Herpes Vírus Humano – Doença
e Diagnóstico
Autora: Adriana dos Santos Oliveira
Resumo: Este trabalho foi realizado
com intuito de esclarecer dúvidas sobre uma
doença que achávamos que até
então era simples assim. O herpes vírus
humano com suas sub-classificações
é uma doença complexa que envolve
vários órgãos e sistemas, e
desenvolve patologias associadas, o seu diagnóstico
se dá através de exames clínicos
e laboratoriais. Devido aos seus subtipos o herpes
vírus humano é muito detalhista no
desenvolver de seu curso no hospedeiro, porém
seu diagnóstico hoje não é
complicado, se têm várias metodologias.
O seu tratamento é individualizado caso a
caso, depende do quadro clínico dos órgãos
acometidos, pode haver uma combinação
de vários métodos para que o paciente
possa se restabelecer e viver bem.
Sífilis
Autor: Astrogildo Estanislau da Silva
Resumo: Atingindo proporções
epidêmicas em algumas regiões a infecção
pelo Treponema pallidum representa um autêntico
desafio em termos de saúde pública,
pois afeta milhares de indivíduos no Brasil
e milhões em todo o mundo; principalmente
em países de baixas condições
sócio-econômicas. Para agravar a realidade,
esta doença sexualmente transmissível
pode acometer homens e mulheres, adultos e crianças,
constituindo, portanto, uma afecção
de caráter multidisciplinar. Novas técnicas
de diagnósticos e novas modalidades terapêuticas
são objeto de incessante estudos que envolvem
equipes de profissionais das áreas da microbiologia,
imunologia, biologia-molecular, epidemiologia, urologia,
as quais desempenham um papel fundamental no atendimento
ao doente portador desta afecção.
O conteúdo deste trabalho, tem como objetivo,
ajudar todas as pessoas em especial a todos os profissionais
envolvidos na árdua tarefa de diagnosticar
e orientar pacientes sobre a sífilis.
Sífilis
Autora: Cláudia Cristina Leitão
Resumo: A sífilis é
uma doença infecciosa humana produzida por
um espiroqueta, o Treponema pallidum. Embora possa
haver transmissão não venérea
da doença, na maioria dos casos a disseminação
se faz pelo contato sexual de qualquer tipo. A sífilis
pode ser uma doença incapacitante e fatal
por lesões irreversíveis do sistema
cardiovascular, nervoso e músculo esquelético.
De cada 13 pacientes não tratados um apresenta
doença cardiovascular, um em cada 25 torna-se
paralítico e incapacitado, e um em cada 44
desenvolverá lesão irreversível
do sistema nervoso central. Um pacientes em cada
200 com sífilis torna-se cego. Após
o contágio sexual, o protosifiloma causa
lesão primária no local de inoculação,
surge cerca de 10 dias a 3 meses depois, em geral
entre 3 a 4 semanas, como ulceração
indolor, de bordas endurecidas e reação
ganglionar satélite. A lesão tende
a desaparecer espontaneamente após 4 a 6
semanas, seguindo-se a fase de secundarismo. Manifesta-se
de um a seis meses após o desaparecimento
do protosifiloma como processo infeccioso com roseolas,
lesões mucosas e linfadenopatia generalizada
por vezes reações meningea, que também
cedem espontaneamente após período
de duas a seis semanas. Ao secundarismo segue-se
a fase de sífilis recente latente, nos primeiro
anos após infecção, quando
pode haver recorrências de lesões cutâneas
e nervosas, oculares e ocasionalmente, a neurosífilis
recente. Esta se apresenta como meningite aguda,
não raro com alterações em
nervos cranianos ou acidentes vasculares cerebrais.
Raramente encontrada em casos insuficientemente
tratados, atualmente tratados, é observada
em infartos pelo HIV, mesmo quando tratados da infecção
sifilítica recente segundo esquemas terapêuticos
considerados eficientes. Segue-se a fase latente
tardia que, cinco a 20 anos ou mais após
a infecção, pode dar lugar à
sífilis terciária sintomática,
com lesões destrutivas, cardiovasculares
os do sistema nervoso central, com demência,
psicose, tabes dorsalis, ou com aparecimento de
gomas na pele, ossos ou vísceras.
Papilomavírus Humano
Autora: Érika Salomão
Resumo: HPV é a abreviatura
de “Human Papilomavírus” o que
significa Papilomvírus humano, causadores
do condiloma acuminado. A infecção
pelo HPV é a doença sexualmente transmissível
(DST) mais freqüentemente na população
sexualmente ativa. Quando não tratadas, as
infecções anogenitais pelo HPVs possibilitam
a transmissão do vírus aos parceiros
sexuais de seus portadores, aos recém-nascidos
de mães infectadas e risco de desenvolvimento
de carcinomas. O papilomavírus humano é
um vírus universal, que não tem preferência,
quer seja quanto ao sexo, idade, raça e localização.
Pode ser encontrado em qualquer região do
corpo, bastando haver uma porta de entrada através
de micro-abrasões (micro-traumas) da pele
ou mucosa. Já se detectou o vírus
não só na região genital, mas
também extragenital como olho, faringe, vias
respiratórias, ânus, reto e uretra.
