Aspectos clínicos, epidemiológicos
e laboratoriais da Leishmaniose visceral humana,
em pacientes procedentes de Jardim, MS
Autor: Alberto Grangeiro da Costa
Junior
Resumo: O calazar é aceito
por muitos pesquisadores como uma doença
de área rural e periurbanas, que mais recentemente
tem-se estabelecido em áreas urbanas. Causado
por um parasito protozoário do gênero
Leishmania, é transmitida pelo inseto do
gênero Lutzomyia, comumente chamado de “flebótomo”
e popularmente conhecido por: mosquito palha, asa
branca, cangalhinha e outros. Considerada uma doença
de diversas formas clínicas, podendo ocorrer
casos de cura espontânea até manifestações
clínicas severas, esta enfermidade infecciosa
generalizada, crônica, caracteriza por febre
irregular e de longa duração, hepatoesplenomegalia,
linfadenopatia, anemia com leucopenia, hipergamaglubilinemia,
emagrecimento, edema e estado de debilidade progressivo
levando a caquexia e, finalmente, ao óbito.
Tendo em vista o município de Jardim, estado
de Mato Grosso do Sul, ser considerado uma área
de transmissão moderada, este trabalho estudou
os casos humanos de leishmaniose visceral, notificados
e confirmados no município de Jardim com
caracterização dos aspectos clínicos,
laboratoriais e epidemiológicos. Realizou-se
um estudo retrospectivo de 21 fichas de investigação
de pacientes de LV, casos confirmados, com fonte
de infecção no município de
Jardim, MS, notificados no SINAM. Destas, verificou-se
uma recidiva e dois óbitos. Os aspectos epidemiológicos
condisseram com o da bibliografia, sendo 50% dos
pacientes menores de 5 anos, o sexo masculino correspondeu
a 55% das notificações, 90% eram da
área urbana do município. Até
setembro de 2004 foram notificados 6 novos casos,
refletindo que as medidas de controle utilizadas
não estão sendo efetivas, no município
e a urbanização da LV. A confirmação
laboratorial, em 61% dos casos, o exame parasitológico
de medula óssea foi efetivo para confirmação
laboratorial, apoiado nas pancitopenias, albuminemias
e hipergamaglobulinemias. As manifestações
clínicas foram as mesmas encontradas por
outros autores, o elemento mais relevante foi a
tríade febre e hepato-esplenomegalia. Os
resultados mostram que os pacientes apresentavam,
na sua maioria, um quadro clínico laboratorial
semelhante, sendo observado a forma clássica
do calazar.
Hemopoese
Autora: Ana Lúcia Pacheco
Neto Confortini
Resumo: A monografia se
trata da Hemopoese, ou seja, formação
das células do sangue. Abrange o estudo relacionado
com a origem e com a multiplicação
e a maturação das células primordiais
ou precursoras das células sanguíneas,
ao nível da medula óssea. Inicialmente,
o estudo sobre o sangue mostra a sua composição,
sua importância e suas funções.
Os elementos celulares que constituem o sangue tem
forma, tamanho e funções distintas,
e as suas características são ressaltadas
para enfatizar a diferença entre cada uma
delas. A parte líquida do sangue, o plasma,
permite o livre intercâmbio de vários
componentes com o líquido intersticial, principalmente
a água, através dos poros da membrana
capilar. A medula óssea é constituída
por um tecido esponjoso mole localizado no interior
dos ossos longos, produz praticamente todas as células
do sangue, e estas são renovadas continuamente
e a medula óssea é quem se encarrega
dessa renovação.
Um estudo sobre o diabetes
Autora: Andréa Polizelli
Moreira
Resumo: Diabetes é
uma doença relacionada com o aproveitamento
dos açúcares. A célula precisa
de glicose para produzir energia. A insulina conduz
a glicose até as células. Os receptores
das células recebem a glicose e a introduzem
no interior. Recentes estudos têm mostrado
que a gordura danifica os receptores, impedindo
o seu trabalho. Assim, a glicose não consegue
entrar nas células, permanecendo no sangue.
A dieta com ação mais favorável
sobre o excesso de açúcar no sangue
é a dieta pobre em gorduras. Alimentação
rica em gorduras de origem animal e falta de atividade
física contribuem para a doença, pois
danificam os mecanismos naturais para a entrada
da glicose nas células. Fatores emocionais
podem prejudicar a glândula produtora de insulina.
Porém, o exercício físico,
o sol, ar puro e uma boa alimentação
oferecem condições para a cura.
Hormônios Tireoideanos
Autora: Andressa Cristine Lechado
Colletes
Resumo: Essa monografia
está voltada para o estudo dos hormônios
tireoideanos, sendo destacados os tipos de hormônios
na tireóide, a secreção, as
funções, as ações, os
efeitos e as doenças envolvidas com o mecanismo
de regulação tireoideana (hipo e hipertireoidismo).
Apresenta também os gráficos de dosagens
de TSH, T3, T4 e T4 Livre do Laboratório
Rhesus para controle dos valores de referência
dos mesmos, para que possa assim garantir um resultado
preciso e eficaz. Ressalta-se porém, que
cada laboratório tem seu padrão e
valor de referência, não podendo utiliza-lo
assim de forma universal.
Lúpus Eritematoso Sistêmico
Autora: Bruna Maria Copetti
Resumo: Lúpus eritematoso
sistêmico (LES) é uma doença
de etiologia desconhecida caracterizada por inflamação
em muitos sistemas orgânicos diferentes e
associada com produção de anticorpos
reativos com antígenos nucleares, citoplasmáticos
e da membrana celular. Cada paciente pode ter algum,
porém não necessariamente todos os
seguintes elementos: fadiga, anemia, febre, erupções,
sensibilidade ao sol, alopecia, artrite, pericardite,
pleuris, vasculite, nefrite e doença do SNC.
A evolução costuma ser imprevisível,
com períodos variáveis de exacerbações
e remissões. Mas não é uma
doença contagiosa, infecciosa ou maligna.
A maioria dos casos ocorre esporadicamente, indicando
que fatores genéticos e ambientais têm
um papel importante na doença. O lúpus
varia enormemente de um paciente para outro, de
casos simples que exigem intervenções
médicas mínimas, a casos significativos,
com danos a órgãos vitais. Sua incidência,
apesar de poder ocorrer em qualquer idade, mais
de 60% dos pacientes experimenta o início
da doença entre os 13 e 40 anos de idade.
E apesar de muitos homens serem afetados pelo lúpus,
ele costuma ocorrer de 10 a 15 vezes mais nas mulheres
adultas do que nos homens adultos. E entre as mulheres,
acredita-se que as de origem africana, indígena
ou asiática desenvolvem a doença com
mais freqüência que as mulheres brancas.
Marcadores Sorológicos das Hepatites
Virais
Autora: Carolina Medeiros
Resumo: Embora dados clínicos
possam sugerir diferenças, as hepatites virais
raramente são distinguíveis. Somente
ensaios sorológicos sensíveis e específicos
permitem ao clínico identificar o determinante
antigênico envolvido, distinguir a fase aguda
da crônica, avaliar infectividade, prognóstico
e ter acesso ao estado imune do paciente.
