O uso de
bactérias entomopatogênicas tóxicas
contra Aedes aegypti e Culex quinquefasciatus.
Autor: Alessandra da Silva Rocha
Resumo: O uso de bactérias
no controle biológico das larvas de mosquitos
tem-se destacado entre as diversas estratégias
que compõem os programas de manejo integrado.
As principais razões para isto são as
suas vantagens em relação aos inseticidas
químicos. Esses produtos possuem inúmeras
formulações e são usados contra
diversas espécies de mosquitos, com um preço
um pouco superior aos produtos tradicionalmente utilizados,
mas competitivos quando considerados os custos sociais
e ambientais do uso de inseticidas não seletivos
em ecossistemas aquáticos. Quase todas as espécies
de mosquito do gênero Culex (Dípetera:
Culicidae), transmissoras de filarioses, são
altamente sensíveis ao B. sphaericus. Entretanto,
esta bactéria não apresenta ou apresenta
pouca eficácia sobre as larvas de mosquitos
do gênero Aedes (Díptera: Culicidae),
principalmente o Aedes aegypti, transmissor da dengue
e febre amarela. A bactéria Bacillus thurigiensis
israelensis (Bti) possui três diferentes toxinas
Cry (cristal tóxico), e uma Cyt (toxina com
atividade citolítica e hemolítica) que
atuam com eficácia sobre as larvas do mosquito
Aedes aegypti. Esta ação sinérgica
ocorre normalmente quando são usados mais de
um pesticida. Este grande número de toxinas
reduz a probabilidade do desenvolvimento da resistência.
Maiores informações
com o autor: alessrocha@yahoo.com.br
Antibióticos: potencializadores da
sobrevivência da vida humana ou bacteriana?
Autor: Aline Fiorussi
Resumo: Devido ao aumento
significativo de bactérias resistentes aos
antibióticos, foram investigados neste trabalho
os mecanismos de resistência utilizados pela
célula bacteriana, as principais espécies
de cepas bacterianas com aumento de resistência,
os principais agentes antimicrobiano, os mecanismos
de ação dessas drogas e o seu uso inadequado
(o que proporciona a seleção de bactérias
resistentes), bem como o futuro dos mesmos.
Maiores informações
com o autor: alinefio@hotmail.com
Relações bioquímicas
e ecológicas entre os microrganismos indicadores
de contaminação fecal
Autor: Ana Carolina Oliveira Araújo
Resumo: Os indicadores de
contaminação fecal são de extrema
importância na análise de qualidade da
água, produtos e alimentos. A identificação
desses indicadores está gerando uma controvérsia
que é decorrente da similaridade dos perfis
fenotípicos e bioquímicos encontrados
nos organismos que se encaixam na definição
de coliformes totais e fecais. O objetivo deste trabalho
é relacionar estes indicadores quanto a sua
bioquímica e sua ecologia, demonstrando parâmetros
para comparação e melhoria diagnóstica.
Maiores informações
com o autor: carolinaoliveria@pop.com.br
Casos de Malária na Região do
Núcleo Técnico de Dourados
Autor: Bárbara Soares Raposo
Lageano
Resumo: A malária
é uma doença infecciosa febril aguda,
caracterizada por febre alta acompanhada de calafrios,
suores e cefaléia, de gravidade variada, podendo
evoluir para formas graves; causada por protozoários
do gênero Plasmodium, onde no Brasil três
espécies acometem a população,
o Plasmodium vivax, Plasmodium falciparum e Plasmodium
malariae, sendo este último de menor incidência.
A transmissão vetorial, através de mosquitos
Anopheles, representa a maior importância na
continuidade das ocorrências deste agravo, onde
se completa o ciclo entre homem-vetor0homem, pois
este é o único reservatório vertebrado
conhecido. Atualmente a doença é reconhecida
como grave problema de Saúde Pública
no mundo, levando a 1 milhão de mortes anualmente.
No Brasil a transmissão ocorre de forma endêmica
na região amazônica, sendo o estado de
Mato Grosso do Sul considerado área de baixo
risco. Esta pesquisa buscou o estudo das ocorrências
de casos de malária na área de abrangência
do Núcleo Técnico de Dourados, que se
apresenta uma conformação dentro do
Plano Diretor de Regionalização de Serviços
de Saúde, e é composta por 34 municípios
situados estrategicamente entre o corredor migratório
dos estados da região amazônica e estados
do sul do País, além de divisa com a
República do Paraguai, onde no início
desta década houve ocorrência de inúmeros
casos de malária, contribuindo assim para a
ocorrência de casos nesta região. O diagnóstico
precoce e tratamento oportuno são um dos fatores
preponderantes para o controle do agravo, onde dentre
os vários métodos de diagnósticos
estudados, destaca-se o gota espessa, sendo este o
utilizado pelos serviços públicos, valendo-se
ressaltar que apenas oito municípios da região
estão estruturados para o referido diagnóstico.
