas, em decorrência da efetividade
do sistema imunológico (Luft e Remington,
1992). Na fase aguda da toxoplasmose verifica-se
a presença de anticorpos da classe IgA, IgE
e IgM. Surgindo até cinco dias após
a infecção, os anticorpos IgM, permanecem
por períodos relativamente curtos, de dias
ou semanas, desaparecem em seguida, porém
eles podem persistir por mais de um ano em baixos
títulos não significando que o paciente
tenha sido infectado recentemente. Várias
são as técnicas empregadas no sorodiagnóstico
da toxoplasmose dentre essas, o teste de imunofluorescência
indireta (IFI), técnica utilizada (Coons
Deduc e Counolly, 1950; Goldman, 1957; Nery-Guimarães,
1968; Camargo, 1964). Nas gestantes soropositivas
que não apresentarem exame anterior, deve-se
fazer estudo sorológico mais completo, para
afastar a possibilidade de uma infecção
recente, que possa ter ocorrido na gravidez. Nos
casos de soro-conversão, ou naqueles com
características sorológicas de infecção
recente, deve-se proceder ao diagnóstico
pré-natal de infecção fetal
ou na impossibilidade deste, instituir terapêutica
antiparasitária que apresente o menor risco
iatrogênico possível (Forestier et
al., 1986). Este trabalho teve como objetivo investigar
a existência de anticorpos das classes IgG
e IgM positivos e negativos em pacientes gestantes.
Assim, foi realizado um levantamento dos resultados
obtidos da análise sorológica de 103
gestantes atendidas pelo serviço de imunologia
do Laboratório Pró-Diagnose no período
de janeiro a agosto de 2002. A imunofluorescência
indireta foi a metodologia utilizada na investigação
de diferentes classes de anticorpos (IgG e/ou IgM)
chegando a conclusão que a ocorrência
de anticorpos da classe IgG e IgM antitoxoplasma,
encontrados em 103 pacientes gestantes, condiz com
a prevalência média citada na literatura.
E que dentre as 46 soropositivas, a maioria, 42
(91,31%) apresentaram infecção crônica.
Porém a porcentagem de soronegativas em relação
as soropositivas foi em maior número, mostrando-se
assim o importante papel dos testes sorológicos
como testes para o diagnóstico pré-natal.
TOXOPLASMOSE
Autor: Kelly Cristine de Matos
Resumo: Toxoplasma gondii, é
um protozoário coccídio intracelular
"próprio" dos gatos, e pertencentes
à família Soncocystidae, na classe
Sporozoa. Os hospedeiros definitivos de T. gondii
são os gatos e outros felinos. Os hospedeiros
intermediários são o homem, mamíferos
não felinos e outros animais. O homem adquire
a infecção por três vias: a)
a ingestão de oocistos do solo, latas de
lixo e em qualquer local onde os gatos defecam;
b) ingestão de cistos de carne crua e mal
cozida, especialmente de porco e carneiro; c) infecção
transplacentária, ocorrendo em 40% dos fetos
de mães que adquiriram a infecção
durante a gravidez.
PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA TROMBÓTICA
Autor: Lígia Monaro da Silva
Resumo: A púrpura trombocitopênica
trombótica é uma doença fulminante
de etiologia desconhecida, caracterizada pelo aumento
da agregação plaquetária e
oclusão de arteríolas e capilares
da microcirculação . Noventa e seis
por cento dos pacientes apresentam trombocitopenia
grave e anemia hemolítica microangiopática
e 92% anormalidades neurológicas. A febre
e o comprometimento renal – proteinúria,
hematúria, azotemia e cilindrúria
– estão presentes em 88% dos pacientes.
Nos órgãos comprometidos, as arteríolas
e os capilares são ocluídos por material
hialino, consistindo basicamente de trombos plaquetários.
A fibrina pode ser detectada na parede do vaso e
qualquer órgão pode ser acometido.
Os sintomas quase sempre pioram ou melhoram ciclicamente,
talvez em decorrência das agregações
plaquetárias, podendo os pacientes apresentarem
cefaléia, afasia ou sonolência e em
um momento estarem bem e em outro em mau estado
geral. A etiologia provável da moléstia
parece ser devida ao excesso de produção
através das células endoteliais de
grandes multímeros do fator de von Willebrand
que deixam de ser fragmentados na circulação
pela existência de um inibidor da protease
responsável pela clivagem dos multímeros
e sua transformação em pequenos fragmentos
protéicos. A incidência é rara,
estando relatado a ocorrência de um caso para
500 mil habitantes ao ano, sendo mais prevalente
entre as. O diagnóstico diferencial principal
é feito em relação a Síndrome
Hemolítica Urêmica, que é mais
freqüente nas crianças, enquanto a primeira
é mais comum nos adultos. A maior incidência
da moléstia situa-se ao redor dos 40 anos
de idade e, 90% dos casos estão abaixo dos
60 anos.