E, ainda, sua presença foi encontrada no
líquido amniótico. Os papilomavírus
possuem predileção por tecidos de
revestimento (pele e mucosa) e provocam na região
infectada alterações localizadas que
resultam no aparecimento de lesões decorrentes
do crescimento celular irregulares. Estas lesões
são denominadas verrugas ou vulgarmente conhecidas
como “crista de galo”. Mais recentemente,
com o desenvolvimento da técnica da reação
de polimerase em cadeia (PCR), descobriu-se que
infecções pelo HPV podem ser muito
mais comuns, atingindo desde portadoras assintomáticas
até pacientes com câncer cervical invasivo.
A prevalência de DNA-HPV em geral, considerando
diferentes populações femininas do
mundo, tem variado entre 30 e 50%, segundo a técnica
de PCR.
Vírus Sincicial Respiratório
Autora: Flávia Escremim de Paula
Resumo: O RSV foi primeiramente
isolado em 1956 de um chimpanzé que apresentava
uma doença sintomática que se parecia
com um resfriado comum. Logo após esta descoberta,
estudos sorológicos realizados com crianças
que se recuperavam de doenças respiratória,
indicou que a infecção em recém-nascidos
e crianças era comum. Vírus Sincicial
Respiratório (RSV) tem distribuição
mundial e é reconhecido como o mais freqüente
agente viral de infecção respiratória
baixa em crianças. Além de ser uma
importante causa de morbidade, RSV causa grande
mortalidade entre crianças no mundo inteiro,
com número estimado de 1 milhão de
óbitos por ano, que se concentram com predomínio
nos países em desenvolvimento. A doença
do trato respiratório causada por RSV é
mais freqüente em crianças com 6 semanas
a 9 meses de vida. Porém, o RSV também
afeta adultos, particularmente idosos e pacientes
imunodeprimidos. Em regiões de clima temperado,
o aparecimento do RSV na comunidade ocorre geralmente
durante o período de outono-inverno, podendo
sua presença ser suspeitada pela prevalência
de casos de bronquiolite. O presente trabalho faz
uma breve revisão dos aspectos clinico epidemiológicos
de infecções causadas pelo Vírus
Sincicial Respiratório em pacientes menores
de 1 ano.
Tuberculose: Importância do laboratório
no controle da doença
Autora: Ilda Sumie Tanaka Imasato
Resumo: A tuberculose é
uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium
tuberculosis, também conhecido como bacilo
de Koch. A forma mais comum de tuberculose é
a pulmonar, que é transmitida através
das gotículas emitidas através da
tosse, fala ou espirro de um paciente bacilífero.
Calcula-se que ocorram de 8 a 10 milhões
de casos novos em todo o mundo e 2 a 3 milhões
de mortes causadas pela tuberculose. O aparecimento
do HIV agravou a situação da tuberculose,
sendo uma das causas mais comuns de morte entre
os pacientes com AIDS. Outro agravante foi o aparecimento
de cepas de M. tuberculosis multidroga-resistentes.
No relatório de 2004 da OMS sobre o controle
global da tuberculose, dados do ano de 2002, o Brasil
aparece em 15º, com incidência de 62
por 100.000 habitantes e mortalidade de 8 por 100.000
habitantes. No Laboratório II – São
Carlos foram realizadas no ano de 2003, utilizando-se
a técnica de Ziehl-Neelsen, 715 baciloscopias
de escarro de 354 pacientes suspeitos de estarem
com tuberculose. Dos 354 pacientes, 18 tiveram resultado
positivo, levando a um índice de positividade
de 5,1%, valor próximo aos obtidos na região
da DIR-VII – Araraquara com 6,5% e no estado
de São Paulo com 8,6%. Do total de pacientes
positivos, 77,8% pertenciam ao sexo masculino e
22,2% ao sexo feminino, demonstrando uma maior incidência
de tuberculose em homens. A faixa etária
dos pacientes examinados variou de 5 a 90 anos.
Verificou-se uma maior incidência dos casos
positivos (83%) na população compreendida
entre 20 a 50 anos, ou seja, em fase produtiva.
Há necessidade de uma busca mais ativa dos
casos de tuberculose, principalmente dos casos bacilíferos
para evitar a transmissão do bacilo, infectando
mais pessoas. A tuberculose é uma doença
de notificação obrigatória
aos órgãos de saúde, mas, muitos
casos não são notificados e o paciente
deixa de ser encaminhado para o tratamento, que
é gratuito pois todos os medicamentos são
fornecidos pelo governo. Cabe ao profissional que
trabalha em laboratório, público ou
privado, a responsabilidade de comunicar ao órgão
público de sua cidade que cuida do programa
de tuberculose, toda baciloscopia que apresentar
resultado positivo. Desta forma estará contribuindo
de maneira ativa no controle da doença.
Mycobacterium Tuberculose
Autora: Irosmina Martinez Trujillo
Resumo: A tuberculose é
um problema de saúde pública, segundo
a Organização Mundial de Saúde,
ocorrem no mundo 8 a 10 milhões de casos
novos e 3 milhões de mortes a cada ano. O
Mycobacterium tuberculose mata mais pessoas que
qualquer outro agente infeccioso isolado, sendo
responsável por até 25% das mortes
em países em desenvolvimento, que pagam um
grande tributo à tuberculose; 95% dos casos
e 98% das mortes ocorrem neste país e 75%
dos casos da doença atingem a população
economicamente ativa (15 – 50 anos). A infecção
inicial ocorre no trato respiratório a partir
do contato com o mycobacterium tuberculose, descrito
por Robert Koch em 1882. Este bacilo é transmitido
através de nucléolos de perdigotos
produzidos durante a tosse ou espirro ou a fala.