Os casos de malária no período tiveram
destaque para a ocorrência de focos da doença
no município de Tacaru, no ano de 2001 já
sendo uma conseqüência do elevado número
de casos notificados no município de Paranhos
no ano de 2000, provenientes da movimentação
de pessoas na República do Paraguai.
Maiores informações
com o autor: barbaralageano@ibest.com.br
Infecção do trato urinário:
aspectos clínicos, diagnóstico e tratamento
Autor: Bertilla Gonçalves
Viana
Resumo: O objetivo central
deste trabalho é servir como fonte de consulta
rápida sobre a Infecção urinária,
consistindo em uma revisão bibliográfica
atualizada da literatura a respeito, abordando esta
doença desde sua definição, epidemiologia,
etiopatogenia, manifestações clínicas,
quadro clínico, diagnóstico, tratamento
e tratamento não medicamentoso.
Maiores informações
com o autor: bertgv@hotmail.com
Infecção hospitalar
Autor: Cristiane Gutierres Toledo
Resumo: Infecção
hospitalar é qualquer processo infeccioso adquirido
no ambiente hospitalar. É diagnosticado principalmente
em pacientes durante sua internação,
mas pode ser detectado após alta e atingir
também qualquer outra pessoa presente no hospital.
As infecções hospitalares são
aquelas relacionadas à hospitalização
de um paciente ou aos procedimentos diagnósticos
ou terapêuticos praticados. A transmissão
cruzada de infecções pode ocorrer principalmente
pelas mãos da equipe ou por artigos recentemente
contaminados pelo paciente, principalmente pelo contato
com sangue, secreção ou exceções
eliminados.
Maiores informações
com o autor: crisg-toledo@yahoo.com.br
A importância da biotipagem de Staphylococcus
aureus no laboratório de microbiologia clínica
Autor: Ellen Cristina Félix
da Silva
Resumo: O Staphylococcus
aureus é um patógeno que coloniza o
indivíduo sadio, no entanto, em determinadas
situações pode desencadear o aparecimento
de infecções, sendo que estas podem
apresentar diferentes graus de evolução.
Por esta característica o isolamento do microrganismo
em uma cultura pode não significar, de forma
segura, que este seja o causador da patologia, sendo
necessário então cuidado e perícia
na coleta, processamento e na interpretação
de um isolado de Staphylococcus aureus. Esta bactéria
pode ser caracterizada por vários testes, que
vão desde tipagens bioquímicas à
teste com bases moleculares. Os testes de biotipagem
correspondem a métodos com princípios
bioquímicos que apresentam eficácia
comprovada, são de fácil execução,
de custo acessível e que possui facilidade
de acesso para os laboratórios clínicos,
especialmente os de pequeno e médio porte.
Os métodos baseados em biologia molecular são
provas extremamente específicas, que podem
classificar com precisão este microrganismo,
mas são de difícil acesso, por serem
caros, de difícil execução e
que exigem profissionais qualificados e em constante
aprendizado. Devido ao crescente número de
casos de pacientes com infecções que
variam desde leves a graves, e ao potencial de resistência
aos antimicrobianos, este estudo pretende reforçar
a importância da biotipagem como método
diagnóstico eficaz nas infecções
causadas por Staphylococcus aureus.
Maiores informações
com o autor: ellen-f@ig.com.br
Hanseníase
Autor: Fernanda Marques Batista Vieira
Resumo: Este trabalho demonstra
que a henseníase é doença infecciosa
crônica causada pelo Mycobacterium leprae. A
predileção pela pele e nervos periféricos
confere características peculiares a esta moléstia,
tornando o seu diagnóstico simples. O Brasil
continua entre os quatro países do mundo em
número de casos. A doença manifesta-se
em dois pólos estáveis e opostos (virchowiano
e tuberculóide) e dois grupos instáveis
(indeterminado e dimorfo). Em outra classificação
a doença é dividida em forma tuberculóide,
borderline ou dimorfa que são subdivididos
em dimorfa-tuberculóide, dimorfa-dimorfa e
dimorfa-virchowiana, e virchowiana. A baciloscopia
é o exame complementar mais útil no
diagnóstico. O tratamento da hanseníase
compreende: quimioterapia específica, supressão
dos surtos reacionais, prevenção de
incapacidades físicas, reabilitação
física e psicossocial. A poliquimioterapia
com rifampicina, dapsona e clofazimina revelou-se
eficaz e a perspectiva de controle da doença
no Brasil é real no curto prazo.