Leucemia Linfóide Aguda do Adulto
e da Infância
Autora: Cláudia Regina Mesquita
Martins
Resumo: As doenças
linfóides representam um grupo de neoplasias
que se originam a partir de células do sistema
linforeticular. As neoplasias que acometem a medula
óssea e se caracterizam pela proliferação
medular anárquica, progressiva no tempo e
no espaço, podendo acometer as linhagens
mielóides (eritrócitos, granulócitos
e plaquetas) ou linfóides, sempre alterando
o sangue periférico, o que é evidenciado
no caso das leucemias agudas pelo aparecimento de
células jovens blásticas, muito indiferenciadas,
na circulação. As leucemias linfóides
agudas são mais freqüentes em crianças
com menos de 10 anos, mas ocorre um segundo aumento
de incidência em adultos de meia-idade ou
idoso. Os aspectos clínicos são devidos
à proliferação das células
leucêmicas.
Anemia Falciforme
Autor: Cláudio Antonio de
Oliveira
Resumo: Desde a descrição
da anemia falciforme até a última
década, muito pouco podia se fazer para melhorar
as condições de vida dos pacientes,
estando estes destinados a sofrer diversas intercorrências
e a apresentar uma baixa expectativa de vida. Recentemente,
com o avanço da biologia molecular e diagnóstico,
foram experimentadas várias drogas com o
intuito de prevenir a falcização,
como os cianatos, peridoxina, esteróides,
etc. A hidroxiuréia (HU) mostrou-se útil
como agente anti-falcização por aumentar
o nível da hemoglobina fatal nas células.
Por enquanto, cabe aos cientistas, médicos
e especialista, não apenas diagnosticar,
como também tratar adequadamente estes pacientes
para que possam viver com menos complicações
e maiores expectativas de vida, até a evolução
para a cura da doença.
Distúrbios Hematológicos
Autor: Cristiano Ortega
Resumo: Este trabalho
não tem a pretensão de abranger de
forma específica todas as questões
que envolvem os problemas decorrentes dos distúrbios
hematológicos. Trata-se, tão somente,
de um estudo superficial sobre a anatomia e fisiologia
humanas, com o intuito de informar como determinadas
escolhas durante nossa vida podem influenciar positiva
e negativamente, considerando que todo nosso organismo
funciona mediante os agentes que estão diretamente
ligados à corrente sanguínea.
Hepatite B
Autora: Dalmy Colman Gimenez
Resumo: A hepatite B é
em princípio uma doença autolimitada
e de bom prognóstico, transmitida pelo vírus
DNA, que é uma partícula esférica
que apresenta alta complexidade antigênica.
A infecção pelo HBV tem distribuição
epidemiológica universal com taxas de prevalência
nos trópicos e em países denominados
de terceiro mundo pela estrita correlação
entre a disseminação da infecção
e as características sócio-econômicas.
Sua transmissão se dá por via parenteral,
relações sexuais e via vertical. Dependendo
do estado imunológico individual, a lesão
hepática produzida pelo HBV pode ser leve
e transitório, ou grave e prolongada ou mesmo
fulminante. }Em cerca de 5% a 10% dos casos de infecção
pelo vírus da Hepatite B não há
desenvolvimento de imunidade, configurando a evolução
para a forma crônica. O diagnóstico
laboratorial é realizado com a detecção
de proteínas virais ou anticorpos contra
estes em soro ou plasma, os marcadores sorológicos
aparecem em vários momentos da infecção.
A hepatite B é uma doença imunoprevisível.
A vacinação de pessoas sob ameaça
de contágio é o único recurso
disponível capaz de protege-las.
Leucemias
Autora: Daniela de Paula Moreno
Resumo: A leucemia sendo
caracterizada por um distúrbio maligno do
sistema hematopoiético que envolve a medula
óssea, pode ser considerada uma doença
praticamente fatal e que em outros tempos, os medicamentos
e técnicas para aumentar a sobrevida do paciente
eram pouco favoráveis. Felizmente, com o
avanço da medicina, famacologia e novas técnicas
de procedimentos, podem nos animar em relação
ao que temos de tratamento e técnicas que
conseguem aumentar a sobrevida do paciente em até
5 anos ou mais, ou muitas vezes, com o transplante
de medula óssea conseguimos a remissão
completa dos componentes sanguíneos e a cura
do paciente. Ainda existem dúvidas de como
proceder no tratamento, pois os esquemas terapêuticos
empregados para leucemia podem afetar a imunidade
do paciente, ou mesmo criar mecanismos de resistência
contra a própria medicação
tendo que substituí-lo por outros. No entanto,
estes avanços já proporcionam aos
pacientes uma boa qualidade de vida e também
a esperança na cura total desta enfermidade.
Hepatite B - Formas: Aguda e Crônica
Autora: Daniela Rezende Marchió
Resumo: Mais de 50% da
população mundial já foi contaminada
pelo vírus da hepatite B. Estima-se algo
em torno de 2 bilhões de pessoas que já
entraram em contato com o vírus e 325 milhões
de portadores crônicos. Em áreas com
maior incidência, 8 a 25% das pessoas contaminadas
e 1% é portadora crônica. O vírus
que causa a hepatite B (HBV) é um vírus
DNA, transmitido por sangue transfusões,
agulhas contaminadas, relação sexual,
após o parto, etc.). Após a infecção,
o vírus concentra-se quase que totalmente
nas células do fígado. Apesar de sermos
capazes de produzir anticorpos contra o vírus,
eles só funcionam quando o vírus está
na corrente sanguínea. Depois que o vírus
entra nos hepatócitos, os anticorpos não
conseguem destruí-lo diretamente. Como partes
do vírus são expressas (partes deles
aparecem) na membrana que recobre o hepatócito
(principalmente o HbcAg), o organismo reconhece
estas partes e desencadeia uma inflamação,
onde células (principalmente linfócitos
T citotóxicos) destroem os hepatócitos
infectados. Está iniciada a hepatite.
Avaliação hematimétrica
em idosos com distúrbios neurológicos,
moradores do CAIS - Clemente Ferreira em Lins -
SP
Autor: Éder Gonçalves
Curiel
Resumo: As síndromes
neurológicas estão geralmente associadas
às psiquiátricas, onde se deve observar
e fazer um diagnóstico preciso. A utilização
de medicações psicotrópicas
e clínicas em idosos com síndromes
neurológicas, podem desencadear processos
de alterações hematológicas.
Esse estudo objetivou fazer o levantamento de possíveis
alterações que podem ocorrer durante
o tratamento com fármacos psicotrópicos
e também a própria doença base
em que os indivíduos idosos são acometidos
(neurologia). Foram analisados 32 moradores, do
setor Neurológico Geriátrico, do CAIS
- Clemente Ferreira em Lins - SP, sendo que 65%
são do sexo feminino e 35% do sexo masculino.