As pequenas gotículas espelhadas no ar atmosférico
são suficientes para alcançar os alvéolos
pulmonares onde os germens iniciam a sua multiplicação
no interior dos macrófagos alveolares. As
Micobactérias são patógenos
predominantemente intracelulares que, após
a entrada no hospedeiro suscetível são
fagocitadas pelos macrófagos alveolares e
iniciam uma fase de crescimento até que a
resposta imune celular específica se desenvolva.
Incidência de Staphylococcus aureus
resistente a meticilina, isolados em culturas de
amostras clínicas diversas de pacientes internos
do Hospital das Clínicas da Universidade
Federal de Goiás no de 2003
Autor: Lindon Johnson de Abreu Batista
Resumo: Este trabalho apresenta
a incidência de Staphylococcus aureus meticilina
resistente (MARSA) isoladas em culturas de amostras
clínicas diversas de pacientes internos do
Hospital das Clínicas da Universidade Federal
de Goiás no ano de 2003. Uma visão
global da situação da microbiota hospitalar
e perfil de sensibilidade é vital na antibioticoterapia
e no controle de infecção hospitalar.
Muitos pacientes percorrem um caminho longo dentro
do ambiente hospitalar, muitas vezes carreando cepas
resistentes intra e extra hospitalar. A revisão
retrospectiva dos dados contidos nos relatórios
microbiológicos do Laboratório de
Microbiologia do HC/UFG ano 2003, nos fez concluir
que 48% das cepas de S.aureus isoladas apresentaram
resistência a meticilina (MARSA) e que das
1537 culturas positivas, 145 culturas apresentaram
no resultado o MARSA, correspondendo a 9,43% fato
que preocupa, porque os MARSA também são
resistentes as cefalosporinas de primeira geração,
restando como alternativa terapêutica o uso
dos antibióticos glicopeptídicos,
vancomicina ou teicoplamina.
Importância Epidemiológica
da Meningite Bacteriana
Autora: Lúcia Helena Volpi de Oliveira
Resumo: A meningite é uma
inflamação das meninges, causada por
múltiplos microrganismos, sendo caracterizada
pela ocorrência de febre, cefaléia
intensa, náusea, vômitos, sinais de
irritação meníngea e alteração
do líquor. É uma doença grave,
cujo prognóstico depende de um diagnóstico
precoce e do início imediato do tratamento.
Como agente etiológico das meningites podemos
encontrar bactérias, vírus, fungos
e protozoários, sendo mais freqüentes
as meningites bacterianas causadas por Neisseria
meningitidis, Haemophilus influenzae b e Streptococcus
pneumoniae que são responsáveis por
cerca de 60 a 80% dos casos de meningite bacteriana.
As meningites bacterianas constituem um sério
problema de Saúde Pública em todo
mundo por incidência, sua letalidade, pela
freqüência das seqüelas. A meningite
causada pelo H.influenza, N.meningitidis e S. pneumoniae
estão entre as doenças de notificação,
e merecem uma atenção maior por parte
dos profissionais da saúde, tanto no que
se refere a suspeita precoce, tratamento adequado,
bem como da necessidade de se isolar o agente em
cultura. O fluxo de informações com
o laboratório de Saúde Pública
e notificação rápida as autoridades
epidemiológicas são importantes para
se tomar medidas mais adequadas para manter a doença
sob controle e diminuir a letalidade e número
de seqüelas. Quando ocorrer um caso de meningite,
é preciso notificar, colher todos os exames
necessários para identificar o agente etiológico,
pois essa informação no conjunto dos
casos é essencial para definir a situação
epidêmica.
Estudo epidemiológico e microbiológico
de Infecções Urinárias
Autora: Lucimara Conrado Arnoni
Resumo: As principais funções
dos rins são remover os produtos finais do
metabolismo e controlar as concentrações
da maior parte das substâncias iônicas
do líquido extracelular, inclusive de íons;
reabsorvendo somente aqueles constituintes que são
necessários. A maioria dos episódios
de infecções urinárias é
causada por bactérias que alcançam
a bexiga através da uretra, podendo chegar
aos rins e comprometer suas funções
quando não tratadas a tempo. A prevalência
das infecções urinária é
maiores em mulheres, até mesmo pela própria
constituição anatômica, porém
quando na velhice a incidência entre mulheres
e homens já quase se equiparam, pois a incidência
de prostatite aumenta, e com isto diminui a liberação
das secreções prostáticas,
as quais tem sido atribuída nos últimos
anos uma atividade antibacteriana que agiriam impedindo
o acesso de bactérias á bexiga. As
manifestações clínicas de infecções
das vias urinárias podem vir acompanhadas
de febre, dores nas costas, calafrios se das vias
urinárias superiores; a freqüência,
urgência e disúria são mais
sugestivas de infecções da bexiga
e uretra. O diagnóstico das infecções
urinárias se dá através não
só dos sinais e sintomas clínicos,
mas principalmente do estudo da urina, realizado
pelo exame de urina tipo I juntamente com a urocultura
e posteriormente o antibiograma caso a análise
venha ser positiva. Para uma avaliação
e um diagnóstico correto é necessário
uma coleta bem feita, ou seja, rigorosa assepsia
primeiramente, em seguida coleta-se o jato médio,
caso não seja possível à coleta
poderá ser feita com cateter, sonda ou aspiração
suprabúbica, imediatamente a urina deve estar
no laboratório de microbiologia. A urina
deve ser processada logo em seguida, uma homogeneização
adequada primeiramente, a semeadura deve ser feita
nos meios de cultura indicados. No levantamento
para obtenção dos dados para a análise
estatística utilizamos para investigação
primária agar sangue e agar Mac Conkey (disponível
comercialmente pela Biobrás) e incubamos
durante 24 horas a uma temperatura de 36,5 a 37
graus. No momento da semeadura fizemos uma sedimentoscopia
(a fresco) e ainda analisamos um esfregaço
corado pelo método de gram como triagem.
