Título: Status secretor inferido
da fenotipagem eritrocitária do sistema Lewis
comparado à genotipagem FUT2.
Autor: Ana Lívia Silva Galbiatti
Resumo: Os genes fucosiltransferase
2 e 3 (FUT2 e FUT3) regulam a expressão dos
antígenos ABH em secreções
corporais e também controlam o estado secretor
do indivíduo. A interação entre
eles resulta na expressão dos fenótipos
eritrocitários do sistema Lewis. Os secretores
positivos são fenotipados como Le(a-b+) e
os secretores negativos, como Le(a+b-). O objetivo
desse trabalho foi verificar a concordância
entre a expressão dos fenótipos Le(a+b-)
e Le(a-b+) e o status secretor definido pela genotipagem
FUT2. Foram coletadas 70 amostras de sangue de indivíduos
adultos, o DNA genômico foi extraído
por um método salino, a genotipagem FUT2
foi realizada pelo método PCR-SSP e para
fenotipagem eritrocitária foi utilizado o
método gel centrifugação. Dos
70 indivíduos analisados 14,3% apresentaram
o fenótipo eritrocitário Le(a+b-),
61,4% o fenótipo Le(a-b+) e 24,3%, o fenótipo
Le(a-b-). Com base nos resultados da genotipagem
FUT2, 68,6% (48/70) foram classificados como secretores
positivos (GG + GA) e 31,4% (22/70), como secretores
negativos (AA). Houve concordância absoluta
do fenótipo Le(a+b-) com o status secretor
negativo definido pela genotipagem FUT2 (AA). Por
outro lado, ocorreu alto índice de discordância
(9,43%) entre o fenótipo Le(a-b+) e o status
secretor positivo definido pela genotipagem FUT2
(GG/GA). Os resultados sugerem que a fenotipagem
Lewis não representa, isoladamente, um meio
confiável para inferir o status secretor
que um indivíduo expressa, o qual deve ser
paralelamente identificado com o uso de métodos
moleculares.
Título: Expressão da molécula
HLA de classe I, não clássica, HLA-G,
em lesões malignas de laringe associada à
infecção pelo papilomavírus
humano (HPV).
Autor: Ana Lúcia Colachiti
Resumo: A presença do HPV
foi encontrada em 12% das lesões de laringe,
com presença dos tipos de HPV de baixo risco
(HPV6/11) e alto risco HPV 16, 18, 31 e 33. O aumento
da expressão de HLA-G não parece estar
associado à infecção elos tipos
de HPV 6, 11, 16, 18, 31 e 33, sugerindo que a expressão
da molécula de HLA-não clássica
HLA-G em certos tumores é capaz de alterar
padrões da resposta imunológica, contribuindo
para a carcinogênese e progressão tumoral.
O aumento da expressão de HLA-G foi associado
com o grau de diferenciação dos carcinomas
laríngeos, sugerindo que essa molécula
poderia ser considerada um bom marcador da carcinogênese
laríngea.
Título: Linfoma de Burkitt e vírus
de Epstein-Barr: a utilização da reação
em cadeia da polimerase e da hibridização
in situ como ferramentas no diagnóstico.
Autor: Ana Paula Avenia Silvestre
Resumo: O Linfoma de Burkitt é
uma neoplasia de células B maduras altamente
agressiva que acomete mais a faixa etária
pediátrica, sendo endêmico em regiões
africanas. Tem como causas principais a translocação
entre os cromossomos 8 e 14 promovendo a superexpressão
do gene cmyc, mutações no gene supressor
de tumor p53 e a infecção pelo vírus
oncogênico Epstein-Barr. A detecção
de tais eventos é crucial para a caracterização
da doença. Sendo assim, A PCR e a Hibridização
in situ são as técnicas moleculares
mais utilizadas para o estudo diagnóstico
do linfoma. Diante disso o presente trabalho propõe
uma revisão sobre as características
genéticas envolvidas no processo, bem como
as ferramentas utilizadas para o diagnóstico
preciso da doença.
Título: Her2 como alvo molecular
contra o câncer de mama: uma revisão
da literatura.
Autor: André Nazário de Oliveira
Resumo: Her2 é um dos quatro
membros da família dos Fatores de Crescimento
Epidérmico (EGF), quando expresso de forma
inadequada é responsável por 25 a
30% dos casos de câncer de mama em mulheres.