Amostras de sangue foram coletadas e realizado hemograma
completo, avaliando os índices hematimétricos
e a leucometria (leucócitos totais, linfócitos
e neutrófilos). Aplicou-se estudo estatístico
e proporcional para avaliar os resultados. Dos moradores
avaliados 31,25% apresentaram leucopenia, e 9,38%
apresentaram leucocitose. A contagem de neutrófilos
foi diminuída em 37,5% das amostras e 6,25%
aumentada; sendo que pode ser devido ao uso de medicação
clínica como antiinflamatórios, antimicrobianos,
antidiabéticos e alguns psicotrópicos
como anticonvulsivantes e antidepressivos. Na linfocitopenia,
com 15,63%, pode se pensar que a causa seja por
uso de drogas como a clozapina, estresse agudo entre
outros fatores. Na linfocitose, além de causas
como na linfocitopenia, incluem o tabagismo, onde
demonstrou 34,37% das amostras com aumento dos linfócitos;
já que a proporção de fumantes
na amostragem foi de 37,5%. O quadro de anemia foi
de 21,87% devido a inúmeros fatores, considerando
a senescência. A maioria dos moradores, 87,5%,
apresentou eosinofilia relativa e absoluta, levando-se
a pensar nas causas alérgicas por drogas
como a cloropramida, penicilina, sulfonamidas; as
infecções parasitárias como
a ascaridíase e a escabiose. Outro fator
congruente é a presença de dermatite.
Dentre os fatores de dermatite e infecção
parasitária a escabiose é mais comum
em pacientes com o intelecto prejudicado, devido
às síndromes neurológicas e
psiquiátricas, deve-se dar atenção
especial a esses moradores, os quais deve ter acompanhamento
adequado com realização de hemogramas
e outros exames periodicamente.
Maiores informações com o autor:
e-mail: edercuriel@zipmail.com.br
Leucemia Linfóide Aguda no Adulto
Autor: Edílson Diógenes
Pinheiro Júnior
Resumo: A leucemia linfóide
aguda (LLA) é uma doença neoplásica
agressiva definida como a presença de células
malignas (linfoblastos) maior que 20% do total de
células nucleadas da medula óssea
(classificação OMS). Ocorre mais comumente
em crianças, sendo assim, a doença
neoplásica mais comum na infância e
a leucemia mais comum na infância/adolescência.
Durante a infância, manifesta-se através
de fatores prognósticos favoráveis
e apresenta boa resposta ao tratamento (estão
livres da doença em torno de 80% das crianças),
5 anos após o diagnóstico A LLA quando
se manifesta no adulto têm comportamento biológico
diferente em relação à doença
na infância, acompanha mais comumente fatores
de prognóstico adversos e apresenta boa resposta
terapêutica em aproximadamente metade dos
casos observados, (taxas de cura de 30 a 40%). Em
torno dos anos 60 praticamente todos os casos quando
manifestados no adulto eram invariavelmente fatais.
Nos últimos 20 anos, baseados em protocolos
de tratamento de sucesso em crianças, foram
obtidos resultados satisfatórios para esta
grave doença.
Hemofilia e seus inibidores
Autoras: Eliana Silva Nascimento;
Márcia Ap. Nascimento Rodrigues
Resumo: O presente estudo
consiste em uma revisão bibliográfica,
sobre a hemofilia e seus inibidores. A pesquisa
enfatiza a patologia acompanhada do inibidor “anticorpo”
desenvolvido em pacientes hemofílicos, não
hemofílicos e a sua gravidade.
Leishmaniose visceral
Autora: Érica Pugliesi
Resumo: As leishmanioses
acometem cerca de 1,5 milhões de pessoas
por ano. Atualmente, 12 milhões de pessoas
apresentam alguma forma da doença e 350 milhões
estão expostas a ela em todo o mundo. As
previsões para seu controle, mesmo em longo
prazo, são pessimistas. Existem uma forma
potencialmente mortal de leishmaniose, a visceral
(LV), cuja incidência tem aumentado consideravelmente
no Brasil nos últimos anos. As várias
formas da doença são transmitidas
de animais silvestres ou domésticos para
o homem por intermédio da picada de mosquitos
hematófagos do gênero Lutzomya. Apesar
de serem todas inoculadas na pele, espécies
distintas de leishmania têm preferência
por órgãos diferentes e causam lesões
maiores ou menores, produzem ou não metástases
e podem ser ou não autocuráveis. Induzem
imunidade permanente ou temporária e às
vezes nenhuma. Esse conjunto de fatores, e suas
possíveis combinações com a
capacidade de resposta do paciente, é o responsável
pelas diversas formas clínicas da leishmaniose.
O diagnóstico da leishmaniose é realizado
pelo encontro de parasitas em raspado das lesões
de pele ou em punções de medula óssea,
mas nem sempre estes exames são conclusivos.
Métodos complementares imunológicos
e moleculares, vêm mostrando-se cada vez mais
úteis tanto no diagnóstico como na
identificação das espécies
de leishmanias. A transmissão da Leishmaniose
visceral, inicialmente silvestre ou concentrada
em pequenas localidades rurais, já está
ocorrendo em centros urbanos de médio porte,
em área domiciliar ou peri-domiciliar. É
um crescente problema de saúde no país
e em outras áreas do continente americano,
sendo uma endemia em franca expansão geográfica,
que levou a ONU em 1993 a classificar a patologia
como a segunda doença causada por protozoários
de importância em saúde pública.
Anemia Falciforme
Autor: Fabrício Augusto
Silva Carneiro
Resumo: A anemia falciforme
é uma doença crônica, degenerativa,
auto incapacitante e ainda não tem cura.
É hereditária, portanto não
é contagiosa. Os sintomas são: cansaço
extremo, fraqueza, astenia, crises dolorosas (nos
ossos, músculos e nas articulações),
palpitação e taquicardia, etc. O falcêmico
tem uma qualidade de vida muito baixa e em geral
suas condições sócio-econômicas
e culturais também indicam carência
em vários aspectos. A doença ocorre
por causa de uma mutação genética
que ocorreu há milhões de anos no
continente africano. Sendo assim, as células
do sangue, se falcizam, por isso, ficam mais duras
e seu tempo de vida diminui de 120 dias para 15
dias. As conseqüências disso são
os sintomas citados anteriormente além da
probabilidade do falcêmico ter que tomar transfusão
de sangue para repor as hemácias perdidas,
já que elas morreram por hemólise
(explosão). Para que o falcêmico tenha
uma melhor condição (aumentando assim
sua expectativa de vida) deve fazer um acompanhamento
médico rigoroso, evitar o desgaste emocional,
o estresse e tomar muito líquido.
Leucemia Linfóide Aguda
Autora: Isabella Carril Fioroto
Resumo: As leucemias são
um grupo de doenças com diferentes fisiopatologias,
manifestações clínicas e prognósticos;
o seu traço comum é um acúmulo
ou proliferação desregulada de um
dos constituintes da série dos leucócitos
na medula óssea onde são encontradas
as células mães ou precursoras que
originam os elementos figurados do sangue: glóbulos
brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas.
As células leucêmicas invadem e substituem
os elementos modulares normais. As leucemias são
os cânceres infantis mais comuns, representando
de 30 a 35% do total de doenças malignas.
A maioria dos casos de LLA (mais de 70%) ocorre
em menores de 20 anos de idade (pico entre 3 e 4
anos). Acomete mais freqüentemente o sexo masculino.
Corresponde a 20% das leucemias nos adultos. Irmãos
de crianças com LLA têm um risco de
2 a 4 vezes maior de também apresentarem
a doença em relação à
população geral e este risco ainda
se multiplica nos gêmeos idênticos.