Nessa triagem podemos concluir que não só
o binômio leucocitúria – bacteriúria,
mas também o monômio bacteriúria
é causa de infecção urinária,
na maioria das vezes sem manifestações
clínicas, características de infecções
de curso crônico. Ao término das 24
horas de incubação das placas, fizemos
um gram das colônias em questão e as
provas de aglutinação em lâminas,
depois as repicando em meios de cultura (IAL disponível
comercialmente pela Bioshop e agar manitol disponível
pela Biobrás) adequados para identificação
do gênero e espécie, em seguida confeccionamos
os antibiogramas em meio Mueller – Hinton
(disponível comercialmente pela Biobrás).
Para escolha dos discos de antibióticos procuramos
nos ater dentro das padronizações
da NCCLS (disponível comercialmente pela
Cecon). Após a incubação destes
antibiogramas por no mínimo 8 horas e máximo
24 horas efetuamos a leitura e fizemos o levantamento
estatístico dos laudos, assim pudemos concluir
que 87% dos pacientes com infecção
urinária são do sexo feminino, 89%
das infecções são causadas
pelas enterobactérias, destas 68% tem como
patógeno a Escherichia coli, que num passado
próximo era considerada a causadora de 85%
a 90% das infecções do trato urinário,
assim outras bactérias vêm ganhando
“campo” no trato urinário; 17%
tem como patógeno o gênero Proteus
e 4% não correspondem ao gênero Enterobacter;
os outros 11% das infecções urinárias
são causadas pelo gênero Staphilococcus.
Vimos ainda nos estudos estatísticos dos
antibióticos que em pacientes ambulatoriais
não há necessidade de utilizar antimicrobianos
de terceira ou quarta geração, pois
existem vários antibióticos de primeira
e segunda geração eficaz no tratamento
das vias urinárias, um exemplo é o
Norfloxacin (quilona – segunda geração),
o qual apresentou um índice de sensibilidade
em torno de 70% na maioria dos casos em que foram
testados além deste temos o ácido
nalidíxico, o ácido pipemídico,
ciprofloxacina e nitrofurantoína. Em contra
partida temos antibióticos com alto grau
de resistência como a penicilina, ampicilina,
cefalotina, sulfa/trimet, daí sugerimos a
não utilização descontrolada
in vitro de antimicrobianos, pois estaríamos
“induzindo” o clínico a prescreve-lo,
poderíamos então deixar de usa-los
por um tempo indeterminado na tentativa da exclusão
destes clones de resistência, para que no
futuro, possamos usá0los novamente com eficácia.
Perfil das infecções urinárias
dos pacientes do Laboratório Microlab Jataí
- GO
Autor: Luiz Roberto Assis
Resumo: O trato urinário
é um dos locais mais acometidos por infecções
provocadas por microrganismos como bactérias,
fungos e vírus, principalmente em pessoas
do sexo feminino. Estima-se que cerca de 10 a 20%
das mulheres contraem algum tipo de infecção
urinária em alguma época de suas vidas,
e boa parte destas apresenta infecções
recidivantes. Apesar da maioria dos casos ser de
curso agudo e de curta duração, estas
infecções apresentam uma taxa significante
de morbidade na população. Devemos
dar atenção especial em situações
como gravidez e diabetes melitus. Uma correta investigação
laboratorial aliada ao tratamento com antibacterianos,
apresentam um papel importante no tratamento e prevenção
de infecções urinárias.
Streptococcus pyogenes - Pesquisa e informação
Autora: Mara Cristina Aranha Fernandes
Resumo: A bacteriologia é
uma ciência onde estudamos sobre os microrganismos,
seres muito pequenos que se encontram por toda parte
do nosso planeta, existem um grande número
deles, cada qual com suas peculiaridades; quando
habitam o corpo humano são chamados microbiota
do corpo; quando microbiota normal consiste em se
dizer que são inofensivos não causando
doenças em indivíduos saudáveis
e lá permanecem protegidos por certas propriedades
que lhe são inerentes e que lhes conferem
uma vantagem seletiva sobre outros microrganismos
tais como: propriedades físicas como a habilidade
de se aderir às superfícies corpóreas
ou propriedades metabólicas como produção
de substâncias antimicrobianas. Essa pesquisa
prioriza o estudo do Streptococcus spp, um microrganismo
que, segundo Elmer W. Koneman relata: causou mais
enfermidade e morbidez através dos séculos
tanto quanto qualquer outra bactéria com
exceção do bacilo da tuberculose.