Avaliação microbiológica
de equipamentos odontológicos antes e após
esterilização e desinfecção
Autor: Franciany Garcia de Castro
Resumo: Nessa pesquisa foram
avaliados os instrumentos odontológicos e os
encostos de cabeça de cadeiras odontológicas
(equipos) antes e após a esterilização
e desinfecção. Foram realizadas culturas
a partir de swabs colhidos dos instrumentos e dos
encostos de cabeça das cadeiras odontológicas,
umedecidos com solução fisiológica
0,9% e semeados em ágar sangue e tioglicolato.
Foram analisados os instrumentos de 20 consultórios
odontológicos e 21 encostos de cabeça
de cadeiras odontológicas. Em todos os instrumentos
odontológicos analisados houve crescimento
bacteriano antes da esterilização sendo
que as bactérias que foram encontradas nestes
são comuns dessa flora microbiana. Já
após o processo de esterilização
não houve crescimento em nenhum dos instrumentos.
Dos 21 equipos analisados houve crescimento bacteriano
em 19 antes da desinfecção. Dos 19 equipos
em que cresceram bactérias antes da desinfecção,
12 destes apresentaram crescimento bacteriano após
a desinfecção e em 7 destes não
houve crescimento bacteriano após a desinfecção.
Dos 12 equipos em que a desinfecção
não foi satisfatória, 8 estavam contaminados
com Staphylococcus coagulase negativa, 3 com Staphylococcus
aureus e 1 com Staphylococcus coagulase negativa e
Staphylococcus aureus.
Maiores informações
com o autor: franciany525@hotmail.com
Pesquisa de pacientes moradoras da cidade
de Jataí e região portadoras de Papilomavirus
evoluindo a carcinoma insipiente
Autor: Gerllane Lima Borges
Resumo: Constituindo uma
patologia do trato genital feminino inferior, a infecção
pelo Papilomavirus (HPV) se encontra disseminada entre
as mulheres sexualmente ativas, promovendo lesões
genitais de baixo grau e ainda associadas ao desenvolvimento
de câncer de cérvix uterino. Com o objetivo
de traçar o perfil de cada paciente a partir
da explosição aos fatores de risco bem
como informar sobre as formas adequadas para previnir
a infecção iniciou-se a pesquisa e levantamento
de dados. O presente estudo compreendeu a análise
de 279 casos de mulheres infectadas pelo HPV detectadas
através de Exame Citopatológico (Papanicolau)
e notificadas pelo Sistema Único de Saúde
do município de Jataí, durante o período
de 2002 a 2004. Constatou-se 50 casos de NIC III (17,9%,
07 casos de Carcinoma Escamoso (2,5%) e 03 casos de
Adenocarcinoma (1,1%), sendo a faixa etária
de 20 a 30 anos a de maior prevalência. Observou-se
também que a infecção por HPV
e o desenvolvimento de câncer de colo uterino
relaciona-se a fatores sócio-econômicos,
predominando as notificações nos bairros
de menor poder aquisitivo e cultural do município.
Devido à falta de prevenção a
população feminina sexualmente ativa
encontra-se desprotegida e susceptível à
infecção pelo HPV que acomete cada vez
mais mulheres jovens.
Maiores informações
com o autor: gerllane@yahoo.com.br
Controle de qualidade microbiológico
em laboratório de Análises Clínicas
Autor: Giuliane Cristine Pereira
Resumo: Nota-se que os laboratórios
e hospitais são estruturas prestadoras de serviços
em saúde, e portanto, estão constantemente
envolvidos em manejo de riscos. Este é estabelecido
para evitar e reduzir ao mínimo as possibilidades
de acidentes ou práticas de alto risco que
potencialmente podem causar dano aos funcionários
como aos pacientes. Sendo assim o manejo de risco
deve garantir não somente um ambiente de trabalho
seguro, mas também condições
adequadas para que os pacientes possam se submeter
aos procedimentos clínicos mais avançados
e obter diagnósticos confiáveis. Dessa
forma o manejo de risco tem como objetivo a implantação
de práticas de segurança laboratorial
e de controle de qualidade dos serviços. A
rotina do Laboratório de Microbiologia envolve
exposição tanto com materiais clínicos
e reagentes químicos como com potenciais agentes
patogênicos concentrados em meio de cultura.