As manifestações clínicas da
leucemia aguda são secundárias à
proliferação excessiva de células
imaturas (blásticas) da medula óssea,
que infiltram os tecidos do organismo, tais como:
amígdalas, linfonodos (íngua), pele,
braço, fígado , rins, trato gastro
intestinal, SNC e outros. Fadiga, palpitação
e anemia aparecem pela redução da
produção de eritrócitos pela
medula óssea. Infecções que
podem levar a óbito são causadas pela
redução dos leucócitos normais.
Verifica-se tendência a sangramentos pela
diminuição na produção
de plaquetas. Outras manifestações
clínicas são dores nos ossos e nas
articulações, dores de cabeça,
náuseas, vômitos, visão dupla,
desorientação, palidez, febre, esplenomegalia,
hepatomegalia e adenomegalia. Embora menos de 5%
dos pacientes exibam comprometimento do SNC é
um local freqüente de recidivas sobretudo na
LLA. Além disso, verifica-se a ocorrência
de comprometimento testicular na LLA, constituindo
um local freqüente na recidiva. Na análise
laboratorial, o hemograma estará alterado,
com anemia normocrômica e normocítica
e apresentando uma plaquetopenia, porém,
o diagnóstico é confirmado no exame
da medula óssea (mielograma), a radiografia
do tórax é feita para procurar uma
massa mediastinal, que pode ser encontrada em alguns
pacientes. O tratamento pode durar mais de 2 anos.
São três fases: indução,
consolidação e manutenção.
Também se faz em alguns casos quimioterapia
intratecal e/ou irradiação em incidência
cerebral. Nos adultos há remissão
completa em até 70% dos casos para risco
padrão, em torno de 35 a 40% nos casos de
alto risco. O transplante de medula óssea
atinge remissão completa em 85% dos casos.
O alto risco nas crianças correspondem a
idade de 2 a 10 anos, onde se faz a quimioterapia
indutiva que é a mais agressiva. O transplante
de medula óssea em crianças comumente
é empregado nos casos de alto risco de recidiva.
O prepara para o transplante é realizado
de forma similar ao do adulto, podendo ser: singênico,
autólogo ou alogênico. Nas crianças
há remissão completa em 85 à
90% dos casos entre 2 a 10 anos de idade. O transplante
de medula óssea atinge remissão completa
em 90% dos casos. A cura é definida por remissão
completa por mais de 5 anos após o término
do tratamento, nos adultos correspondem a 30 à
40% dos casos e nas crianças a 70% dos casos.
Leucemias
Autor: José Eduardo Afonso
Resumo: O objetivo desse
trabalho é, tão somente, oferecer
algumas informações obre leucemia
(mais precisamente a leucemia aguda): o que é,
como surge, as formas de tratamento e as respostas
aos mesmos sem, contudo, esgotar o tema e o conhecimento
sobre o mesmo. Abordamos, aqui, apenas os conceitos
necessários à pesquisa a que nos propusemos.
Oferecemos um estudo superficial (sem a pretensão
de substituir orientações médicas)
porém, embasado em bibliografia especializada
- que nos deu suporte para adquirir conhecimentos
sobre o assunto e desenvolver o referido trabalho.
Interpretação das alterações
morfológicas e fisiológicas daas leucocitoses
Autor: José Guilherme Casella
Resumo: O mecanismo de
defesa contra os agentes infecciosos é muito
complexo. O organismo possui barreiras naturais
que devem impedir que o microrganismo avance. Essas
barreiras são, a pele queratinizada, o muco
das membranas mucosas, as enzimas, por exemplo,
a lisozima com atividade antimicrobiana, o suco
gástrico, entre outras. Caso o agressor penetre,
inicia-se a imunidade inata, constituída
por elementos humorais, como proteínas de
fase aguda do sistema complemento e citocinas, e
por elementos celulares, os monócitos, macrófagos,
granulócitos e linfócitos NK. Leucocitoses
neutrofílicas com desvio à esquerda,
granulações tóxicas e vacúolos
citoplasmáticos nos indicam uma infecção
bacteriana. Uma linfocitose relativa ou absoluta
com presença de linfócitos atípicos,
nos falam de uma infecção viral. E,
ainda, uma eosinofilia, nos chama atenção
para as parasitoses ou alergias.
Equilíbrio Ácido-básico
Autora: Kelly Christine Berto
Resumo: O sistema respiratório
é muito importante na manutenção
do estado ácido-base, pois ele controla a
excreção de CO2 (principal ácido
volátil). É importante no equilíbrio
entre a produção metabólica
de CO2 e sua eliminação pelos pulmões
para a manutenção da concentração
de CO2 nos líquidos extracelulares. A ventilação
é controlada pelos centros respiratórios
localizados no SNC que são sensíveis
à mudanças de PCO2, PO2 e pH. O sistema
renal é importante na manutenção
do equilíbrio ácido-básico,
pois é responsável pela manutenção
dos níveis plasmáticos de bicarbonato
e expelido pelos rins. O bicarbonato é reabsorvido
com finalidade de dar continuidade ao sistema. O
pH é determinado pela razão bicarbonato/ácido
carbônico do sistema tampão, a qual
é expressa na reação de Henderson-Hasselbach.
Esses dados também fornecem o índice
de equilíbrio ácido-base corporal
total. Os distúrbios podem ocorrer por alteração
da tensão arterial de dióxido de carbono
(PCO2), denominado distúrbio respiratório
(a alteração primária encontra-se
no sistema respiratório) ou por alteração
da concentração sérica de bicarbonato
denominado distúrbio metabólico (a
alteração primária pode ter
origem renal, metabólica, digestiva ou tóxica).
E acidose quando o sistema tampão ou emunctórios
(rins e pulmões) não funcionam de
forma suficiente, o organismo acumula ácidos
(causando a queda do pH) e tem-se a acidose e alcalose
quando o sistema tampão ou emunctórios
funcionam de forma excessiva, o organismo empobrece-se
de ácidos (causando aumento do pH) e tem-se
a alcalose.
A atuação da bioquímica
na atividade física
Autor: Leonardo Manzato dos Santos
Resumo: Através
das grandes pesquisas desenvolvidas e avanços
tecnológicos, a bioquímica passou
a ser utilizada com maior freqüência
e credibilidade na área esportiva, conseguindo
mostrar que sua atuação pode ser muito
eficaz e necessária, através do fornecimento
de informações suficientes para que
sejam feitos estudos como: o uso do carboidrato,
sódio, dosagem de hormônio no desenvolvimento
e rendimento de uma esportista. O atleta necessita
do seu corpo físico para ter destaque na
profissão, porém muitos deles não
sabem como ou o que é melhor para seu desempenho.
Desta forma, este trabalho tenta definir a melhor
fonte energética a ser consumida, como evitar
a desidratação e melhorar a reidratação
de atletas e verificar a atuação dos
hormônios sobre o desgaste físico,
tentando melhorar seu desempenho.
Estudo comparativo de fluoreto de potássio,
EDTA e ausência de anticoagulante relacionado
ao tempo em exames de glicemia
Autora: Luciana Sanches Silva
Resumo: O trabalho foi
realizado com trinta amostras de sangue, coletadas
em dias diferentes, aleatoriamente, de pacientes
comuns. Usou-se três amostras de cada um dos
pacientes: uma colhida em Fluoreto de Potássio,
a segunda com EDTA e a outra em ausência de
anticoagulante. O aparelho usado foi o Selectra
II, com o reagente Diasys. As amostras foram mantidas
sob temperatura controlada, em banho Maria a 37°C.