CÂNCER DE PRÓSTATA
Autor: Lilian Renata Hinz
Resumo: O câncer de próstata
ainda tem causa desconhecida, porém alguns
fatores predispõe o indivíduo em desenvolver
a patologia, como por exemplo, fatores genéticos,
raciais, ambientais, idade, entre outros. Apresenta
sintomas como: retenção urinária,
polaciúria, dor pélvica em casos mais
graves, anemia. O diagnóstico é realizado
basicamente com a utilização da dosagem
do PSA e o exame de toque retal, pois esta combinação
aumenta a detecção em grande número
de casos. Hoje, felizmente o preconceito em relação
do toque retal vem diminuindo muito, graças
aos programas de detecção e ao esclarecimento
da população, podendo assim melhorar
muito a qualidade de vida dos pacientes.
DENGUE
Autor: Luciana Azol Fernandes Tricossi
Resumo: Dengue já foi registrada
em mais de 100 países, e mais de 2 bilhões
de pessoas estão sob risco de contrair a
doença (Lam, 1998; Anonymus, 1997; Gubler,
1990). Estima-se que, anualmente, ocorram entre
50 a 100 milhões de casos de dengue, e entre
150.000 e 500.000 casos de dengue hemorrágica
em todo o mundo (Rigau-Pérez et. al., 1998).
Esta situação pode ser agravada em
função da perspectiva para o futuro,
de aumento da temperatura do globo terrestre, que
pode fazer com que a área de ocorrência
da dengue seja estendida, ou gerar exacerbação
da transmissão onde ela já está
presente (Patz et. al., 1998; Jetten e Focks, 1997).
A dengue deve ser considerada como uma doença
importante porque, mesmo na sua forma clássica,
acaba por gerar transtornos de ordem física
para a população, absenteísmo
no trabalho e escolar, e grandes gastos de recursos
financeiros na tentativa de controle. Além
disso, a forma grave da doença implica em
risco e ocorrência de óbitos, gerando
altos custos no setor terciário de saúde
(Marzochi, 1994).
PARASITOSES INTESTINAIS
Autor: Luciano Franco Mendes
Resumo: Helmintos: Esquistossomose
mansônica (Schistosoma mansoni )na fase aguda,
devido à penetração das cercarias
através da pele, aparecem urticária,
dermatite ou prurido cutâneo, seguidos de
indisposição, inapetência, sudorese,
febre, transtornos pulmonares e cardíacos,
hipotensão e diarréia. Na fase crônica
aparecem alterações gastrointestinais,
diarréia, prisão de ventre, meteorismo,
dor abdominal, emagrecimento e esplenomegalia. O
diagnóstico laboratorial é determinado
pela presença dos ovos nas fezes (método
de Hoffmann e Kato) ou em biopsia retal.. Ascaridíase,
a localização do parasita –
Ascaris lumbricoides – no intestino pode provocar
desconforto abdominal, cólicas, diarréias,
prisão de ventre, irritabilidade, nervosismo,
insônia e anemia. O diagnóstico é
feito pela presença dos ovos do parasita
no exame de fezes (método de Hoffmann e Kato)
e, eventualmente, pela eliminação
do verme adulto. Oxiuríase – o Enterobius
vermicularis ou Oxiúrus, localiza-se no ceco
e regiões anal e peri-anal sendo o prurido
anal o sintoma mais comum. O exame parasitológico
das fezes, neste caso, não é recomendado
devido à grande dificuldade de encontrar
o parasita e seus ovos nas fezes. O método
indicado é o da fita adesiva que deverá
ser aderida à mucosa anal durante o período
de prurido. Tricuríase – os vermes
adultos de Trichiuris trichiura localiza-se no ceco
e regiões do ceco e apêndice, onde
exercem sua ação de caráter
tóxico-alérgico. Os sintomas principais
são diarréia, desconforto abdominal
e enterorragia. Melhores métodos para pesquisar
os ovos são os de Hoffmann e Kato. Estrongiloidíase
– a sintomatologia gastrointestinal provocada
pelo Strongyloides stercoralis é representada
por diarréias, peso epigástrico, pirose,
sialorréia, cólicas abdominais difusas,
flatulência e meteorismo. As diarréias
abundantes e a inapetência podem causar desidratação
e anemia. Como os ovos do parasita raramente são
encontrados, a pesquisa é dirigida ao encontro
das larvas rabditóides sendo o método
de Baermann-Morais o mais eficiente. Ancilostomíase
– provocada pelo Ancilostoma duodenale ou
pelo Necator americanus, chama logo a atenção
por alterações do apetite-bulimia
(hábito de comer a todo instante) –
e a perversão do apetite (geofagia), etc.