Assim profissionais da área de saúde
e outros trabalhadores que exercem suas atividades
em laboratórios, estão sob risco de
desenvolver doença por exposição
a agentes infecciosos, produtos químicos tóxicos
e inflamáveis, entre outros. Atualmente, com
a sofisticação das novas técnicas
de diagnósticos, observamos profissionais de
outras áreas, tais como físicos, químicos,
analistas de sistemas, etc., envolvidos em atividades
com exposição a agentes infecciosos
e por outro lado, microbiologistas manipulando substâncias
químicas ou materiais radioativos. A responsabilidade
legal pela segurança em ambientes de trabalho
cabe aos administradores de hospitais e laboratórios.
No entanto, os funcionários também são
responsáveis pela sua adesão às
técnicas microbiológicas seguras e da
incorporação de normas de segurança,
sendo, portanto, de suma importância que se
tenha um rígido controle de qualidade em seu
trabalho diário. O presente estudo visa apresentar
todos os passos relativos ao tema Controle de qualidade
em laboratório de análises clínicas.
Para tanto, a partir de levantamentos teóricos,
procurará, em seus capítulos, apresentar
conceitos sobre o que venha a ser microbiologia, sua
evolução ao longo dos tempos e os principais
métodos para que se alcance o objetivo desejado,
ou seja, qualidade e segurança, numa profissão
que é, ao mesmo tempo, maravilhosa, pois ajuda
a salvar vidas e perigosa, quando tratada sem o cuidado
necessário.
Maiores informações
com o autor: giulianecristina@hotmail.com
Micoses
Autor: Helen Cristina Brigato Diniz
Martins
Resumo: As micoses são
doenças causadas por fungos e podem ser divididas
em superficiais e profundas. Superficiais são
aquelas em que o fungo se localiza sobre a pele ou
ao redor dos pelos, ou ainda se os fungos penetram
apenas na camada externa da epiderme, a camada córnea,
ou nas raízes dos pelos e das unhas. Já
nas micoses profundas. Os parasitas podem infectar
a pele e os órgãos internos, como os
pulmões, intestino, ossos, sistema nervoso
e outros. Ao penetrar no organismo o fungo se dissemina,
por via linfática ou sanguínea. As micoses
profundas são obviamente muito mais graves
que as superficiais e apresentam aspectos de incidência
particulares. Alguns tipos são encontrados
em todas as partes do mundo e há outras formas,
como a Blastomicose, com mais freqüência
de aparecimento na América do Sul. Portanto,
o objetivo do presente trabalho é discorrer
sobre alguns tipos de micoses relacionando-as às
respectivas análises laboratoriais.
Identificação de leveduras provenientes
da urina de pacientes diabéticos internados
em um hospital privado de Uberaba – MG
Autor: Kennio Ferreira Paim
Resumo: Indivíduos
normais raramente apresentam candidúria, esta,
portanto, pode significar contaminação
das amostras de urina, colonização do
trato urinário baixo, ou pode indicar uma verdadeira
infecção invasiva do trato urinário
alto ou baixo. Em pacientes hospitalizados sob determinadas
condições, a infecção
fúngica por Candida spp é previsível
em vista do acentuado incremento de sua incidência
nas últimas décadas. Doenças
crônicas e degenerativas, alterações
do trato urinário, terapia com antimicrobianos
a longo prazo, etc. representam condições
freqüentemente associadas a candidúria.
Porém, o diabetes se apresenta como a moléstia
que isoladamente mais se relaciona com a candidúria,
sendo C. albicans a levedura predominante demonstrada
em vários estudos, ressaltando a importância
da presença de outras espécies como
causadoras de infecções nas últimas
décadas. Apenas poucos antibióticos
são efetivos no tratamento de infecções
fúngicas. Em adição, a repetição
e o aumento da duração da terapia nestes
pacientes tem contribuído para o aumento da
incidência de resistência aos azóis
e falhas no tratamento destes microrganismos. O projeto
prevê o isolamento, identificação
e teste de suscetibilidade a antifúngicos de
leveduras provenientes das urinas de pacientes diabéticos
internados em um hospital privado de Uberaba a fim
de observar se C. albicans é a cepa predominante
nesta população e se estas apresentam
resistência aos derivados azóis.
Resistência Bacteriana – Interpretando
o antibiograma
Autor: Maria Aparecida de Oliveira
Resumo: Recentemente, têm-se
observado o isolamento com grande freqüência
de bactérias resistentes à drogas de
escolha no tratamento de várias infecções
que já estavam controladas. De outro lado,
as novas drogas estão cada vez mais raras e
mais caras, não conseguindo acompanhar o surgimento
e disseminação da resistência.