O câncer de mama Her2 positivo tem sido amplamente
estudado por apresentar características peculiares
como a malignidade e falta de resposta ao tratamento,
aumentando assim a prevalência de metástases
e conseqüentemente levando o indivíduo
a morte. Novos tratamentos com base na terapia contra
alvos moleculares têm sido os grandes responsáveis
pelo desenvolvimento e estudos clínicos de
novas drogas inibidoras específicas do receptor
do EGF. Em nossa revisão, destacamos o Trastuzumab
e Lapatinib como potenciais drogas no combate ao
câncer de mama.
Título: Diagnóstico laboratorial
da infecção pelo vírus da Hepatite
C – Revisão da Literatura.
Autor: Cláudia Regina Favali Scavassa
Resumo: Diante da grande importância
da infecção causada pelo vírus
da hepatite C e da complexidade dos testes laboratoriais
para o diagnóstico dessa infecção,
sendo que os métodos sorológicos,
disponíveis desde 1989, não são
conclusivos para a confirmação da
mesma, necessitando para este fim, de testes de
biologia molecular, este presente estudo visa apresentar
uma compilação de informações
de modo resumido, simplificado e sistematizado,
para contribuir no conhecimento dos profissionais
de saúde diretamente envolvidos, considerando
a alta prevalência mundial de 3% de pessoas
infectadas pelo VHC, cuja exposição
ao vírus resulta em até 85% de hepatite
crônica. Esta afecção é
uma doença insidiosa e sub-clínica,
podendo progredir para cirrose e carcinoma hepatocelular,
sendo considerada um grave problema de saúde
pública. Atualmente o diagnóstico
laboratorial é altamente sensível
e específico e baseia-se em métodos
sero-imunológicos para pesquisa de anticorpos,
utilizando-se da técnica de ELISA, como triagem,
e Imuno-blot (RIBA), como teste suplementar ou confirmatório
da presença de anticorpos específicos
do VHC. Porém esses métodos servem
apenas como marcadores do contato com o vírus.
Já os testes de biologia molecular, como
o PCR qualitativo, que possibilita a detecção
do RNA do vírus C presentes na infecção
inicial ou nos casos de cronificação,
é de grande utilidade para confirmar o diagnóstico
e definir o tratamento, principalmente em situações
específicas (fase inicial da doença
ou em pacientes imunossuprimidos), assim como para
acompanhamento da eficácia desse tratamento.
Existem ainda o método de PCR quantitativo
(carga viral) e o de genotipagem, cujas informações
são fundamentais para orientação
da terapêutica a ser instituída.
Título: Microarray: fundamentos
e aplicações.
Autor: Drayna Versone
Resumo: A tecnologia Microarray
é considerada uma poderosa ferramenta para
análise quantitativa dos níveis de
expressão gênica, permitindo com relativa
facilidade sua avaliação global em
organismos, tecidos ou células em diferentes
situações fisiológicas ou patológicas.
A análise por Microarray é uma metodologia
cara, mas a abundância dos resultados gerados
é inquestionável. As informações
obtidas por esses estudos contribuirão progressivamente
para o entendimento funcional e regulatório
dos perfis de expressão gênica em várias
doenças contribuindo para um melhor prognóstico
ou ainda, a cura.
Título: Fator V Leiden e Trombofilia:
uma revisão.
Autor: Eduardo Sá de Oliveira
Resumo: A ocorrência de
trombose está relacionada a inúmeros
fatores, tanto pessoais quanto externos. A trombofilia
é o nome dado ao estado clínico em
que um paciente apresenta predisposição
para ocorrência de trombose. Há muito
os médicos observavam que a trombofilia era
mais freqüente em membros de uma mesma família.
A resistência ao efeito anticoagulante da
proteína C ativada foi descrita como causa
da trombofilia familial em 1993 por Dahlback e colaboradores.
Em 1994, os pesquisadores Rogier Bertina, Bobby
Koeleman e outros, trabalhando no Centro de Pesquisa
de Hemostasia e Trombose do Hospital Universitário
de Leiden, na Holanda, identificaram uma mutação
do fator V da coagulação, capaz de
comprometer a função anticoagulante
da proteína C ativada. Nesta mutação
há uma substituição G-->A
na posição 1691 que produz uma alteração
na proteína do fator V da coagulação,
que recebeu o nome de FV Q506 ou fator V Leiden.