O verme adulto habita o duodeno e as primeiras porções
do intestino delgado. O quadro clínico apresenta
náuseas, cólicas abdominais, azia,
peso epigástrico, períodos alternados
de diarréia e prisão de ventre e,
freqüentemente, anemia. Os melhores métodos
para identificação dos ovos são:
Hoffmann, Kato e Willis. Teníase –
a Taenia saginata e a Taenia solium provocam nos
portadores, sintomas como: cólicas abdominais,
flatulência, diarréia, sensação
desagradável de fome, irritabilidade e insônia.
A cisticercose humana é a complicação
mais grave desta parasitose. A visualização
das proglótides a olho nu após a tamização
das fezes faz o diagnóstico permitindo até
a diferenciação entre as espécies.
Os métodos de Hoffmann e Kato destacam-se
entre os demais, nas pesquisas dos ovos. Himenolepíase
– causada por um cestóide de tamanho
reduzido – Hymenolepis nana – acomete
principalmente crianças, causando dores abdominais,
diarréias, astenia e irritabilidade, estando
indicados os métodos de Hoffmann e Willis
na pesquisa dos ovos. Protozoários: Amebíase
– A Entamoeba histolytica representa a única
espécie de ameba patogênica para o
homem e a fase aguda da doença caracteriza-se
pela formação de ulcerações
na mucosa intestinal provocando o quadro clínico
de diarréia com muco e sangue, cólicas
abdominais, náuseas e vômitos. A localização
extra intestinal mais freqüente do parasita
é o fígado podendo provocar hepatite
e abcessos. O exame direto, as técnicas de
Hoffmann e Faust e a coloração pela
hematoxilina férrica realizado em fezes colhidas
após purgativo salino são métodos
de escolha. Giardíase – a Giardia intestinalis
habita a região mais alta do intestino delgado
e o duodeno, aderindo-se intimamente à mucosa
intestinal, causando dores abdominais difusas, flatulência,
meteorismo e diarréia. Provoca também
modificações no processo de absorção
das gorduras e vitaminas lipossolúveis, levando
a uma síndrome de má absorção.
A presença de cistos dos protozoários
no exame das fezes é evidenciada pelos métodos
de Hoffmann e Faust; nas fezes diarréicas
causadas pela infestação ou pela ação
de purgativos, cistos e trofozoítos (formas
vegetativas) devem ser pesquisados através
do método direto e a coloração
pela hematoxilina férrica.
SÍFILIS - DOENÇA - DIAGNÓSTICO
- TRATAMENTO
Autor: Luiz Henrique de Moura
Resumo: Definição:
A sífilis é também conhecida
como "lues", sendo uma doença infecto-contagiosa
transmitida pelo Treponema pallidum. Se não
tratada, pode acometer praticamente todos os órgãos.
O contato se faz normalmente pelo ato sexual, sendo
que o germe penetra na mucosa da área genital,
colonizando-a e também invadindo as vias
sangüíneas e/ou linfáticas. Epidemiologia:
É universal, mais freqüente nas cidades,
sem predileção por raça e sexo.
Atualmente atinge mais os jovens. Recentemente com
o advento da AIDS, formas atípicas e mais
graves e com evolução mais aguda têm
aparecido. Sempre que um paciente procurar o consultório
apresentando uma outra DST, deve-se pensar na possibilidade
de haver sífilis associada. Etiopatogenia:
O contágio se faz normalmente pelo ato sexual.
Ocorre a penetração do Treponema pallidum
pela mucosa genital e invasão dos vasos linfáticos
e/ou sangüíneos. O período de
incubação é de cerca de 20
a 30 dias; passado este período vai aparecer
a primeira lesão, denominada cancro duro
(sífilis primária); 2 a 3 meses mais
tarde desenvolve-se a sífilis secundária
e, após um período de latência
variável, a sífilis terciária.
PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IMUNOLÓGICA
(IDIOPÁTICA) (TPI)
Autor: Luiz Natal Genaro
Resumo: É uma doença
aguda que ocorre mais em crianças e em pós-infecção
viral, a qual leva a produção de anticorpos
contra os vírus e que reagem de forma cruzada
contra as plaquetas. A remissão completa
é comum e o paciente se mostra com uma plaquetopenia.
Na cronificação da doença os
sintomas são insidiosos e ocorre mais em
mulheres e se mostram com petéquias, equimoses
e menorragia. A incidência atual não
foi determinada com precisão, mas uma estimativa
aponta para uma prevalência de aproximadamente
1 em cada 10.000 pessoas, na população
em geral. Um estudo indica que PTI é responsável
por 0,18% das admissões hospitalares. É,
no entanto, uma doença freqüente e muito
mais prevalente nos consultórios médicos
dos hematologistas. A doença é provocada
por anticorpos auto-reativos que se fixam a receptores
na membrana das plaquetas e encurtam a sua sobrevivência,
mas a natureza da anomalia responsável pela
produção de autoanticorpos é
desconhecida. Laboratorialmente são achados:
hemograma com plaquetopenia e anemia (decorrente
ao sangramento), mielograma normal e encontram-se
anticorpos antiplaquetas. O tratamento é
feito com imunossupressão com corticóides
que faz com que haja uma diminuição
da função dos macrófagos e
uma diminuição da produção
de anticorpos. Como a destruição é
feita principalmente no baço, pode-se fazer
esplenectomia nos casos reincidentes. Na urgência
(pacientes com 1.000 plaquetas) não se pode
fazer cirurgias e nestes casos pode-se usar imunoglobulina
humana.
PAPILOMAVIRUS HUMANO (HPV)
Autor : Marco Antonio Ferrigno
Resumo: Atingindo proporções
epidêmicas em algumas regiões, a infecção
pelo Papilomavirus humano representa um autêntico
desafio em termos de saúde pública,
pois afeta milhões de indivíduos em
todo o mundo, inclusive o Brasil. Para agravar a
situação, essa virose pode acometer
homens e mulheres, adultos e crianças, constituindo,
portanto, uma afecção de caráter
multidisciplinar. Novas técnicas de diagnóstico
e novas modalidades terapêuticas são
objetos de incessantes estudos que envolvem equipes
multidisciplinares, sendo que todos, em especial
virologistas, imunologistas, biólogos moleculares,
epidemiologistas, urologistas e tocoginecologistas,
desempenham papel fundamental. Muitas questões,
no entanto, ainda precisam ser respondidas, o que
acaba por gerar insegurança no profissional
envolvido dia a dia com o atendimento aos portadores
da afecção. Por outro lado, notícias
incompletas veiculadas pela imprensa, quando erroneamente
interpretadas, têm causado, com freqüência,
temores infundados aos leigos. O conteúdo
deste trabalho, tem como objetivo ajudar a todas
as pessoas em especial a todos os profissionais,
envolvidos na árdua tarefa de diagnosticar
e orientar pacientes sobre o HPV.
FISIOLOGIA DOS LEUCÓCITOS NOS PROCESSOS
INFECCIOSOS
Autor : Maria Helena Rodrigues Freitas
Resumo: O mecanismo de defesa
contra os agentes infecciosos é muito complexo.
O organismo possui barreiras naturais que devem
impedir que o microorganismo avance. Essas barreiras
são, a pele queratinizada, o muco das membranas
mucosas, as enzimas, por exemplo: a lisozima com
atividade antimicrobiana, o suco gástrico,
entre outras. Caso o agente microbiano agressor
penetre, inicia-se a imunidade inata, constituída
por elementos humorais, como proteínas de
fase aguda do sistema complemento e citocinas, e
por elementos celulares, os monócitos, macrófagos,
granulócitos e linfócitos NK. Leucocitoses
neutrofilicas com desvio a esquerda, granulações
tóxicas e vacúolos citoplamáticos
nos indicam uma infecção bacteriana
importante. Linfocitose relativa ou absoluta com
presenças de linfócitos atípicos,
são indícios de infecção
viral. E, ainda eosinofilia, nos chama atenção
para as parasitoses ou alergias. C3a, C3b, C5a,
são substâncias do complemento que
promovem quimiotaxia para os neutrófilos
e fagocitose. O complexo C5b – C9 causa lise
da membrana do microorganismo. A imunidade inata
ou inespecífica compõe-se também
de proteínas de fase aguda, a PCR, a amiloide
sérica A, inibidores de proteinases e componentes
da cascata da coagulação. Servem de
marcadores da reação inflamatória
e também na reparação do tecido
lesado, citocinas como interferom alfa e beta conferem
resistência às células vizinhas
contra os vírus. Interleucia 1, TNF alfa
e quimiocinas produzem inflamação
local, importante na defesa pela formação
de exsudato, elementos extravasados, plasma e células.