Por esse motivo se busca alternativas para o controle
da resistência bacteriana aos antibióticos,
com custo baixo e pouca toxicidade para as células
eucarióticas: para uma maior eficácia
é necessário conhecimento acerca dos
biofilmes que são formados naturalmente em
nosso organismo, somente assim teremos chance de tratar
de forma adequada às várias doenças
infecciosas. A finalidade do Laboratório de
Microbiologa Clínica é fornecer informações
sobre a presença ou ausência de microrganismos
relacionados à processo infecciosos, realizando
testes de sensibilidade, isolados das diferentes amostras
clínicas, orientando a terapêutica antimicrobiana
de acordo com os padrões analíticos.
O antimicrobiano para ter eficácia deverá
atingir uma concentração ideal no local
da infecção, ser capaz de atravessar,
ativa ou passivamente a parede celular, ter afinidade
pelo sítio de ligação no interior
da bactéria e permanecer um tempo suficiente
para exercer seu efeito inibitório. O reconhecimento
de novas resistências bacterianas frente à
diferentes patógenos está na habilidade
da determinação precisa dos mecanismos
de resistência, através de técnicas
moleculares e do antibiograma tradicional, preparo
técnico, atualização profissional
e equipamentos sofisticados. Os antimicrobianos contribuem
para redução dos índices de mortalidade
e morbidade das doenças infecciosas com uma
ação multidisciplinar e sincronizada.
Dessa forma o laboratório deve manter técnicas
padronizadas, insumos de qualidade, tabelas de leitura
de halos atualizadas e rever os resultados. O teste
de sensibilidade deve ser analisado de acordo com
a coerência entre drogas de mesma classe de
antibióticos e entre classes de antibióticos
diferentes. Um projeto para prevenir resistência
aos antibióticos está sendo formado
entre ANVISA, Organização Pan-Americana
de Saúde (OPAS) e Coordenação
Geral de Laboratórios em Saúde Pública
da Secretaria de Vigilância em Saúde
para implantar a Rede de Monitoramento e Controle
da Resistência Microbiana em Serviços
de Saúde Rede-RM. Este projeto terá
quatro etapas, que terá um Comitê Técnico
Assessor para uso racional de Antimicrobiano e Resistência
Microbiana para o estabelecimento de diretrizes e
definições de estratégias de
atuação para vigilância, prevenção
e controle da disseminação da resistência
microbiana, comunitária e hospitalar.
Maiores informações
com o autor: ci.oilver@ig.com.br
Considerações sobre Streptococcus
pyogenes
Autor: Maria Célia de Jesus
Resumo: O Streptococcus
pyogenes é uma bactéria patogênica
humana, encontrada, com freqüência, na
boca, na faringe, nas vias respiratórias, no
sangue e em algumas feridas. Transmitida geralmente
por via aérea, é responsável
por um grande número de doenças, como
a faringite estreptocócica. Essa espécie
é também conhecida como estreptococo
do grupo A ou como GAS (grupo A streptococci). É
a principal representante dos estreptococos beta-hemolíticos,
e forma cadeias relativamente longas quando cultivadas
em caldo. A espécie S.pyogenes tem mostrado,
ao longo do tempo, alto poder de adaptação
ao hospedeiro humano, atuando como importante agente
etiológico de uma série de manifestações
clínicas, entre as quais predomina a orofaringite,
assim como seqüelas não supurativas, representadas
pela febre reumática e a glomerulonefrite.
Maiores informações
com o autor: cda@riopreto.com.br
Prevalência de infecções
urinárias causadas pela Escherichia coli no
Laboratório da Universidade de Uberaba no ano
de 2005
Autor: Mariana Lima Prata Rocha
Resumo: A infecção
do trato urinário é uma das doenças
que mais afetam o ser humano. Está associada
a várias condições clínicas
e patológticas ocorrendo em todas as populações,
com maior impacto nas mulheres. A maioria é
causada por bactérias, mas também pode
estar relacionada com vírus, fungos ou outros
microorganismos. Os agentes mais frequentes das infecções
do trato urinário são os bastonetes
gram negativos, especialmente a família das
Enterobacteriaceae spp. A Escherichia coli representa
80-95% dos invasores do trato urinário. O acesso
dos microorganismos ao trato urinário se dá
por via ascendente, podendo se instalar na própria
uretra e próstata, avançando para a
bexiga e, com mais dificuldade, para o rim. A presença
de sinais e sintomas de infecções do
trato urinário leva o médico a pedir
um exame comum de urina e uma urocultura. Esse trabalho
avaliou a prevalência de infecções
urinárias causadas pela Escherichia coli nas
amostras de urina do Laboratório da Universidade
de Uberaba, no período de janeiro a dezembro
de 2005. Os dados foram obtidos através do
levantamento de resultados de 633 pacientes de ambos
os sexos e idades diversas do laboratório,
no programa LabSystem. Com esses dados, concluímos
que das 633 amostras, 529 (84%) apresentaram urocultura
negativa e 104 (16%) urocultura positiva. Dessas uroculturas
positivas, 70 (67,90%) foram causadas pela Escherichia
coli, enquanto 34 (33,70%) por outras bactérias.