A pesquisa da presença desta alteração,
seja a sai forma homozigótica, seja heterozigótica,
tem grande relevância clínica por sua
freqüência relativamente alta e por sua
importância no desenvolvimento de episódios
tromboembólicos e em casos de abortos, entre
outras morbidades, relacionados ou não a
outros fatores predisponentes. Este trabalho faz
uma pequena revisão da importância
diagnóstica e terapêutica do fator
V Leiden na trombofilia.
Título: Recursos laboratoriais
para o diagnóstico da dengue.
Autor: Ivanir Fátima Silva
Resumo: A dengue é uma doença
febril aguda, de etiologia viral e de evolução
benigna na forma clássica, e grave na forma
hemorrágica. Atualmente, considerada grave
problema de saúde pública internacional,
especialmente nos países tropicais, onde
as condições do meio ambiente favorecem
o desenvolvimento e a proliferação
do Aedes aegypti; principal mosquito vetor.
A comprovação laboratorial é
importante ferramenta para um diagnóstico
precoce e rápido, permitindo, assim, que
as autoridades sanitárias sejam alertadas
antes que o número de casos e a gravidade
da doença cresçam. O presente artigo
teve o objetivo de expor as limitações
e vantagens dos recursos laboratoriais para o diagnóstico
da dengue, bem como sensibilizar os formadores de
opinião para a necessidade de parceria governo/sociedade,
com vistas ao controle da dengue em todo o país.
Título: Título de anticorpos
anti-A e anti-B em gestantes do Grupo O com e sem
sorologia reagente para toxoplasmose.
Autor: Janaína Ferreira Porto
Resumo: A Toxoplasmose é
considerada uma zoonose universal, causada pelo
protozoário intracelular Toxoplasma gondii.
A toxoplasmose congênita pode provocar manifestações
clínicas graves e até o óbito
do feto. O toxoplasma pode ser adquirido por via
respiratória e oral, com absorção
intestinal. Este fato nos objetivou a pesquisar
sobre a titulação de anticorpos anti-A
e anti-B em 154 gestantes com fenótipo sanguíneo
O com e sem sorologia reagente para toxoplasmose,
visto que a produção inicial de anti-A
e anti-B ocorre pelo contato entérico com
os A e B da microflora intestinal. O resultado nos
mostrou que os títulos de anti-A e de anti-B
das gestantes reagentes para toxoplasmose não
tiveram diferenças estatisticamente significantes
dos títulos das gestantes não reagentes.
Título: Estudo comparativo entre
métodos laboratoriais na investigação
da Hepatite C.
Autor: João Bosco Bonin
Resumo: O presente trabalho tem
por objetivo realizar um estudo comparativo entre
os métodos laboratoriais ELISA e PCR, para
detecção do vírus da Hepatite
C. Dessa forma, será realizada uma revisão
bibliográfica, utilizando abordagem quali-quantitativa,
cujos instrumentos de coleta de dados serão
as obras de autores que versam sobre a Hepatite
C, estúdios de casos já realizados,
documentos já publicados pelos órgãos
de saúde, artigos de periódicos e
revistas. A identificação do vírus
da hepatite C (VHC) em 1989, por técnicas
de biologia molecular, constitui um marco na história
da Virologia. O posterior desenvolvimento de testes
sorológicos baseados na pesquisa de anticorpos
contra antígenos do VHC veio demonstrar que
o VHC era responsável pela maioria das hepatites
não-A não-B e por alguns casos de
cirrose criptogênica e que estava associado
frequentemente ao carcinoma hepatocelular. A partir
disso, foram desenvolvidos testes de diagnóstico
de grande sensibilidade e especificidade, para maior
conhecimento dos seus mecanismos patogênicos
e caracterização da história
natural da hepatite C, que pudessem apontar boas
opções de tratamento. Ao mesmo tempo,
os estudos realizados permitiram uma melhor noção
das suas características epidemiológicas
e das suas principais vias de transmissão.
Recomenda-se repetir os exames e/ou realizar testes
moleculares; resultados anti-HCV positivos no ELISA
e indeterminados no imunoblot, não excluem
a possibilidade de infecção pelo HCV.
Em cerca de um terço desses casos, consegue-se
detectar a presença do RNA do HCV pela técnica
da PCR.
Título: Lesão molecular
adquirida comum a três doenças hematológicas
malignas.