Interleucina 2, interleucina 12 e interleucina 15
estimulam a proliferação e atividade
das células NK. Interferon gama ativa os
macrófagos e interleucina 6 promove aumento
na produção de neutrófilos
pela medula óssea e síntese de proteínas
de fase aguda pelo fígado. Os fagócitos
destroem os microorganismos por ação
de substâncias tóxicas como superóxidos,
peróxidos, radicais hidroxila, óxido
nítrico, proteínas catiônicas,
ácido hipocloroso e lisozimas. A opsonização
por proteínas do complemento e o revestimento
por anticorpos específicos potencializa a
fagocitose. A imunidade adquirida é específica
para determinado antígeno. O linfócito
T auxiliar reconhece o fragmento do antígeno
apresentado a ele na membrana do macrófago
que processou este antígeno. Transfere as
informações do linfócito B
de memória. O linfócito T citotóxico
vai até a célula infectada e a destrói.
Os anticorpos têm grande importância
no controle de infecções virais e
parasitárias. Prova disto é o controle
das reinfecções de muitas viroses
infantis depois da imunização natural
ou artificial pela vacinas.
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
E DETERMINAÇÕES IMUNO-HEMATOLÓGICAS
NO PROCEDIMENTO PRÉ-TRANSFUSIONAL
Autor: Margareth Viana Prado Giroto
Resumo: Numa transfusão
sanguínea devem ser observados critérios
que vão desde a captação do
doador do sangue até sua recepção
pelo paciente, passando por etapas que envolvem
multiprofissionais habilitados para a execução
de funções específicas, metodologia
adequadas e legalizadas especificas para a realização
de exames imunohematológicos, procedimentos
prelimiares para o doador e para o sangue doado,
normas de segurança, rígido controle
de qualidade, material e equipamentos apropriados
tanto para a coleta, para os testes, para armazenamento
e transporte do sangue, como para a recepção
deste pelo paciente, entre outras tantas considerações
e normas que fazem parte da garantia total até
o final da transfusão sanguínea.
HEPATITE C
Autor: Mercedes Doris Lovera Ajala
Resumo: Em 1989, isolou-se um
vírus, o qual foi relacionado com a etiopatogenia
da maioria das hepatites pós-transfusionais
não – A não – B, sendo
então denominado de vírus da hepatite
C (VHC). A principal forma de transmissibilidade
do VHC é a parenteral, tanto através
da inoculação direta de hemoderivados
contaminados, quanto através de relações
sexuais e por uso de drogas intravenosas. A infecção
por HCV é sintomática em 25% a 30%
dos pacientes e torna-se crônica em mais de
85%. Estima-se que 500 milhões de pessoas,
em todo o mundo, estão infectadas com o HCV.
Uma estatística alarmante. O vírus
HCV é um vírus RNA que possui capsídeo
e um envoltório mais externo, o envelope
de constituição lipoprotéica,
e pertence à família Flaviridade.
AVALIAÇÃO DO EXAME DE CONTEÚDO
VAGINAL POSITIVOS PARA LEVEDIRAS E DETERMINAÇÃO
DA SENSIBILIDADE PARA DROGAS ANTIFÚNGICAS
Autor: Meire Becer
Resumo: O objetivo deste trabalho
foi avaliar a sensibilidade das Candidiase aos antifúngicos
de tratamento. Foram analisadas 34 amostras de conteúdo
vaginal, sendo que destas amostras 79,42% foram
isoladas Cândida Albicans. Os antifúngicos
Anfotericina B e Flucitocina apresentaram 100% de
cepas sensíveis a estes medicamentos.
ANEMIAS
Autor: Nacy Stella Torres Guimmarresi
Resumo: As doenças hematológicas
podem acometer os sistemas Eitrocitáio, Leucocitário,
Plaquetário e da Coagulação.