Das 104 amostras positivas, 87 (83,65%) eram de pacientes
do sexo feminino mostrando uma alta prevalência
nesse sexo.. Observamos que no Laboratório
da Universidade, 67,30% das infecções
urinárias são provocadas pela Escherichia
coli, mostrando esse ser o agente etiológico
mais prevalente nas UTIs em relação
aos outros patógenos.
Maiores informações
com o autor: marilimarocha@hotmail.com
Um estudo sobre os antibióticos: conceito,
origem, características e classificação
Autor: Mariangela Gaspar Barelli
Resumo: O objetivo deste
trabalho foi desenvolver um estudo sobre os antibióticos,
mostrando a sua origem, o conceito, a classificação
e suas características, bem como a sua importância
para a medicina atual, considerando que são
drogas com capacidade de interagir com microorganismos
que causam infecções no organismo. A
descoberta dos antibióticos revolucionou a
Medina, pois são usados para a luta contra
infecções bacterianas, tendo efeitos
decisivos sobre a saúde humana e a expectativa
de vida da população. Apesar disso,
há uma preocupação, por parte
da medicina, com o uso inadequado dessas substâncias,
a partir da automedicação ou do desconhecimento
sobre o mecanismo de ação dos antibióticos,
cuja pior conseqüência é a criação
das chamadas superbactérias, microorganismos
para os quais dificilmente existe cura. Trata-se de
um tema de suma importância para a área
da saúde, uma vez que a descoberta da penicilina
e a utilização dos antibióticos
no tratamento de doenças infecciosas constituíram
uma das grandes conquistas da medicina do século
XX. Foi graças à sua descoberta que
as doenças infecciosas deixaram de ser a principal
causa de morte.
Maiores informações
com o autor: mariangelabarelli@ig.com.br
Identificação de cocos Gram-positivos
Autor: Martinho Palma Mello Junior
Resumo: Muitos cocos gram
positivos colonizam normalmente o ser humano, porém,
em algumas situações especiais essas
bactérias podem causar doenças como:
faringite, celulite, febre reumática, pneumonia,
endocardite e septicemia. Os principais representantes
dos cocos gram positivos são Staphylococcus
aureus e os estafilococos coagulase negativa, Streptococcus
pyogenes, Streptococcus pneumoniae e sreptococcus
agalactiae, sendo necessária diferentes técnicas
para identificação dessas bactérias.
Uma boa identificação desses microorganismos
inicia-se no momento da coleta do material evitando
a contaminação deste com bactérias
da microbiota normal. O próximo passo é
a escolha correta dos meios de cultura que favoreçam
o crescimento adequado destes microorganismos, sendo
utilizado ágar sangue, ágar manitol
salgado, BHI entre outros. Na identificação
utilizam-se técnicas que variam desde a coloração
de gram até métodos moleculares, porém,
neste trabalho serão abordadas principalmente
as técnicas microbiológicas. O objetivo
deste trabalho é revisar a literatura a fim
de esquematizar métodos de identificação
dos cocos gram positivos para utilização
em um laboratório de microbiologia de porte
médio.
Maiores informações
com o autor: palmamello@terra.com.br
A História da Tuberculose: A descoberta
do bacilo no século XIX e a era romântica
Autor: Mauricio Haddad Dantas
Resumo: A tuberculose é
uma doença infecto-contagiosa que embora tenha
sido identificada há milhares de anos, passou
a se tornar endêmica no século XIX em
conseqüência da Revolução
Industrial. Atualmente, mesmo com a redução
de sua incidência, a tuberculose – doença
causada pelo Micobacterium tuberculosis ou bacilo
de Koch – continua sendo um dos maiores problemas
de saúde pública em todo o mundo, inclusive
no Brasil. Em fins do século XVIII, a tuberculose
foi definida como uma “doença romântica”,
sendo idealizada em obras artísticas e literárias
ao estilo do romantismo e identificada como doença
característica de poetas e intelectuais. A
partir dos últimos anos do século XIX,
a doença foi qualificada como um “mal
social”. O bacilo de Koch, agente etiológico
da tuberculose, foi descoberto em 1882 contribuindo
para o conhecimento da doença e confirmando
a hipótese de que se tratava de uma doença
contagiosa. Com a descoberta do bacilo foram desenvolvidas
novas tentativas de controle e tratamento da enfermidade.