As dosagens ocorreram nos seguintes tempos após
a coleta: uma, duas, quatro e seis horas. Os dados
foram inseridos em planilhas e delas obtidos gráficos.
Observou-se a possibilidade de uso do anticoagulante
EDTA para dosagens a serem realizadas dentro de
um prazo relativamente curto: duas horas. Para amostras
a serem transportadas o anticoagulante a ser usado
deve ser o Fluoreto de Potássio.
Riscos cardiovasculares em mulheres na pós-menopausa
Autora: Maria Aparecida Figueiredo
Galvanin
Resumo: Com o progresso
da medicina e da ciência a expectativa de
vida da mulher no Brasil aumentou de 52,8 anos em
1950 para 70,4 em 2000. O grande impacto deste aumento
de sobrevida reflete-se nas áreas sociais
e econômicas modificando o perfil das pacientes
que procuram os serviços de saúde.
Menopausa pode ser definida como o término
da atividade folicular ovariana acarretando a interrupção
das menstruações. A pós-menopausa
é definida como a época que começa
a partir da menopausa desde que tenha ocorrido 12
meses de amenorréia espontânea. Como
a menopausa natural ocorre ao redor dos 50 anos,
muitas mulheres terão aproximadamente 30
anos de vida pós-menopausal. Este fato justifica
o interesse e empenho dos profissionais da área
de saúde em proporcionar à suas pacientes
qualidade de vida e boa capacidade física
e mental até próximo à morte.
As doenças cardiovasculares representam a
principal causa de mortalidade feminina em grande
parte dos países do mundo, superando inclusive
as doenças neoplásicas. A menopausa
é fator de risco para as doenças cardiovasculares
juntamente com outros fatores como hipertensão
arterial, tabagismo, diabetes mellitus, obesidade,
vida sedentária, hipercolesterolemia, estresse
e antecedentes familiares para a doença.
As doenças cardiovasculares englobam a doença
cardíaca coronariana, a doença vascular
cerebral, a hipertensão e a doença
vascular periférica, a maioria delas resultantes
da aterosclerose. As mulheres em idade fértil
apresentam altos níveis de HDL-colesterol
que é uma lipoproteína cardioprotetora.
No período pós-menopáusico
há uma inversão no perfil lipídico
com diminuição da lipoproteína
HDL e aumento da lipoproteína de baixa densidade
(LDL) que é aterogênica. As medidas
preventivas contra as doenças cardiovasculares
em mulheres na pós-menopausa incluem dieta,
promoção de atividade física,
abolição do cigarro, manutenção
do peso, diminuição do estresse e
controles rigorosos da pressão arterial,
dos níveis séricos de colesterol e
glicose, que são fatores que interagem no
risco de desenvolvimento da aterogênese.
Hemofilia, coagulopatia hereditária:
aspectos clínicos e diagnósticos em
pacientes portadores da doença
Autora: Marina de Queiroz Cozza
Resumo: A hemofilia é
uma patologia causada por uma deficiência
nos fatores VIII, IX e XI da coagulação
sanguínea, caracterizando, respectivamente,
a hemofilia A, B e C. A hemofilia é caracterizada
como uma desordem da coagulação sanguínea,
hereditária, de transmissão genética
recessiva ligada ao cromossomo X. Pode resultar
em incontroláveis sangramentos em virtude
da deficiência ou ausência do fator
VIII (hemofilia A), fator IX (hemofilia B) ou do
fator XI (hemofilia C). Essa última diferencia-se
pois é resultado de herança autossômica
dominante. Essa patologia, na maioria dos casos
afeta o sexo masculino, sendo, portanto, bastante
rara na mulher, com exceção da hemofilia
C, que pode ocorrer em ambos os sexos. Como a hemofilia
intra-auricular é o acometimento mais freqüente,
destaca-se a evolução das hemartroses,
enfocando a articulação do joelho,
citando as alterações estruturais
e a evolução do quadro clínico.
Hanseníase
Autora: Meire Aparecida Mendes
Resumo: A hanseníase
é uma doença infecto-contagiosa de
evolução crônica (muito longa),
conhecida antigamente como lepra, causada por uma
bactéria denominada Mtycobacterium leprae,
que foi descrito em 1874, pelo médico norueguês
Gerhard Henrik Armauer Hansen. Microorganismo que
acomete principalmente a pele e os nervos. Quase
todo o corpo pode ser acometido, mas as regiões
mais afetadas são as extremidades (braços,
mãos, coxas, pernas, pés e a face),
os principais sintomas da doença são:
manchas brancas ou avermelhadas, alterações
de sensibilidade ao calor, frio e dor, principalmente
nas mãos e pés. Diminuição
da força muscular em alguns casos. Quando
não tratada, a doença pode causar
deformidades que incapacitam o indivíduo
para o trabalho e socialmente. A transmissão
se dá de indivíduo para indivíduo,
por meio das secreções respiratórias,
quando uma pessoa infectada libera o bacilo no ar,
pela tosse, espirro, fala ou bocejo, e que são
inalados por outras pessoas penetrando no organismo
pela mucosa do nariz. Outra possibilidade é
o contato direto com a pele através de feridas
de doentes. Porém é necessário
um contato íntimo e prolongado com a contaminação.
A maioria das pessoas resiste à contaminação
pela doença, mesmo entre os contatos domiciliares
nem todos adoecem. Por isso que é necessário
o exame dos familiares quando é diagnosticado
um caso na família. As formas de manifestação
da hanseníase dependem da resposta imune
do hospedeiro ao bacilo causador da doença.
As formas clínicas da hanseníase são:
Indeterminada, Tuberculóide, Dimorfa e Virhowiana.
Também podem apresentar períodos de
alterações imunes, os estados reacionais,
podendo ocorrer mesmo em pacientes que já
terminaram o tratamento, o que não significa
que a doença não foi curada. O tratamento
é oferecido gratuitamente pelo governo a
todos os pacientes, que são acompanhados
durante todo o tratamento. Este tratamento é
supervisionado e realizado nos Postos de Saúde.
Quando diagnosticada e tratada a hanseníase
tem cura.
Talassemias Alfa e Beta
Autora: Milene Aparecida Gomes
Resumo: O presente trabalho
vem avaliar como principal objetivo a realização
de um estudo sobre as Talassemias. Foi realizada
uma pesquisa bibliográfica para o embasamento
teórico. As Talassemias representam um conjunto
de sintomas caracterizados por anemia, fraqueza,
cansaço, dores nas pernas palidez, icterícia
e que dependendo da gravidade da doença,
ocorrem alterações esqueléticas,
hepatomegalia, esplenomegalia, cálculos biliares,
infecções, insuficiência cardíaca
e disfunções hormonais. Cientificamente,
as Talassemias foram descritas pela primeira vez
por Thomas B. Cooley em 1925, que relatou a doença
em quatro crianças que tinham anemia e esplenomegalia,
aumento do fígado, palidez, todos com aspectos
faciais mongolóides, e alterações
ósseas do crânio e dos ossos faciais.