A anemia é uma doença eritrocitária,
em que a taxa total de hemoglobina no sangue é
baixa, reduzindo a capacidade de transporte do oxigênio
pelo sangue. As anemias podem ser causadas pela
perda demasiada de hemácias ou produção
excessivamente lenta das mesmas. A partir destas
causas teremos vários tipos de anemias, cada
qual com sua função fisiológica
característica. A anemia ferropênica
é uma doença muito comum, de fácil
diagnóstico. As medidas que podem ser tomadas
para prevenir doenças são basicamente:
aumentar o consumo de alimentos ricos em ferro;
reduzir i consumo de alimentos alcalinos para que
não interfiram na absorção
do ferro. Quanto mais cede a anemia for diagnosticada,
mais rápida será a recuperação
do paciente. A talassemia é uma doença
hereditária decorrente de um transtorno da
hemoglobina, sendo a hidropsia fetal a forma mais
grave das talassemias, pois, ocorre o aparecimento
de natimortos e os que conseguem sobreviver evidenciam
anemia grave falecendo por insuficiência cardio-respiratória.
Como também a talassemia major onde a evolução
clínica é curta, a menos que sejam
sustentadas por transfusões, estas crianças
morrem em virtude dos profundos efeitos da anemia.
A anemia megaloblástica é causada
pela falta de vitamina B12 ou ácido fólico,
sendo preciso diferenciar ambas, pois o ácido
fólico piora a sintomatologia neurológica
da anemia por déficit de vitamina B12. Em
relação à anemia falciforme
existem perspectivas futuras de que a terapêutica
genética possa ser usada substituindo o gene
afetado, método que os biologistas moleculares
estão tentando para um futuro próximo.
As anemias hemolíticas podem ser hereditárias
ou adquiridas, entre as hereditárias destacamos
a esferocitose, falciforme e outras hemoglobinopatias.
As anemias hemolíticas adquiridas podem ser:
imunológicas, hemoglobinúria paroxística
noturna, hiperesplenismo, anemias associadas a infecções
e a eritroblastose fetal.
PREVALÊNCIA DE PATÓGENOS EM
INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO
DA POPULAÇÃO DA CIDADE DE MATÃO
Autor: Orlando Cicogna Júnior
Resumo: A prevalência de
patógenos em infecções do trato
urinário da população da cidade
de Matão mostrou-se a maior das bactérias
da família Enterobacteriaceae, com predominância
da Escherichia coli em 67,1% dos casos. O material
obtido (urina) foi coletado através do método
do jato médio e as culturas positivas semeados
no meio “CLED” através do método
da alça calibrada; e o principal meio de
identificação utilizado foi o meio
de Rugai e Araújo para bacilos gram negativos.
PREVALÊNCIA DOS TIPOS DE HEPATITE
NA CIDADE DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO
Autor: Patrícia Muniz Raymundo
Resumo: Esta monografia tem objetivo
de explanar sobre as hepatites virais mais comuns
que acometem a nossa população, bem
como sua transmissão, diagnóstico
laboratorial e a prevalência destas hepatites
na cidade de São José do Rio Preto
– SP com dados retirados do Laboratório
Instituto de Hematologia. As hepatites, apesar de
suas similitudes clínicas, diferem-se na
etiologia, epidemiologia e na imunopatogênese.
O que as identifica, fundamentalmente, é
a capacidade comum de seus agentes etiológicos
causarem patogenicidade primariamente em tecido
hepático e apenas eventualmente comprometimento
sistêmico. Atualmente vem se desenvolvendo
um imenso esforço mundial de investigações
sobre seus múltiplos e complexos aspectos,
o qual tem resultado numa inusitada quantidade de
novas e surpreendentes informações,
informações estas que explanaremos
no decorrer dos capítulos.