Já em 1836, Richard Bright reconheceu a relação
entre a escarlatina, glomerunefritre aguda e insuficiência
renal crônica – enfermidade de Bright
- , estudos levaram a crer por Pasteur, Koch e Neisser
que ele era a causa de sepsia puerperal. O cirurgião
Frederick Eehleisen reconheceu um estreptococo como
agente etiológico da erisipela e Alexander
Ogston em infecções pós-cirúrgicas
de feridas. Em 1932, Coburn o relacionou seguramente
e diretamente com a febre reumática.
Principais infecções fúngicas
de interesse médico
Autora: Márcia Valéria Costa
Rinaldi
Resumo: Este trabalho tem como
objetivo estabelecer o diagnóstico das principais
infecções fúngicas de interesse
médico tendo a responsabilidade de reconhecer
os sinais e sintomas das micoses e cuidar da correta
colheita e transporte das amostras em condições
ótimas até o laboratório e
ajudar a esclarecer os procedimentos laboratoriais,
onde inclui a caracterização de um
bom material clínico; técnicas de
semeadura e inoculação em meios de
cultura adequados para o isolamento primário;
avaliação micro e macroscópica
dos fungos, proporcionando assim um diagnóstico.
Colabora também com um apêndice, onde
se encontra o preparo dos corantes, soluções
e dos meios de cultura utilizados em micologia.
Aspectos bio-eco-epidemiológicos
da Dengue: incidência em Caiapônia-
GO
Autor: Marcus Vinicius de Oliveira
Resumo: Este trabalho enfoca especialmente
os aspectos bio-eco-epidemiológicos da dengue,
onde envolve o mosquito Aedes aegypti, que é
o principal vetor; o vírus tipo 1, 2, 3 e
4, que são os causadores da doença,
e essa, que se divide na forma clássica e
hemorrágica; as pessoas, que é o principal
alvo do hospedeiro, e os locais adequados, no qual
possa transformar em criadouro do mosquito. Foram
realizadas pesquisas em material bibliográfico,
documental, relatórios contendo dados estatísticos
disposto em tabelas, para levantamento de dados
sobre a realidade da dengue em Caiapônia –
GO. Concluindo que é necessário um
acompanhamento por parte dos órgãos
públicos competentes, principalmente do núcleo
de vigilância epidemiológica (NVE)
em parceria com a FUNASA, para o contínuo
trabalho de prevenção, orientação,
combate e fiscalização da doença,
nesta cidade tão importante para o estado
de Goiás.
Paracoccidioidomicose – Uma micose
sistêmica
Autora: Natália Pirani Prioli
Resumo: O Paracoccidioides brasiliensis
é um fungo que provoca a paracoccidioidomicose
– micose sistêmica predominante na América
Latina. Este fungo é dimorfo: em tecidos
infectados e culturas a 37ºC apresenta-se em
forma de levedura de parede espessa com múltiplos
brotamentos; em temperatura ambiente ou incubação
a 25 - 30ºC apresenta-se como forma filamentosa
ou micélio (bolor). A transição
de bolor para levedura pode ser induzida in vitro,
pela elevação da temperatura de 25ºC
para 37ºC, sendo essa transição
bastante lenta. É a micose sistêmica
mais freqüente na América Latina, em
especial as Américas Central e do Sul sendo
que a maioria dos casos já ocorridos foram
no Brasil, principalmente nos estados de SP, MT
e GO. Acredita-se que o habitat do Paracoccidioides
brasiliensis seja o solo e vegetação;
os seres humanos adquirem infecção
pulmonar (primária) por inalação
de conídios de Paracoccidioides brasiliensis,
o qual tem sua forma filamentosa habitando o solo,
quando são inalados, alcançam as porções
pulmonares e se transformam em leveduras que podem
permanecer no local ou disseminar-se para órgãos
distantes (primeiro para baço, fígado,
mucosas e pele) em caso de doença disseminada
progressiva (forma crônica). Infecções
pulmonares assintomáticas podem ser seguidas
por disseminação, com freqüentes
e graves lesões nas mucosas orais, nasais
e faciais. A maioria dos casos, nas zonas endêmicas,
foram registrados na vizinhança e interior
de regiões úmidas florestais. A maioria
dos pacientes são agricultores, embora tenha
casos de indivíduos com pouca exposição
ao solo ou vegetação. A doença
é rara em crianças e atinge com mais
freqüência adultos com mais de 30 anos,
sendo mais comum em homens do que em mulheres. No
exame direto o Paracoccidioides brasiliensis será
visualizado microscopicamente em preparações
com KOH de forma direta em amostras clínicas
infectadas; o diagnóstico será a presença
de células leveduriformes esféricas,
com múltiplos brotamentos, dando a típica
formação de “roda de leme”.