No exame de esfregaço sanguíneo, Cooley
descreveu acentuado grau de anemia com presença
de muitos eritroblastos. Devido à excelência
do artigo e da clareza com que foi descrito, por
muitos anos essa forma de Talassemia grave foi reconhecida
e citada como Anemia de Cooley, e que hoje corresponde
à Talassemia Beta Maior. Historicamente,
é possível que a Talassemia tenha
se originado há mais de 4 mil anos, pois
há referência da doença feita
por Hipócrates, bem como achados em múmias
de crianças dos períodos pré-histórico,
com alterações ósseas no crânio,
muito parecidos com os da Talassemia Beta Maior.
Atualmente, a Talassemia é uma das doenças
mais estudadas e mais conhecidas no sentido científico,
médico, social e demográfico. Sob
o ponto de vista clínico, as Talassemias
são classificadas em maior, intermediária,
menor e mínima. Por outro lado, as Talassemias
também têm sua classificação
laboratorial conforme o tipo de globina que foi
afetada, fato que as diferenciam em: Talassemia
Alfa - quando a síntese da globina alfa está
deficiente, enquanto a de globina beta está
normal; Talassemia Beta - quando a síntese
da globina beta está deficiente, enquanto
a de globina alfa está normal. Com base nisso,
conclui-se que, quanto maior for o bloqueio da síntese
de uma das globinas, maior será o desequilíbrio,
mais intenso serão as globinas precipitadas,
e mais extensas serão as lesões nos
eritrócitos - que serão retirados
precocemente da circulação causando
anemias hemolíticas de graus variados. Além
das Talassemias Alfa e Beta, há vários
tipos de lesões moleculares que ocorrem nos
cromossomos 16 (onde são agrupados os genes
da globina alfa) e 11 (onde estão agrupados
os genes das globinas beta, delta e gama). Assim,
é possível ter situações
de Talassemias em que as globinas alfa e beta estão
deficientes numa mesma pessoa: talassemia alfa/beta;
situações em que as globinas beta
e delta estão deficientes: beta/delta talassemia,
entre outras. E também ocorrem as interações
entre talassemias e hemoglobinas variantes, como
são os casos da Hb S/tal. Beta, Hb SS/tal.
Alfa, Hb C/tal. Beta, entre outras.
Diabetes
Autora: Myrelle Duarte da Costa
Resumo: O termo diabetes
melitus aplica-se a um grupo de distúrbios
metabólicos, de etiologia múltipla,
que se caracterizam, bioquimicamente, por hiperglicemia
crônica e, clinicamente, pelo desenvolvimento
em longo prazo de complicações macro
e microvasculares. A doença surge em conseqüência
de uma anormalidade na produção ou
na utilização da insulina que é
a principal responsável pelo aproveitamento
e metabolização da glicose pelas células
do organismo humano, com finalidade de gerar energia.
A anormalidade na produção da insulina
afeta as células b das ilhotas pancreáticas
e pode ser de dois tipos: produção
deficiente de insulina pelas células b ou
síntese relativamente normal, porém
com liberação anormal do hormônio.
O diabetes melitus pode ser classificado em duas
principais categorias: DM tipo I, onde há
uma deficiência absoluta de insulina, podendo
ser de natureza auto-imune ou idiopática
e DM tipo II, onde há uma resistência
à insulina, com relativa deficiência
desta. Os principais sintomas são poliúria,
polidipsia, polifagia, cansaço e emagrecimento,
mas, independe da ocorrência destas, deve-se
pesquisar diabetes em todas as pessoas com mais
de 40 anos de idade. A clínica do paciente
juntamente com os vários métodos laboratoriais
existentes facilita o diagnóstico, proporcionando
uma melhor qualidade de vida para quem possui esta
doença.
Grupos sanguíneos ABO e fator RH
em pacientes com malformação
Autor: Narciso Almeida Vieira
Resumo: O presente estudo
foi efetuado com o intuito de verificar se existe
associação entre os grupos sanguíneos
ABO e o fator Rh (D) com os tipos de fissura, estabelecendo-se,
assim, um possível marcador genético
para esse tipo de anomalia em 3.100 pacientes atendidos
no Hospital de Reabilitação de Anomalias
Craniofaciais - Universidade de São Paulo,
na cidade de Bauru. As fissuras foram classificadas
em dois grupos: fissura de lábio com ou sem
fissura de palato (FL+P) e fissura de palato isolado
(FP). Os resultados demonstraram que a FL±P
tem maior incidência no gênero masculino
(62,44%) e as FP no gênero feminino (61,44%).
Comparando os tipos de fissuras com o sistema ABO
a análise estatística não constatou
associação significativa (p>0,10).
Comparando as proporções de D nos
indivíduos portadores de FL±P observou-se
maior incidência de indivíduos masculinos
brancos (p<0,05). As proporções
de D nos indivíduos portadores de FP demonstraram
não haver associação significativa
(p>0,90). A análise comparativa entre
as proporções de D em indivíduos
fissurados e normais, demonstrou uma diferença
significativa (p<0,01), com maior proporção
de D em indivíduos portadores de FL±P,
verificou-se ainda que esta associação
deve-se à maior quantidade de indivíduos
portadores de FL+P e D do gênero masculino,
sendo que a proporção apresentada
no gênero feminino não influenciou
o resultado.
Comportamento dos anti-retrovirais em grupo
de portadores da imunodeficiência adquirida
(AIDS) no SAE (Serviço Ambulatorial Especializado)
de Ponta Porã
Autora: Norma Gladis Villalba Cristaldo
Resumo: Em outubro de
2002, a Coordenação Nacional de Doenças
Sexualmente Transmissíveis (DST) e AIDS do
Ministério da Saúde reuniram o Comitê
Assessor para Terapia Anti-retroviral de Adultos
e Adolescentes, com o objetivo de discutir os recentes
avanço0s na área e assistir a Coordenação
na revisão das estratégias para o
tratamento da infecção pelo vírus
da imunodeficiência humana (HIV) em adultos
e adolescentes. A compreensão progressiva
sobre a dinâmica viral e celular, e o melhor
conhecimento dos mecanismos de ação
farmacológica dos medicamentos anti-retrovirais
e de resistência viral a estas drogas têm
permitido substanciais avanços no controle
clínico da imunodeficiência causada
pelo HIV. Entretanto, a terapia anti-retroviral
é um campo extremamente complexo e dinâmico.
A elaboração de recomendações
para o seu uso implica em constantes reavaliações
que levem em conta os progressos científicos
e os aspectos operacionais ligados ao seu uso em
larga escala, de maneira a propiciar, em termos
individuais, eficácia máxima e, do
ponto de vista de saúde pública, resultados
condizentes com o enorme investimento humano e material
envolvidos. Nesta revisão, foram considerados
todo os medicamentos anti-retrovirais registrados
e disponíveis para uso clínico no
País, até a data da última
reunião do comitê.
Doenças sexualmente transmissíveis:
Sífilis diagnóstico materno e do recém-nascido
Autora: Odila Maria Azzolini Gonzalez
Resumo: A sífilis
é também conhecida como “lues”,
sendo uma doença infecto-contagiosa transmitida
pelo Treponema pallidum. Se não tratada,
pode acometer praticamente todos os órgãos.