Autor: João Rogério Cardoso
de Oliveira
Resumo: Neste trabalho, reportamos
estudos genético-moleculares em cinco pacientes
portadores de doenças hematológicas
malignas que apresentam em comum transcritos BCR/ABL.
Os diferentes pontos de quebra no gene BCR determinam
a síntese de proteínas com diferentes
pesos moleculares pela fusão do gene BCR-ABL,
resultando transcritos b3a2(p210), b2a2(p210) ou
e1a2(p190). A partir das análises citogenéticas
e moleculares realizadas, foram observados quatro
pacientes portadores de LMC e um paciente com LLA.
Quatro possuíam a translocação
t(9;22). Entre os pacientes: dois apresentaram fusão
b3a2, dois possuíam fusão b2a2, sendo
que um paciente apresentou dois transcritos b2a2
e b3a2 no controle após Glivec®. Um paciente
com LLA apresentava o transcrito e1a2. A presente
casuística é bem ilustrativa da importância
das análises citogenéticas e moleculares
em LMC e LLA na compreensão dos mecanismos
de leucemogênese, bem como oferecem subsídios
importantes para a decisão terapêutica
e de acompanhamento.
Título: Cintilografia óssea:
sua eficácia no rastreamento de metástases
no pré-operatório e pós-operatório
do câncer de mama.
Autor: Laís Gomes Machado
Resumo: O câncer de mama
é o tumor maligno mais freqüente entre
as mulheres em todo o mundo, sendo a principal causa
de morte entre elas. Existem vários fatores
que favorecem o desenvolvimento do câncer,
sendo eles: predisposição genética,
hábitos alimentares, estilo de vida e condições
ambientais. Que são classificados como, fatores
internos e externos. Em revisão literária
comprovou-se mutações nos genes BRCA
1, BRCA 2. O câncer é um tumor caracterizado
pelo crescimento descontrolado de células
anormais, em função de um problema
nos genes, que invadem tecidos e órgãos.
Podendo se espalhar para outras regiões do
corpos, formando assim as chamadas metástases.
O presente estudo abordou de forma global o conceito
genético do câncer de mama, detalhando
os principais mecanismos fisiopatológicos
envolvidos nesta doença, bem como a importância
dos métodos de imagem, em especial a Cintilografia
Óssea, no diagnóstico, estadiamento
e restadiamento de pacientes com suspeita ou diagnóstico
confirmado de doença óssea metastática.
Título: Efeito da insulina na expressão
gênica da obestatina e grelina em ratos.
Autor: Leonardo Marin
Resumo: Os hormônios são
peptídeos que agem endogenamente no organismo
estimulando ou inibindo uma resposta em uma célula
receptora. Neste estudo a proposta é avaliar,
através de modelos experimentais, a ação
hormonal da insulina sobre as células da
mucosa oxíntica na secreção
dos peptídeos obestatina e grelina. Também
é proposta a observação da
expressão gênica desses peptídeos
verificando os seus mecanismos de processamento
pré e/ou pós-traducional pelos quais
são sintetizados. Finalmente pretendemos
relacionar o desequilíbrio entre os efeitos
da ingestão alimentar e do balanço
energético provocados pelo comprometimento
das ações da insulina, como por exemplo,
observados no diabetes e na obesidade, com a secreção
de obestatina e grelina agindo como mediadores desse
desequilíbrio.
Título: Sistema HLA no Lupus Eritematoso
Sistêmico.
Autor: Marcell Alysson Batisti Lozovoy
Resumo: O lupus eritematoso sistêmico
é uma doença auto-imune que é
causada pelo reconhecimento do próprio pelo
sistema imune. Esse reconhecimento é mediado
por células e anticorpos defeituosos, formando
assim complexos auto-imunes que se depositam em
diferentes órgãos. O sistema HLA (human
leucocyte antigen) é um complexo gênico
que gerencia e guarda as informações
moleculares para reconhecimento tecidual e celular.
Estudos indicam que há associação
entre o sistema HLA com o LES em diferentes grupos
étnicos e envolvendo diferentes órgãos.
Nosso trabalho avaliou a associação
do HLA com o LES, sua expressão gênica
e mecanismos da doença que possam estar influenciados
pelo HLA. A presença de alguns genes HLA
para o LES foi bem evidenciada e conclusiva, indicando
aumento na prevalência da doença.