As culturas são realizadas, geralmente, em
meio agar saboraud e incubadas à temperatura
ambiente (25 à 30ºC), sendo que o crescimento
do microrganismos é lento (dentro de 10 a
30 dias); a colônia se apresenta macroscopicamente
branca e algodonosa, ao microscópio pode
ser observado micélio formado por hifas delicadas,
hialinas e septadas; a transferência da cultura
para incubação à 37ºC
produzirá lentamente um crescimento de leveduras
com características microscópicas
de células com brotamento multipolar.
Micoses
Autora: Nêusa Osaki de Oliveira Barbosa
Resumo: As micoses podem afetar
qualquer pessoa. É importante saber que as
micoses se propagam com facilidade, mas podem ser
controladas com rapidez. A regra número um
é procurar um médico ao primeiro sinal
de micose. Quanto mais cedo for tratada adequadamente,
melhor. Os primeiros sinais de uma micose costumam
ser quase imperceptíveis. Na maioria dos
casos, a primeira indicação de que
algo não está bem com a pele, provém
de bolhas, fissuras, escamas, manchas ou prurido.
As micoses ocorrem mais freqüentemente nos
pés, onde os fungos encontram um meio ideal
de crescimento, úmido e quente: os espaços
entre os dedos. Sem tratamento, estes fungos também
podem atingir regiões vizinhas, como as unhas
dos pés, e destruí-las. Um tipo de
micose eu afeta particularmente as crianças
é a tinha. Freqüentemente afeta o couro
cabeludo e os cabelos. Surgem numerosas manchas
ovais que descamam e queimam. Elas se propagam lentamente
e, finalmente, se unem em uma outra lesão.
Hanseníase – Avanços
e Diagnósticos
Autora: Priscila Carolina Luminati Loti
Resumo: Após esta pesquisa
pude constatar que essa doença ainda muito
comum principalmente em lugares onde a higiene é
precária. É uma doença que
já evoluiu muito com relação
a tratamento, mas que ainda devemos dedicar a campanhas
e conscientização de pessoas que aquele
estigma de que hansenicos deveriam ser isolados
da sociedade acabou, e que deverá ter a integridade
social desses doentes. E, que uma vez iniciado o
tratamento com a antibioticoterapia o paciente deverá
levar o tratamento até o final, onde podemos
chegar a cura da doença, ou a uma fase estacionária
do bacilo a qual o paciente não transmitirá
a doença.
Hepatite C
Autora: Renata Candiani Meles
Resumo: A hepatite C é
hoje a principal causa das hepatites pr transmissão
parenteral. Constitui um dos mais importantes problemas
de saúde pública da atualidade. A
infecção é geralmente assintomática,
produzindo cirrose em 20% dos casos e um certo percentual
destes desenvolvendo hepatocarcinoma. Sabe-se, hoje,
que a grande maioria das hepatites virais, antes
rotuladas não-A e não-B, eram na verdade,
causadas pelo HCV. A disponibilidade de testes diagnósticos
data de 1989, quando foi decodificado o genoma do
HCV por Choo et al. A produção de
antígenos e peptídeos sintéticos
possibilitou o desenvolvimento de testes que permitem
a detecção de anticorpos contra o
HCV (anti-HCV), como os testes ELISA (enzima-linked
immunosorbent assay) de primeira, segunda e terceira
geração e RIBA (recombinant immunoblot
assay). O desenvolvimento de técnicas para
detecção qualitativa e quantitativa
do ácido ribonucléico (RNA) do HCV,
por meio da reação em cadeia de polimerase
(polymerase chain reaction, PCR), aumentou a sensibilidade
diagnóstica. Também tornou-se possível
determinar o genótipo do HCV em laboratórios
clínicos, o que pode ser útil em situações
específicas. A disponibilidade de diferentes
testes viabiliza o diagnóstico precoce, minimizando
o potencial para disseminação da infecção,
e torna relevante a discussão das indicações
de cada teste, a partir de sua sensibilidade e especificidade.
O padrão ouro para o diagnóstico de
infecção pelo HCV é a determinação
do RNA do HCV por meio da PCR. A PCR possibilita
amplificar seqüências genéticas
específicas, de tal modo que uma única
molécula de DNA possa detectar a presença
de milhões de outras. Os testes qualitativos
informam a presença ou não do RNA
viral, comprovando o resultado positivo ou negativo.
Hoje, por meio das técnicas de PCR e NAT,
é possível acompanhar o estado de
infecção pelo HCV, determinar seus
genótipos, conduzir melhor o tratamento e
diminuir as possíveis contaminações
por transfusões de sangue, caracterizando
os indivíduos que realmente possuem o vírus
e diminuir a fase da “janela imunológica”
que é o período prévio a soroconversão.
Apesar de todo conhecimento acumulado sobre a epidemiologia
da hepatite C e de todos os avanços científicos
e tecnológicos empregados em sua prevenção,
a hepatite C persiste como uma importante complicação
à Saúde Pública. Os estudos
para o desenvolvimento de uma vacina anti-HCV ainda
estão em andamento, portanto recomenda-se
a triagem cuidadosa na doação de sangue
e o uso de medidas de prevenção em
situações profissionais e práticas
sexuais. Atualmente são esses os únicos
meios seguros de reduzir a infecção
pelo HCV.