VALOR DE CORTE DA GLICEMIA NA DIABETES GESTACIONAL
(DG)
Autor: Patrícia R. Zangarini
Resumo: O profissional envolvido
na assistência à gestante deve estar
atento para o diagnóstico do DG, uma vez
que o tratamento adequado cita as complicações
maternas e minimiza a morbidade e a mortalidade
perinatais. O valor de corte de 140mg/dl após
sobrecarga de 50g de glicose para o teste de rastreamento
apresenta sensibilidade de 79% e especificidade
de 87%, levando em torno de 6% das gestantes a fase
de diagnóstico. Alguns autores preconizam
o valor de corte do rastreamento de 180mg/dl, o
quer muda a sensibilidade para 100% e a especificidade
para 78%; esse não ponto de corte leva em
torno de 15% a 20% das gestante a segunda fase de
diagnóstico, o que pode onerar o serviço
da saúde. Outros autores ainda preferem o
valor de corte de 135mg/dl com sensibilidade de
98% e especificidade de 80%. Mas desde 1980, a Organização
Mundial de Saúde, adota, para o diagnóstico
de DG os mesmos critérios utilizados para
pacientes não grávidas: glicemia de
jejum ³ 140 mg/dl e glicemia duas horas após
sobrecarga de 75g de glicose ³ 200mg/dl. Posteriormente
em 1998, o valor da glicemia de jejum foi modificado
para 126mg/dl. Segundo a OMS valores em jejum inferiores
a 110mg/dl e os de 2h inferiores a 140mg/dl afastam
a hipótese de DG. Porem valores intermediários
(glicemia em jejum entre 1109-126mg/dl e 2h após
sobrecarga entre 140mg/dl e 2009mg/dl) caracterizam
intolerância a glicose. O Ministério
da Saúde e a Sociedade Brasileira de Diabetes
também adotam esse mesmo critério
da OMS.
BIOSSEGURANÇA NO LABORATÓRIO
CLÍNICO
Autor: Paula Tormin Guimarães
Resumo: A biossegurança
em laboratórios exige abordagem multidisciplinar
concernente à engenharia de segurança,
higiene e medicina do trabalho, contemplando aspectos
relacionados ao planejamento e à organização
do trabalho, a planta física, ao pessoal
envolvido, à existência e ao uso de
equipamentos de proteção individual
e coletiva, à ergonomia, aos treinamentos,
e, entre outros. Muitas vezes, a falha na adoção
de medidas de segurança encontra como justificativa
a falta de investimento ou mesmo de recursos para
compra de equipamentos ou reforma da área
de trabalho. Entretanto, medidas simples como o
treinamento e a conscientização dos
trabalhadores, requerem poucos recursos e são
sempre aplicáveis, tendendo a reduzir, de
forma significativa, o número e a gravidade
dos acidentes. Os trabalhadores devem conhecer os
fatores de risco presentes em seu laboratório
e saber prevenir, ou minimizar, a ocorrência
de acidentes e a incidência de doenças
ocupacionais.
LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS
- ESTRUTURAS, NORMAS E PROCEDIMENTOS
Autor: Paulo Henrique Pinheiro
de Matos
O autor apresenta completo organograma sobre normas
e procedimentos necessários ao funcionamento
de laboratório de análises clínicas.
ACIDOSE LÁTICA NO PACIENTE GRAVE
Autor: Pedro Antonio Firmo da Silva
Resumo: O ácido lático
é um ácido forte com pKa 2,9 e alta
liberação de H+, em pessoas normais
essa liberação não vai alterar
as funções vitais do paciente porém
um paciente com comprometimento multi-orgânico
essa liberação pode quebrar o equilíbrio
de pH orgânico desencadeando uma cascata de
reações bioquímicas podendo
culminar na morte do paciente.
As principais situações onde ocorre
hiperlactatemia são: choque cardiogênico,
parada cardio respiratória, sepse, insuficiência
hepática, , insuficiência renal, falência
multi orgânica, hipoperfusão tissular,
convulsão tipo grande mal, dentre outras
situações que anaerobiose não
é compensada pelos meios orgânicos.
AVALIAÇÃO DA COLESTEROLEMIA
DE CIRANÇAS E ADOLESCENTES NA CIDADE DE LIMEIRA
- SP
Autor: Reinaldo Carvalho Santos
Resumo: A aterosclerose coronariana
causa milhões de mortes prematuras em todo
os países do mundo especialmente nos mais
desenvolvidos economicamente, apesar das principais
causas desta patologia sejam conhecidas e possam
ser controladas profilaticamente no sentido de retardar
os seus efeitos aterogênicos. Dentre estes
fatores encontramos a hipercolesterolemia como um
dos principais, isoladamente ou em conjunto com
outros fatores de risco. A profilaxia da aterogênese,
segundo diversos estudos, deve ser iniciada já
na infância, com dietas adequadas, prática
de atividades físicas regulares e especialmente
em crianças com antecedentes familiares,
com o controle da colesterolemia. Avaliamos retrospectivamente
a concentração de colesterol em crianças
e adolescentes com idades compreendidas entre 5
a 20 anos em laboratório privado na cidade
de Limeira-SP, que realizaram este exame através
de solicitação médica. As idades
foram estratificadas em grupos de 5 a 10 anos (G1),
11 a 15 anos (G2) e 16 a 20 anos (G3). Tendo sido
considerada elevada a colesterolemia superior a
170mg/dl, em nosso estudo encontramos no Grupo G1
(n=31) 22,4% de hipercolesterolemia, no grupo G2
(n=45 17,7% e no grupo G3 (n=76) 27%. Este resultado
demonstra que devem ser adotadas medidas para reduzir
a taxa de colesterol nesta faixa etária.