Título: Biologia Molecular: A evolução
a caminho da Terapia Gênica.
Autor: Márcio Rodrigues
Resumo: Este texto tem por finalidade
rever de forma simplificada os conceitos básicos
da estrutura do DNA, sua fascinante forma de transferir
informações no complexo interior de
suas cadeias helicoidais e convertê-las em
produtos finais que irão atuar em nosso organismo.
Também visa acompanhar através de
artigos e textos retirados da internet os processos
evolutivos na área de Biologia Molecular,
que vem trazendo hoje e para um futuro não
tão distante promessas e soluções
no diagnóstico, cura e prevenção
de várias doenças, com possíveis
impactos sócio-econômicos que essas
revoluções podem trazer.
Título: Diagnóstico molecular
do Papiloma Vírus Humano (HPV) pelo
método de PCR.
Autor: Maria Renata Bottura Ferreira
Resumo: A história do papilomavírus
se inicia pela descoberta em 1933 por Schope e Hurst
de lesões no coelho selvagem, transmitidas
por um extrato filtrado e sem nenhuma célula.
Os autores deduziam que a doença é
de origem viral e alguns anos mais tarde, Rous e
Kidd mostram que esse vírus, transmitido
ao coelho doméstico, provoca cânceres
cutâneos quando a pele é pincelada
previamente com alcatrão. Mais de 60 espécies
animais serão portadoras de papilomavírus.
Em algumas, a infecção é associada
ao desenvolvimento de tumores, malignos ou benignos.
Na espécie humana, se associará, no
início, ao vírus chamado papiloma
vírus humano (HPV), a verrugas cutâneas
e vegetações venéreas ou condilomas
acuminados. Pertencem à família Papillomaviridae,
gênero Papillomavírus, espécie
Human papillomavírus – HPV,
que corresponde a uma das oito espécies incluídas
no gênero. Os HPVs são classificados
em genótipos, com base na comparação
de seqüências do gene L1. Seu genoma
circular, com cerca de 8.000 pares de bases, é
formado por duas fitas de DNA, com oito genes e
uma região não codificadora, de controle
da origem da replicação e da expressão
dos genes reguladores da transcrição.
Seu genoma pode ficar sob a forma circular (epissomal),
dentro do núcleo da célula ou sofrer
ruptura na região de E2 e se integrar ao
DNA celular. Essa integração tem conseqüências
na produção de outras proteínas
precoces do vírus e que são responsáveis
pela transformação celular. A reação
em cadeia da polimerase (PCR) é um método
de amplificação de DNA. A PCR é
uma das técnicas mais comuns utilizadas em
laboratórios de pesquisas médicas
e dentro da Biologia Molecular.
Título: Importância do diagnóstico
molecular na Fibrose Cística.
Autor: Miguel Antonio Isaac André
Resumo: O presente artigo tem
como objetivo demonstrar a importância do
diagnóstico molecular na detecção
definitiva da fibrose cística. A fibrose
cística (FC), doença crônica
e hereditária (pais para filhos), causada
por alterações genéticas é,
potencialmente mortal, infringindo aos seus portadores,
até poucos anos atrás, uma expectativa
de vida entre 25 e 30 anos, incidindo, de forma
variada, entre 1/2000 a 1/10.000 ocorrências.
Os sinais e sintomas incluem doença crônica
pulmonar, insuficiência crônica pancreática
e aumento de eletrólitos no suor. O diagnóstico
precoce é, portanto, fundamental. Para sua
detecção utiliza-se o teste do pezinho,
a prova do suor e, recentemente, o diagnóstico
molecular, através da análise do DNA.
Na realização do estudo que se segue,
foram analisados estudos desenvolvidos por vários
pesquisadores, comprovando a eficácia da
utilização do diagnóstico molecular
em relação à descoberta precoce
da fibrose cística.
Título: Técnicas moleculares
utilizadas no estudo do câncer.
Autor: Paulo Francisco Naoum
Resumo: De acordo com a Organização
Mundial da Saúde (OMS) cerca de 6 milhões
de pessoas morrem por ano vítimas de câncer
em todo o mundo. Por se tratar de uma doença
genética a que todos estão sujeitos,
a pesquisa voltada para essa área tem se
intensificado nos últimos anos, desde a publicação
do Projeto Genoma Humano (PGH) até os dias
de hoje em que a biologia molecular tem tentado
elucidar todos os mecanismos de surgimento e progressão
tumoral. O presente artigo faz um levantamento bibliográfico
das principais técnicas moleculares que vêm
sendo utilizadas em laboratórios de pesquisa
avançada no Brasil e no mundo.
