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"Ninho"
de células tronco pluripotentes
Em esfregaço obtido de medula óssea
foi possível caracterizar este grupo de
células muito jovens e indiferenciadas,
com nucléolos proeminentes. Por meio do
uso de marcadores celulares (anticorpos monoclonais
específicos) foi possível realizar
a determinação celular dos antígenos
de membrana das células – os CD.
As células tronco pluripotentes são
do tipo CD 34, positivando a reação
com os anticorpos monoclonais, e desta forma reconhecidas
citologicamente. As células tronco pluripotentes
são as primeiras células que dão
origem às células tronco linfóide,
aos precursores das células NK, e aos blastos
mielóides conhecidos como unidade formadora
de blastos mielóides. Enfim, as células
tronco pluripotentes constituem o primeiro grupo
de células que se diferenciarão
nas diversas células do sangue: eritrócitos,
plaquetas, neutrófilos, eosinófilos,
basófilos, linfócitos e monócitos. |
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Macrofagocitose de
eritrócitos defeituosos
Eritrócitos defeituosos devido às
hemoglobinas variantes (ex.: Hb S, Hb Instáveis),
talassemias beta e alfa, deficiência de
enzimas (ex: deficiência de G-6PD) e com
alterações estruturais de membrana
(ex: esferocitose), são alvos do ataque
"saneador" dos macrófagos do
sistema retículo endotelial ou SRE. Um
dos principais órgãos com SRE atuante
é o baço. A foto de microscopia
eletrônica de varredura mostra dois macrófagos
(Ma) fagocitando dois eritrócitos (Er)
no SRE do baço. A fagocitose pode ser total
ou parcial. Quando é total, ocorre a morte
do eritrócito, e quando é parcial
o eritrócito retorna à circulação
sanguínea com muitas deformações.
As principais deformações caracterizam
os esquisócitos e as "células
mordidas".
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Microscopia eletrônica
de eritrócitos na talassemia beta menor
A talassemia beta menor é a forma assintomática
da talassemia beta. Se deve ao discretíssimo
desequilíbrio entre globinas alfa e beta,
pois neste caso a síntese de globina beta
está levemente diminuída em relação
à globina alfa. Como consequência
a globina alfa despareada se precipita nos eritrócitos
sob forma de corpúsculos insolúveis,
oxidando a membrana e causando deformações.
A foto mostra as deformações dos
eritrócitos visíveis por microscopia
eletrônica. As globinas alfa causam grande
deformações nos eritrócitos
que se caracterizam por projeções
e espículas. As deformações
dos eritrócitos são fagocitadas
no sistema retículo endotelial (SRE) pelos
macrófagos, modificando a morfologia eritrocitária
para micrócitos, esquisócitos e
queratócitos, principalmente.
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Eritropoiese
A eritropoiese é o processo natural de
produção de eritrócitos que
ocorre na medula ossea. Especificamente ocorre
a partir dos Proeritroblastos, que são
grandes células com nucléolos e
citoplasma discretamente disformes. A partir desta
célula originam-se por reprodução
celular o Eritroblasto basófilo, que após
24/48 horas se transforma por maturação
em Eritroblasto policromático. Esta célula
vive em média 24 horas e se diferencia
em Eritroblasto ortocromático que 12 horas
depois, perde o seu núcleo e dá
origem ao reticulócito. O reticulócito
é um eritrócito grande e imaturo,
com RNA ribossômico em variáveis
quantidades em seu citoplasma. O reticulócito
tem um período de vida médio de
3 dias, após o que se transforma em eritrócito
e é liberado da medula óssea para
o sangue circulante. A foto é um esfregaço
de sangue de medula óssea mostrando o "ninho"
ou
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"ilhota
de eritroblastos em diferentes fases evolutivas;
no centro está a célula reticular
primitiva, ou célula tronco pluripotencial
primitiva. |
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Leucocitose por eosinofilia
A eosinofilia com leucocitose ocorre em várias
doenças das quais as mais comuns estão
relacionadas com respostas alérgicas, dermatológicas
e parasitárias. Entretanto, quando a eosinofilia
é muito acentuada (>70%) as prováveis
causas se enquadram num grupo de patologias conhecidas
por síndrome hipereosinofílica.
A eosinofilia é comum na gastroenterite,
doença de Hodgkin, alguns tumores, na hiperleucocitose
com eosinofilia na criança, e na eosinofilia
familiar.
A eosinofilia geralmente cursa com esplenomegalia
e linfadenopatia em vários membros de uma
mesma família, com sintomatologia moderada.
Por outro lado há a forma hereditária,
sem nenhuma sintomatologia. |
A diferenciação citológica
entre síndrome hipereosinofílica
e leucemia eosinofílica é muito
difícil. Os sintomas característicos
nas leucemias são: insuficiência
cardíaca progressiva, distúrbios
respiratórios e do sistema nervoso central,
e febre. A maioria dos pacientes tem hepato-esplenomegalia,
e no sangue formas imaturas de eosinófilos,
além de eritroblastos.
O presente caso é de hiperleucocitose devido
a eosinofilia na criança, sem causa esclarecida.
A evolução clínica da criança
esteve controlada durante todo o processo, até
retornar aos valores de normalidade.
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