Enterobacteriaceas produtoras de Betalactamase
de amplo espectro
Autora: Renata Portella Nogueira
Resumo: Bactérias produtoras
de betalactamase de espectro estendido (ESBL) representam
um dos mais importantes problemas de resistência
bacteriana nos hospitais brasileiros. A necessidade
de implementação de testes que apresentem
alta acurácia e baixo custo é de suma
importância devido à dificuldade da
detecção de ESBL. Algumas enterobacteriaceas
produzem B-lactamase de espectro estendido (ESBLA)
que são enzimas capazes de hidrolisar penicilinas
e cefalosporinas de amplo espectro e aztreonam e
são inibidas pelo ácido clavulânico,
tazobactam e sulbactam. A prevalência de enterobacteriaceas
produtoras de ESBL é desconhecida na maioria
dos hospitais devido à dificuldade em detecta-las
por procedimentos convencionais. Assim, bactérias
produtoras desta enzima podem ser reportadas como
sensíveis in vitro aos antimicrobianos acima
citados e não tem atividade um vitro. Como
não existe um método padronizado com
boa sensibilidade para detecção dessas
enzimas, vários testes têm sido propostos.
Esses testes se baseiam na comparação
da sensibilidade da amostra ao betalactâmico
sozinho e quando esse é associado a inibidores
de betalactamases. O aumento da sensibilidade quando
o inibidor de betalactamase é associado ao
betalactâmico indica a produção
de ESBL. O teste de dupla-difusão ou de aproximação
em disco, o teste de adição de inibidores
de betalactamase em disco de betalactâmicos
e o teste tridimensional são alguns dos testes
utilizados para a detecção de amostras
produtoras de ESBL. Sugerimos que o laboratório
de microbiologia forneça os resultados encontrados
pelo método tradicional de sensibilidade
ao médico e inclua uma nota alertando-o que
a amostra é produtora de ESBL e infecções
causadas por amostras bacterianas produtoras dessas
enzimas podem apresentar falha terapêutica
quando tratadas com cefalosporinas de amplo espectro
e monobactans. Porém, alguns serviços
americanos categorizam as amostram produtoras de
ESBL como resistentes a todas as cefalosporinas
e ao aztreonam, independentemente do resultado do
teste tradicional.
Onicomicoses causadas por Dermatófitos,
Cândida e não Dermatófitos,
diagnosticadas no Laboratório Sigma em Goiânia
Autor: Rodrigo Alves de Oliveira
Resumo: Os dermatófitos são
fungos que causam infecção em pele,
unha e cabelo levando a uma destruição
do tecido superficial queratinizado, e promovendo
distúrbios psicológicos, estéticos
e físicos. Dentre as principais intercorrências,
temos as ações sobre unhas dos pés
e mãos o qual damos o nome de onicomicoses.
Fato analisado neste artigo junto à ação
de outros agentes oportunistas, como é o
caso da Cândida, e não dermatófitos,
provocado por outros fungos emergentes.
Prevalência de patógenos em
infecções do trato urinário
da população da cidade de Goiânia
Autor: Rodrigo Rebelo Pinheiro de Lemos
Resumo: A prevalência de
patógenos em infecções do trato
urinário da população da cidade
de Goiânia nos mostrou a maior incidência
das bactérias da família Enterobacteriaceae,
com predominância da Escherichia coli em 68,93%
dos casos; o material obtido (urina) foi coletado
através do método de coleta do jato
médio e as culturas positivas semeados no
meio “CLED” através do método
da alça calibrada; e o principal meio de
identificação utilizado foi o meio
de Rugai e Araújo para bacilos gram negativos.
Isolamento de agentes de Onicomicoses no
Laboratório São Rafael – Piumhi
– MG
Autora: Selma Lopes Soares de Melo
Resumo: A onicomicose, definida
como infecção fúngica ungueal,
representa 20% das causas de onicopatia em todo
o mundo. Tais quadros freqüentemente tendem
a recidivas ou a cronificação, decorrentes
de terapêutica inadequada e/ou falhas, ou
mesmo ausência de confirmação
laboratorial. O presente resumo relata um levantamento
realizado no Laboratório São Rafael,
na cidade de Piumhi – MG, visando determinar
as espécies fúngicas que prevalecem
como patógenas nessa população.
O material queratinizado coletado de cada indivíduo,
foi processado através de técnicas
convencionais para análise em exame direto,
e posterior isolamento e identificação
em cultura. Os resultados obtidos, sugerem prevalência
de dermatófitos, seguida pelas infecções
por leveduras e posteriormente por fungos filamentosos
não-dermatofílicos.
Micologia geral – Fungos
Autora: Silvia Maria Manzato Laranjo
Resumo: O talo do fungo consiste
de filamentos de células chamadas de hifa;
uma massa de hifa é chamada de micélio.
Leveduras são fungos unicelulares. Para se
reproduzir, elas precisam de fissão dividindo-se
simetricamente, enquanto que leveduras de brotamento
dividem-se assimetricamente. Os brotos que não
se separam da célula mãe formam uma
pseudo-hifa. Os fungos dimórficos patogênicos
se apresentam como levedura à 37ºC e
como fungo filamentoso à 25ºC. Esporos
que podem ser produzidos assexualmente: clamidósporos,
esporangiósporos e conidiósporos,
os fungos são classificados de acordo com
o tipo de esporo sexual que eles formam, são
usualmente produzidos em resposta a circunstâncias
especiais, freqüentemente mudanças no
ambiente. Os fungos podem crescer em ambientes ácidos,
com pouca umidade e aeróbicos, eles são
capazes de metabolizar carboidratos complexos, podem
ser classificados como deuteromicetos porque não
foram observados esporos sexuais. O nome genérico
é mudado quando o fungo é reclassificado
baseados nos esporos baseados nos esporos sexuais.