AVALIAÇÃO DE RESULTADOS DISCORDANTES
NAS PROVAS DE FUNÇÃO TIREÓIDEA
Autor: Renata Ribeiro Sousa Silva
Resumo: Juntamente com o estudo
clínico do paciente, as determinações
laboratoriais são uma ajuda valiosa para
o diagnóstico das disfunções
da tireóide e para o seguimento do tratamento
dos pacientes com hiper ou hipotireoidismo. Os exames
laboratoriais da função tireóidea
são úteis para distinguir os pacientes
com eutireoidismo dos pacientes com hiper ou hipotireoidismo,
e certos exames, como os anticorpos antitiróideos,
podem proporcionar informação a respeito
da etiologia das doenças da tireóide.
De um modo geral, as dosagens mais úteis
para confirmar ou excluir o hipertireoidismo são
a T4 total, a T4 livre ou índice de tiroxina
livre e a T3 total; para o hipotireoidismo são
a T4 total, a T4 livre ou índice de tiroxina
livre e o TSH. Em alguns pacientes em que são
duvidosos os sinais e sintomas de disfunção
tireóidea em que os valores dos exames laboratoriais
são limítrofes, o teste de HLT pode
ser valioso para esclarecer o estado tireóideo
do paciente. Devemos ter sempre presente que os
resultados dos exames da função tireóidea
podem ser influenciados por outros fatores que não
as doenças da tireóide, incluindo
idade, doenças intercorrentes e capacidade
de fixação das proteínas séricas.
Os medicamentos podem também afetar as determinações
laboratoriais da função tireóidea;
por exemplo, pacientes tratados com triiodotironina
apresentam valores baixos de T4, com uma onda de
elevação dos valores séricos
de T3 depois da ingestão e absorção
do medicamente. Existem numerosos outros distúrbios
bioquímicos que se associam com disfunção
tireóidea. Hipercalcemia moderada aparece
em até 10% dos pacientes com hipertireoidismo.
O hipertireoidismo pode também acompanhar-se
de elevados valores da fosfatase alcalina sérica
e de diminuição do colesterol sérico.
Raramente, ocorre uma associação com
paralisia periódica hipopotassêmica.
O hipotireoidismo acompanha-se de elevados níveis
de creatina-fosfoquinase, e também de outras
enzimas. As concentrações séricas
de colesterol e de caroteno podem estar elevadas
para pacientes hipotireóideos. O diagnóstico
definitivo e o tratamento dos pacientes com doenças
da terióide, devem basear-se na consideração
cuidadosa dos valores dos exames laboratoriais e
do estudo clínico dos pacientes.
PREVALÊNCIA DE DIABETES MELLITUS NUMA
POPULAÇÃO EM DEMANDA AO LABORATÓRIO
DE SÃO PAULO DA CIDADE DE ARAÇATUBA-SP
Autor: Sonia Akemi Yamada Takeuti
Resumo: Por se tratar de uma doença
crônica e séria, o Diabetes mellitus
tem sido reconhecida mundialmente como um problema
de Saúde Pública. No Brasil, o Diabetes
mellitus é um dos principais problemas de
saúde, tanto no que toca ao número
de pessoas afetadas, as incapacitações,
à mortalidade prematura, como nos custos
envolvidos no controle e tratamento. Basicamente,
o diabetes é classificado como tipos 1 e
2. Existem várias publicações
que tratam desse assunto, buscando através
de pesquisas promover ações que visam
a melhoria na qualidade de vida e atendimento aos
portadores da doença. Este trabalho teve
como objetivo determinar a prevalência de
diabetes na população que procura
o laboratório para realização
de análises, onde os resultados foram obtidos
através da dosagem de glicemia e também
por meio de pesquisa, uma vez que tem sido grande
o aumento de casos, em conseqüência do
aumento de expectativa de vida e o envelhecimento
da população mundial, o estilo de
vida cada vez mais sedentário, diretamente
proporcional ao desenvolvimento tecnológico,
maior disponibilidade de alimentos e o erro na alimentação
têm levado a um aumento epidêmico neste
novo século.