Título: Diagnóstico molecular
de tuberculose.
Autor: Patrícia Barbosa Gonçalves
Resumo: A tuberculose outrora
conhecida como “mal do século”
é uma doença crônica infectocontagiosa
que ainda acomete muitas pessoas no Brasil. Embora
seja uma das doenças, mais antigas do mundo,
ainda representa um tabu quanto ao seu diagnóstico
pois muitas pessoas a possuem e não sabem,
com isso, buscam auxílio médico somente
quando a doença está num estágio
mais avançado, por isso é fundamental
a precoce identificação. O diagnóstico
molecular tem se mostrado excelente, com a apresentação
de raríssimos casos de falso-positivos. Com
isso, buscou-se demonstrar neste artigo, que o diagnóstico
da tuberculose, em especial durante a fase inicial
da doença contribui significativamente para
o tratamento e recuperação da Saúde
do Pacientes. Para tanto utilizou o método
de pesquisa documental, bibliográfico, onde
foram feitas análises com base em estudos
de diversos autores a fim de identificar o Diagnóstico
Molecular de Tuberculose, através de artigos,
revistas, livros, periódicos, além
de estudos publicados em banco de dados eletrônicos,
tais como o Scielo, Bireme, Adolec, Pubmed, dentre
outros. A análise dos casos estudados mostrou
à eficácia da utilização
do Diagnóstico Molecular para o tratamento
de pacientes portadores da tuberculose. Contudo,
o diagnóstico molecular não implica
em desistência de outros diagnósticos
constituindo-se em aporte qualitativo, tanto para
o profissional, como para o potencial de ação
clínica, em variados contextos de atuação.
Título: Revisão bibliográfica:
Principais Potyvírus que afetam a produtividade
de Solanum tuberosum e metodologias empregadas
para o diagnóstico .
Autor: Raquel Veturiano Barroso
Resumo: Para que se tenha sucesso
na produtividade de variedade de batatas faz-se
necessário a obtenção de batata-semente
com qualidade fitossanitária. Atualmente
as principais perdas de produtividade estão
relacionadas com as infecções viróticas
causadas pelos potyvírus PVX, PVY, PLRV.
O presente estudo teve como objetivo realizar um
levantamento bibliográfico dos principais
potyvirus e metodologias utilizadas para o diagnóstico.
As principais metodologias utilizadas para diagnóstico
são: diagnóstico biológico
principalmente utilizando a planta indicada Nicotiana
tabacum, Testes de ELISA e a técnica
de immunocapture PCR ou immunocapture RT-PCR.
Título: Mal de Alzheimer: possibilidade
de cura através das células-tronco.
Autor: Rebeca Confolonieri
Resumo: O Mal de Alzheimer (MA)
ou Doença de Alzheimer (DA) é uma
doença que na maioria dos casos aparece em
pessoas com idade superior a sessenta e cinco anos
e com maior incidência em mulheres, atrofiando
o cérebro, causando demência. Dentro
os estudos realizados na busca da cura, o uso de
Células-tronco tem se tornado um novo campo
de pesquisas, já que as mesmas realizadas
anteriormente com outros métodos não
alcançaram a cura definitiva, mas sim um
diminuição comedida em seus sintomas.
O objetivo do trabalho foi revisar os dados de literaturas
para comparar esses outros métodos com o
uso de células-tronco e verificar se a utilização
deste novo estudo se torna uma possibilidade real
de cura do MA. Baseado na pesquisa realizada, as
células-tronco podem trazer grandes benefícios
para o tratamento e uma possível cura da
DA, porém, por questões políticas
o uso e o financiamento para experimentos com células-troco
criam dificuldades para os cientistas.
Título: Organismos geneticamente
modificados: uma revisão.
Autor: Rita de Cássia Figueiredo
Resumo: —
Título: Eletroforese capilar no
sequenciamento de DNA.
Autor: Samuel Furlan Gomes Ferreira
Resumo: A eletroforese é
o transporte, em solução eletrolítica,
de compostos carregados eletricamente sob a influência
de um campo elétrico, no qual a separação
entre dois solutos ocorre de acordo com diferenças
entre suas mobilidades eletroforéticas. A
eletroforese capilar é utilizada quando a
razão carga/raio dos analitos é tão
próxima, que não é possível
separa-los com o uso da eletroforese de zona tradicional.