O nome deuteromiceto é geralmente utilizado
para a forma assexual. Os zigomicetos possuem hifas
cenocíticas e produz esporangiósporos
e zigósporos. O ascomiceto possui hifa septada
e produz ascósporos e freqüentemente
conidiósporos. Os basidiomicetos possuem
hifas septadas e produzem basediósporos;
alguns produzem conidiósporos. As doenças
causadas por fungos, são os vários
tipos de micoses, sendo as sistêmicas causadas
por fungos que penetram dentro do corpo e afetam
muitos tecidos e órgãos. As micoses
subcutâneas são infecções
abaixo da pele, as cutâneas afetam a queratina
presente nos tecidos tais como cabelo, unhas e pele,
as superficiais são localizadas nos fios
de cabelos e células superficiais da pele,
as oportunistas são causadas por microbiota
normal ou fungos que não são usualmente
patogênicos, as oportunistas incluem micose,
causada por zigomicetos; aspergilose, causada por
Aspergillus e candidíase, causada por cândida,
as micoses oportunistas podem infectar qualquer
tecido, entretanto elas são usualmente sistêmicas.
A “ousadia” biológica
da infecção por Pseudomonas aeruginosa
na fibrose cística
Autora: Talge Murad
Resumo: A Pseudomonas aeruginosa
é um microrganismo que tem a capacidade de
se adaptar a diferentes ambientes e sobreviver mesmo
quando seus nutrientes estão presentes em
quantidades limitadas no ambiente. Está associada
com infecções de alta morbidade e
mortalidade, incluindo infecções pulmonares
crônicas e fatais entre aqueles com Fibrose
Cística ou com o sistema imune comprometido.
Também é perigosa aos pacientes com
queimaduras, câncer e com pulmões artificiais
ou que necessitem de cateteres. Em pulmões
de pacientes com Fibrose Cística, a bactéria
desenvolve uma camada externa protetora que funciona
como um escudo contra os antibióticos e contra
as defesas naturais do corpo. Como fatores de virulência
, a Pseudomonas aeruginosa produz toxinas produz
toxinas e enzimas, que contribuem para a invasão
bacteriana e envolvem três estágios:
fixação e colonização,
invasão local, e doença sistêmica
disseminada. Duas proteases têm sido associadas
com virulência no estágio invasivo:
elastase e protease alcalina. Produz ainda duas
proteínas que são enzimas extracelulares,
a exotoxina S, que atua enfraquecendo a função
das células fagocíticas na corrente
sanguínea, e a exotoxina A, produto mais
tóxico produzido por essa bactéria.
Agentes antibacterianos: uma visão
geral
Autor: Thiago Milfont Sobreira
Resumo: O conhecimento dos agentes
antibacterianos e a realização dos
testes de suscetibilidade antibacteriana representam
um dos assuntos de maior importância clínica
realizado pelo laboratório de microbiologia.
Pois os resultados destes devem influenciar diretamente
a escolha da terapêutica antibacteriana, evitando
assim a administração inadequada dos
agentes antibacterianos. Portanto, o mais importante
é que com as descobertas de novas tecnologias
os laboratórios de microbiologia estão
ganhando qualidade e tempo na execução
dos testes antibacterianos, promovendo assim um
maior controle do surgimento de bactérias
resistentes aos antibióticos habituais e
evitando a introdução da terapêutica
inadequada, com graves conseqüências
para o paciente.
Evolução e comportamento das
meningites em nosso meio, com ênfase em Saúde
Pública
Autora: Vânia Cristina Jerônimo
Geraldini
Resumo: Esta monografia tem como
objetivo ser uma fonte rápida e objetiva
de consulta sobre todas as meningites, inclusive
as ocorridas em nossa região, e em todo o
estado de São Paulo, diferenciando-as de
acordo com sua fisiopatologia, estação
climática e ambiental. Na fisiopatologia
temos a etiologia, transmissão, incubação
e aspectos clínicos e laboratoriais característicos
de cada meningite. No diagnóstico laboratorial,
destacam-se todos os exames laboratoriais e o apoio
do Adolfo Lutz como laboratório central,
para podermos identificar com mais precisão
e clareza a fase em que se encontra a doença,
bem como a sua cronicidade pelas cepas virulentas.
A alta morbidade universal, constitui importante
problema de Saúde Pública. As medidas
prontamente instituídas reduzem significativamente
as letalidades, por isso precisamos de profissionais
bem treinados em todas as emergências do país.
Para tratamentos existem protocolos adotados distintos,
para cada tipo de meningite, assim como vacinação
e profilaxia. Foi possível constatar que
questões de diversas ordens estão
presentes em nosso meio, dando origem no agravamento
do quadro da doença, que as pesquisas delinearam.
Por final, encerramos com considerações
sobre o tema, enfrentando do modo mais natural as
limitações que essa doença
pode proporcionar.