O contato se faz normalmente pelo ato sexual, sendo
que o germe penetra na mucosa da área genital,
colonizando-a e também invadindo as vias
sanguíneas e/ou linfáticas, a transmissão
não sexual da sífilis é pouco
freqüente, não esquecendo entretanto
da possibilidade de transmissão transfusional,
ou até mesmo acidente ocupacional, incluindo
de natureza congênita. É universal,
mais freqüente nas cidades, sem predileção
por raça e sexo. Atualmente atinge mais os
jovens. Recentemente com o advento da AIDS, formas
atípicas e mais graves e com evolução
mais aguda têm aparecido. A proposta deste
trabalho monográfico, foi a de, inicialmente
demonstrar o que vem a ser DST, aprofundando na
sífilis, onde posteriormente pode-se estudar
um grupo de gestantes, que realizaram seus exames:
testes VDRL na admissão para o parto ou abortamento,
no Hospital Regional de Ponta Porá, a fim
de fazer o diagnóstico da sífilis
congênita, podendo fornecer dados que contribuam
para definir a epidemiologia desta doença
em gestantes, permitindo a reorientação
dos programas de prevenção e controles
nesta população.
Doença de Alzheimer
Autora: Paula Silva Costanzo
Resumo: A Doença
de Alzheimer é a causa mais comum das demências
e freqüentemente usada para descrever todas
as demências. Essas doenças são
extremamente aflitivas para as pessoas afetadas
pelas mesmas e por seus cuidadores. Duas de cada
três pessoas com demência vivem nos
países em desenvolvimento. No momento há
18 milhões de pessoas com demência
no mundo inteiro. Este número vai aumentar
para 34 milhões nos próximos 25 anos.
Isto se deve ao rápido envelhecimento da
população. E o Brasil, bem como os
outros países da América Latina, será
atingido pelo mesmo marcador. Uma das maneiras mais
importante de ajudar as pessoas é oferecer-lhes
informação. As pessoas que possuem
informação estão mais bem preparadas
para preparadas para controlar a situação
em que se encontram. Existe muita informação
em inglês porém muito menos em outras
línguas. A literatura em inglês é
freqüentemente de menos ajuda para os países
que não sejam Anglo-Saxões uma vez
que essa literatura está ligada à
cultura Anglo-Saxônica, serviços, legislação
e hábitos familiares próprios. Portanto,
é particularmente importante que as associações
de Alzheimer tomem a liderança na produção
de informações que sejam relevantes
às pessoas vivendo em seus países.
A demência não é um problema
somente para o portador. Essa doença tem
influência na vida da família, nos
profissionais de saúde e da área social
e os legisladores. A demência afeta todos.
Todos precisam saber sobre a demência.
Anemia Ferropriva
Autor: Paulo Cesar da Silva
Resumo: A anemia corre
com a redução anormal do número
de hemácias por milímetro cúbico
ou da quantidade de hemoglobina. Anemia ferropriva
é causada pela deficiência de ferro
que é uma substância orgânica
necessária na formação de hemoglobina
presente no sangue. As deficiências de ferro
podem ser ocasionadas por situações
diversas tais como: ingestão insuficiente
de ferro alimentar (falta de acidez e enzima que
favorecem absorção, ou pela presença
de substâncias que a inibem), alteração
no metabolismo do ferro, transporte deficiente do
ferro absorvido para o órgão que irá
produzir as hemácias, necessidade aumentada
de ferro, como exemplo, durante o crescimento corporal,
na gestação (pela transferência
de ferro para o feto), hemorragia (perda excessiva
de ferro para o exterior), hemossiderinúria.
A anemia ferropriva, ou hipocrômica e ferropênica
é caracterizada pela microcitose hipocrômica,
células em alvo, codócitos e eliptócitos.
O volume corpuscular médio (VCM) e hemoglobina
corpuscular média (HCM) abaixo do normal.
Os testes diferenciais mais usados para, investigar
a deficiência crônica de ferro são:
o ferro sérico em combinação
com a capacidade total de fixação
de ferro e o nível de ferritina sérica.
Os sintomas devido à anemia são ocasionados
pela diminuição de oxigênio
ao nível dos tecidos, por isso, os sintomas
são: palidez, fraqueza, desânimo, anorexia,
dispnéia, palpitação, taquicardia,
dor precondial e desmaio.
Câncer de Próstata
Autor: Reinaldo Taminato
Resumo: A freqüência
do câncer de próstata aumentou de forma
explosiva nos últimos anos, preocupando a
ciência médica e os homens em geral.
Até 1990, o adenocarcinoma da próstata
representava o terceiro tumor do sexo masculino,
sendo menos freqüente que o câncer do
pulmão e o câncer de cólon.
A partir daquele ano, os tumores da próstata
ultrapassaram em número estas duas neoplasias
e passaram a representar o câncer mais freqüente
do homem. O objetivo deste trabalho é fazer
um estudo sobre o câncer de próstata,
abordando os aspectos mais importantes sobre o assunto,
como os sintomas e fatores de risco, diagnóstico,
causas, tratamentos, exames necessários à
prevenção, dentre outros.
O sumário da urina
Autor: Ronald Feitosa Pinheiro
Resumo: Uma série
de informações pode ser obtida através
de um simples exame de urina. Um exame cuidadoso
pode detectar intrínsecas do sistema urinário
ou manifestações de um quadro sistêmico.
O exame da urina é composto de dois elementos:
as determinações físico-químicas
e o exame de microscopia. As determinações
físico-químicas estão relacionadas
à aparência, a densidade e as outras
medidas dos reagentes de fita. O exame da microscopia
é importante para evidenciar hematúria,
piúria, cilindros e cristais.
A relação entre o vírus
Epstein-Barr, Linfócitos T e B e a Mononucleose
Infecciosa
Autora: Susiane Aguiar
Resumo: A relação
entre o vírus Epstein-Barr e Mononucleose
Infecciosa foi observada através da presença
do mesmo em pacientes com quadro clínico
característico. O vírus foi descoberto
em cultura de células do linfoma de Burkitt
(África Ocidental). A doença foi diagnosticada
através de exames laboratoriais como o hemograma,
provas bioquímicas (TGO, TGP, Fosfatase Alcalina
e Bilirrubina Total) e provas sorológicas
(Pesquisa de Anticorpos Heterófilos). Sua
transmissão ocorre por contato íntimo,
através do beijo ou troca de saliva, atingindo
crianças, adolescentes e adultos jovens.
Aproximadamente 90% da população mundial
foi infectada pelo vírus. Este infecta os
linfócitos B que estimulam um processo linfoproliferativo
de células T. Estas aparecem no sangue periférico
de pacientes com MI como linfócitos atípicos
e apresentam funções supressora e
citotóxica. A MI causa doença infecciosa-aguda,
com quadro clínico de febre moderada, dor
de garganta, adenomegalia, esplenomegalia e hematomegalia.
O EBV foi o primeiro vírus humano a ser associado
ao câncer. Foi encontrado no linfoma de Burkitt,
carcinoma de nasofaringe. Doença de Hodgkin,
síndrome pós-transfusional, mononucleose
infecciosa crônica e linfoma de células
T. Não há tratamento específico
para a MI, sendo este sintomático e de manutenção,
enquanto a doença cursa rapidamente. A recuperação,
em geral, é total e sem seqüelas.