Ainda no século XIX, a terapêutica utiliza
para o tratamento da tuberculose era o tratamento
higienodietético. Através deste, esperava-se
que a cura do doente fosse espontânea, quando
submetidos a condições favoráveis
que eram basicamente boa alimentação,
repouso e viver em ambientes com climas favoráveis
e ventilados. Os pacientes eram isolados em ambientes
com climas favoráveis e ventilados. Os pacientes
eram isolados em preventórios e sanatórios.
Já no século XX, a década de
30 foi marcada por avanços científicos
que questionaram o “fator clima” na cura
da tuberculose, e a hereditariedade na etiologia da
doença.
Maiores informações
com o autor: mauriciohdantas@yahoo.com.br
Incidência de colonização
por Streptococcus agalactiae em gestantes da região
de Penápolis – SP
Autor: Maurílio Jorge Cruz
Resumo: Streptococcus agalactiae,
Estreptococo do Grupo B ou GBS (Group B Streptococci)
é o principal agente bacteriano envolvido em
septiciemia, pneumonia e meningite de neonatos, sendo
também o maior resposável por bacteriemia
em gestantes, ocasionando partos prematuros e ruptura
prematura das membranas ovulares. Também tem
sido isolado de pacientes portadores de patologias
debilitantes como diabetes, câncer, hepatopatias
e alterações neurológicas. O
objetivo deste estudo é, além de fornecer
um índice regional de colonização
de gestantes pelo GBS, revisar aspectos de relevância
sobre o patógeno, principalmente os relacionados
à colonização de gestantes, infecção
de neonatos, medidas profiláticas, além
de comparar dados estatísticos do Brasil e
de outros países.
Maiores informações
com o autor: labmau@ig.com.br
Tuberculose: “Estratégia DOTS
e Tuberculose x HIV”
Autor: Mauro Mitsuo Kague
Resumo: Esta monografia
tem como objetivo ser uma fonte rápida e objetiva
de consulta sobre a tuberculose, inclusive ocorrida
em nossa região (Fernandópolis-SP) com
atenção voltada para a importância
de capacitação de recursos humanos que
é a questão crucial para que os objetivos
sejam alcançados, visto que as demais condições
necessárias já estão criadas,
destacando-se a atualização do conhecimento
técnico, a disponibilidade de recursos financeiros,
o alto grau de descentralização da gestão
das ações e serviços de saúde,
e a extraordinária expansão dos Programas
de Agentes Comunitários de Saúde e Saúde
da Família, estratégias prioritárias
na reorganização da atenção
básica no País. A tuberculose, apesar
dos importantes resultados obtidos nos últimos
anos, ainda configura problema de saúde pública
no Brasil, que em particular, estima-se que 50 milhões
de brasileiros estejam infectados pelo bacilo, portanto
com possibilidade de desenvolver a doença sob
várias formas. Anualmente, o percentual de
cura da tuberculose não ultrapassa 75% dos
casos tratados, embora Brasil tenha sido o primeiro
país a implantar o tratamento de curta duração
(seis meses), em 1980, obtendo relativo sucesso inicial,
mas o insucesso decorre sobretudo do abandono do tratamento
que, logo no início confere ao paciente melhora
incrível. Devido em parte à associação
da tuberculose com a AIDS, tem-se observado uma expansão
recente da doença no País. Além
disso, é importante considerar que o número
de casos notificados não representa nada a
realizada, dada a falta de diagnóstico ou a
ausência de registros de casos. A reversão
desse quadro depende, principalmente, dos profissionais
da saúde que estão capacitados para
informar a população acerca da doença
e dos meios de preveni-la, bem como para realizar
o pronto diagnóstico dos casos suspeitos e
iniciar rapidamente o tratamento e acompanhar os pacientes
(estratégias DOTS), de modo a garantir-lhes
a cura plena.
Maiores informações
com o autor: lacfersc@itelefonica.com.br
Infecções urinárias
Autor: Patrícia Machareth
Bellam
Resumo: A infecção
urinária é uma infecção
que acomete qualquer parte do sistema urinário
e é definida como a presença de microrganismos
em alguma parte desse sistema. As infecções
urinárias são muito freqüentes,
podendo acometer pessoas de qualquer idade e sexo,
além de constituir uma grande variedade de
entidades clínicas. Este trabalho tem como
enfoque revisar as diferentes formas de apresentação
da infecção do trato urinário
como cistite, pielonefrite, bem como a relevância
clínica do bacterií]úria assintomático,
contaminação e bacteriúria de
baixa contagem. Abordam-se os aspectos fisiopatogênicos
relacionados à virulência da bactéria
e também os fatores predisponentes do hospedeiro,
a infecção do trato urinário
como a obstrução do mesmo, gravidez,
diabetes mellitus, atividade sexual, métodos
contraceptivos, menopausa e idade avançada.