A separação é realizada com
base na diferença entre o tamanho das moléculas
dos analitos; sendo assim, a maior ou menor facilidade
com que os analitos de diversos tamanhos migram
através da matriz de gel é que produz
a separação. Comparando o uso da eletroforese
capilar com o das outras técnicas, observamos
que primeira tem uma capacidade única de
separar macromoléculas carregadas eletricamente
de interesse tanto em indústrias de biotecnologia
quanto em pesquisas biológicas, devido a
sua rapidez e versatilidade, reduzindo o tempo de
migração dos fragmentos de DNA, substituindo
a lâmina de gel por centenas de pequenos capilares
contendo gel, otimizando o tempo de realização
desta técnica. O baixo custo operacional
futuramente pode ser uma vantagem para laboratórios
implantarem em suas rotinas e eletroforese capilar
em relação à eletroforese em
gel de agarose tradicional, devido a sua versatilidade
e rapidez, sendo utilizada no Seqüenciamento
do Genoma Humano.
Título: Associação
de HLA com doenças auto-imunes.
Autor: Selma Lopes Soares de Melo
Resumo: A fim de possibilitar
diagnósticos precoces e tratamentos mais
eficazes, muitos estudos vêm tentando definir
marcadores genéticos de doenças auto-imunes.
Situado no braço curto do cromossomo 6, o
sistema HLA se destaca pelo seu polimorfismo e capacidade
de conferir susceptibilidade ou resistência
a vários distúrbios imuno mediados.
De acordo com a patologia e, algumas vezes, com
o grupo étnico-racial estudado, existem variações
na associação HLA x doença.
Acredita-se que moléculas de histocompatibilidade
possam influenciar na idade de surgimento, resposta
ao tratamento e no curso clínico de algumas
enfermidades. Esta revisão tem por objetivo
abordar a estrutura e função do sistema
HLA, seus métodos de detecção,
nomenclatura e associação com as doenças:
Diabetes Melito I, Doença de Graves, Tireoidite
de Hashimoto, Doença de Addison, Espongilite
anquilosante, Artrite reumatóide, Doença
Celíaca e hepatite auto-imune.
Título: Novas técnicas de
tratamento aplicadas ao câncer de mama.
Autor: Valéria Fava Homsi
Resumo: O câncer de mama
é o segundo tipo de câncer mais comum
entre as mulheres, atingindo milhares de pessoas
no mundo, com estimativa que 10 a 11 mil por ano
evoluam para óbito. Além da alta incidência,
esta doença produz efeitos psicológicos
devastadores sobre a percepção da
sexualidade feminina e sua expectativa de vida.
Após uma mastectomia parcial ou radical a
mulher sente-se mutilada e a incidência de
recidiva é grande, com prognóstico
ruim e uma evolução, que na maioria
das vezes, pode levar a óbito. Todas estas
condições tornaram necessário
o aperfeiçoamento das técnicas tradicionais
de tratamento como Cirurgia, Quimioterapia, Radioterapia,
Hormonioterapia e em alguns casos o uso associado
destas técnicas e desenvolvimento de novas
técnicas mais eficazes, com expectativa de
cura e diminuição dos efeitos colaterais.
Este trabalho tem por objetivo apresentar as novas
técnicas para tratamento do câncer
de mama como Terapia Gênica, Terapia com Células-Tronco,
Imunoterapia, Antiangiogênese, uso de Anticorpos
Monoclonais, Alvos Moleculares, analisar as vantagens,
desvantagens e expectativas em comparação
aos métodos tradicionais. Para isto a metodologia
utilizada terá como base uma revisão
de literatura nos mais recentes trabalhos publicados
na área.
Título: A importância da
genotipagem do HIV-1 na terapia anti-retroviral.
Autor: Vera Mileide Trivellato Grassi
Resumo: A síndrome da Imunodeficiência
Humana é uma doença causada por um
vírus com alto poder de mutação
e essas mutações afetam o tratamento,
pois causam resistência aos medicamentos usados,
os anti-retrovirais e com o uso do exame da genotipagem
podemos identificar o padrão da mutação
e indicar um melhor tratamento para o paciente.