Intolerância à Glicose e Diabetes
na Gravidez
Autora: Tânia Regina Lopes
Costa
Resumo: O diabetes melittus
gestacional (DMG) é definido como intolerância
à glicose de graus variáveis com início
ou primeiro diagnóstico durante o segundo
ou terceiro trimestres da gestação.
A reclassificação, entretanto, pode
ser feita após o parto, utilizando critérios
padronizados para a população não-gestante.
Sua incidência é variável, sendo
estimada em 3 a 8% das gestantes. A gestação
é um estado hiperinsulinêmico caracterizado
por uma diminuição da sensibilidade
à insulina, parcialmente explicada pela presença
de hormônios diabetogênicos, tais como
a progesterona, o cortisol, a prolactina e o hormônio
lactogênico placentário. Os níveis
glicêmicos de jejum tendem a ser mais baixos
na gestante, contudo os valores pós-prandiais
são mais altos, sobretudo naquelas em que
não há aumento adequado da liberação
de insulina. As pacientes com DMG apresentam uma
diminuição ainda mais acentuada da
sensibilidade periférica à insulina,
como no diabetes tipo 2, além de uma secreção
diminuída de insulina, explicando os picos
pós-prandiais. Entretanto, a fisiopatologia
do Diabetes Mellitus Gestacional não está
totalmente elucidada. Se todas as gestantes fossem
resistentes à insulina, a incidência
do Diabetes Gestacional seria superior aos níveis
encontrados. O comprometimento fetal decorre primordialmente
da hiperglicemia materna, que por difusão
facilitada chega ao feto. A hiperglicemia fetal,
por sua vez, estimula a produção exagerada
de insulina que interfere na homeostase fetal, desencadeando:
macrossomia, fetos grandes para a idade gestacional
(GIG), aumento das taxas de cesárea, traumas
de canal de parto e distocia de ombroo, hipoglicemia,
hiperbilirrubinemia e policitemia fetais, distúrbios
respiratórios neonatais e óbito fetal
intrauterino. Historicamente, a introdução
da insulina na terapêutica da gestante diabética
foi um marco na qualidade da assistência a
essaas mulheres. Os dados sobre diabeetes e gestação
anteriores à utilização clínica
da insulina são sombrios, com relato de cerca
de 30% de mortalidade materna durante a gestação
e 50% de óbitos perinatais. Após a
aplicação da insulina no controle
do DMG, diminuíram significativamente suas
complicações perinatais, com grande
impacto principalmente na taxa de óbitos
fetais. O adequado conhecimento das medidas terapêuticas
no diabetes gestacional permite-nos alcançar
a normoglicemia materna, quebrando o ciclo maléfico
dessa entidade e, consequentemente reduzindo a incidência
de efeitos lesivos ao binômio materno-fetal.
A adesão ao tratamento da tuberculose
em pacientes atendidos no Hospital Universitário
da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em
Campo Grande
Autora: Tatiana Mary Sakamoto
Resumo: A tuberculose
(TB) é uma doença antiga e continua
sendo um grave problema de saúde pública.
Desde tempos passados a TB mereceu atenção
dos governantes que se empenharam em estruturar,
no Brasil, sistemas de combate ao mal. Atualmente
o mundo assiste à dramática tendência
de ressurgimento e expaansão de TB em consequência
da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
(AIDS) e do fantasma da multiresistência -
fruto, na maioria das vezes, de tratamentos irregulares,
com grande percentagem de abandono. Neste estudo,
levantou-se a incidência de adesão
ao tratamento de TB no Hospital Universitário
da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (HU-UFMS),
durante o ano de 2002. Detectaram-se os casos de
abandono e suas possíveis causas. Foi realizado
estudo retrospectivo por meio de análise
de dados do Livro de Registro de Contrtole à
Tuberculose e dos prontuários de paciente
que abandonaram o tratamento. Notificaram-se 53
pacientes que tiveram diagnóstico de TB e
que iniciaram o tratamento em 2002. Evidenciou-se
uma alta taxa de abandono ao tratamento (76,47%)
nos pacientes do HU-UFMS, comparados com dados do
município de campo grande. Essa taxa na realidade
pode não ser verdadeira pelo fato de a maioria
desses pacientes (61,54%) terem sido acompanhadas
por outra clínica que não da Pneumologia
- responsável pela notificação
dos casos de TB do hospital que na época,
por não ter tido conhecimento sobre o tipo
de alta da maior parte deles, registrou-os com abandono
ao tratamento.
Leishmaniose
Autora: Vanessa de Souza Sacomano
Resumo: Dada a dificuldade
de tratamento eficiente dos animais infectados,
assim como reações secundárias
graves quando o tratamento é tentado, no
estágio atual de nosso conhecimento é
prescrito o sacrifício dos animais enfermos,
principalmente em se tratando do cão ou d
gato, com o fato de assim impedir o contágio
humano. Pessoas infectadas com o parasita, devem
ser obrigatoriamente isoladas em local apropriado,
a fim de ser impedido de serem sugados pelos vetores
flebótomos interrompendo a cadeia evolutiva
do protozoário. Trata-se, no entanto, de
uma doença.
A Leishmaniose Visceral na região
de Bauru
Autora: Vanessa Pizarro Baconcelo
Resumo: A Leishmaniose
visceral é considerada atualmente uma doença
endêmica no Brasil, sendo causada pelo gênero
Leishmania. O calazar ou L.visceral é zooantroponose
(enfermidade transmitida dos animais para os humanos)
cujos agentes etiológicos são leishmanias
parasitas pertencentes ao filo Protozoa. A doença
geralmente tem início insidioso, podendo,
ocasionalmente, apresentar-se com início
abrupto. Em sua forma clássica, o calazar
caracteriza-se por hepatoesplenomegalia e febre
de longa duração acompanhados por
epistaxe, palidez, emagrecimento, tosse, diarréia
e distensão abdominal. Atinge principalmente
as crianças, com sua principal transmissão
sendo feita a partir doos reservatórios animis,
enquanto persistem os parasitismos na pele ou no
sangue circulante. O objetivo deste trabalho é
mostrar a Leishmaniose na região de Bauru,
considerada região endêmica.
Diabetes mellitus e sua relação
com a obesidade
Autora: Vivian de Souza Sacomano
Resumo: A prevalência
do diabetes mellitus tipo 2 tem se elevado vertiginosamente
e espera-se ainda um maior incremento. Na América
Latina há uma tendência do aumento
da frequência entre as faixas etárias
mais jovens, cujo impacto negativo sobre a qualidade
de vida e qa carga da doença ao sistema de
saúde é relevante. O aumento das taxas
de sobrepeso e obesidade associado às alterações
do estilo de vida e ao envelhecimento populacional,
são os principais fatores que explicam o
crescimento da prevalência do diabetes tipo
2. As modificações no consumo alimentar
da população brasileira - baixa frequência
de alimentos ricos em fibras, aumento da proporção
de gorduras saturadas e açúcares da
dieta - associadas a um estilo de vida sedentário
compõem um dos principais fatores etiológicos
da obesidade, diabetes tipo 2 e outras doenças
crônicas. Programas de prevenção
primária do diabetes vêm sendo desenvolvidos
em diversos países, cujos resultados demonstram
um impacto positivo sobre a qualidade de vida da
população.