Este estudo tem por objetivo enfocar os critérios
diagnósticos de infecção do trato
urinário e os principais exames laboratoriais
utilizados, bem como tratamento clínico dessas
infecções, por meio da revisão
da literatura. Concluiu-se que é importante
a compreensão destes diferentes aspectos no
manuseio e também na prevenção
destas infecções, assim como os diferentes
esquemas terapêuticos utilizados.
Maiores informações
com o autor: lenepatymb@hotmail.com
Diagnóstico microbiológico das
meningites bacterianas
Autor: Roger Willian Carvalho
Resumo: A meningite aguda
constitui uma emergência médica e é
a infecção mais comum do sistema nervoso
central (SNC). Devido à gravidade desses casos
o laboratório deve agir de modo rápido
e preciso. A meningite bacteriana (MB) é responsável
por elevada morbidade e mortalidade em crianças,
a despeito dos recentes avanços nos métodos
diagnósticos profiláticos. O diagnóstico
definitivo depende do exame do líquor. Alterações
na contagem celular, contagem diferencial, proteínas
e glicose, permitem na maioria dos casos, uma suposição
diagnóstica, mas o diagnóstico etiológico
específico requer testes mais dirigidos. Atualmente,
cerca de 5 a 40% das crianças ainda morrem
em decorrência de meningite bacteriana, na dependência,
entre outros fatores, da idade do paciente e do patógeno
envolvido. As seqüelas neurológicas ocorrem
em 5 a 30% dos sobreviventes, e devem-se principalmente
ao retardo no estabelecimento do diagnóstico
e no início do tratamento antimicrobiano eficaz.
O objetivo deste trabalho é realizar um levantamento
bibliográfico sobre os métodos microbiológicos
para o diagnóstico das meningites bacterianas
e seus principais agentes causadores, pois, devido
a gravidade da doença, esta deve ser diagnosticada
o mais rápido possível.
Maiores informações
com o autor: drrogerwillian@yahoo.com.br
Parasitismo Intracelular Obrigatório:
Uma análise Comparativa
Autor: Sara Camilo
Resumo: O parasitismo constitui
um fenômeno muito comum na natureza. Muitos
patógenos podem entrar em células eucariotas
e viverem intracelularmente em qualquer vacúolo
interno ou no citoplasma. Os mecanismos de sobrevivência
utilizados pelos parasitas envolvem uma grande diversidade
de moléculas com atividades bioquímicas
que promovem a adesão e a invasão e,
que também podem inibir ou podem evitar a função
relevante do sistema imune humano. Nesta revisão,
as estratégias diferentes usadas por vários
patógenos e os mecanismos elaborados por células
hospedeiras do sistema imune para eliminar os parasitas
são apresentados e discutidos. Este trabalho
tem por objetivo fazer uma análise comparativa
do parasitismo intracelular entre os microorganismos
Chlamydia, Shigella, Micobacterium e Neisseria.
Maiores informações
com o autor: saracamilo@ig.com.br
Atualização em coleta microbiológica
Autor: Silvana Ulisséa Kamis
Resumo: A coleta de material
microbiológico traduz a alma do setor de microbiologia,
pois todo processo de identificação
se inicia com uma boa coleta, se existirem falhas
em alguma etapa deste que é um processo muito
importante, todo o restante do trabalho ficará
inevitavelmente comprometido em sua qualidade.
Coleta e transporte de materiais clínicos
para diagnóstico laboratorial
Autor: Valéria Tesser Rocha
Resumo: Todo resultado liberado
pelo laboratório de microbiologia é
conseqüência de uma amostra coletada adequadamente,
obtida em quantidades suficiente, recipientes adequados,
identificados e transportados corretamente. Para isto,
é necessário que os procedimentos de
coleta, transporte, acondicionamento e recebimento
sejam corretamente seguidos. Se um dos processos falharem,
pode ocorrer erro no isolamento do verdadeiro agente
etiológico, induzindo uma terapêutica
inapropriada. O profissional que coleta o material
deve estar devidamente treinado e periodicamente reciclado
nesta atividade. Deve-se conhecer ou obter as instruções
sobre conservação e/ou transporte do
material caso este não possa ser realizado
imediatamente.
Maiores informações
com o autor: valtess@ig.com.br valeriatesser@hotmail.com |