Universo Celular
 
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"Vacina doce" contra o câncer
 
A descoberta de estruturas químicas de membrana de células composta em especial de açúcares tem possibilitado pesquisas de base imunológica na produção de vacinas, uma vez que as células tumorais contêm excessiva quantidade de moléculas de açúcares.

Os açúcares compõem muitas moléculas de proteínas e lipídeos na superfície das células. Esses açúcares são ligados às células através de reações enzimáticas que ocorrem em organelas citoplasmáticas como o retículo endoplasmático e o sistema de Golgi. A seguir os açúcares são degradados em moléculas de glicoconjugados dentro dos lisossomas.

A figura acima mostra que as estruturas arredondadas de cor verde que são as lipoproteínas de membrana e delas saem proteínas específicas em cor azul e açúcares em cor vermelha. Esse conjunto de

proteínas e açúcares determina o conhecimento imunológico da célula no organismo. Uma proposta para o tratamento de câncer seria incorporar os açúcares existentes em células cancerosas extraídas de tumores às vacinas.

Essas vacinas induziriam o sistema imunológico da pessoa a produzir anticorpos capazes de reconhecer e selecionar as células que tivessem as estruturas de açúcar que estimulariam a produção de anticorpos específicos. Esses anticorpos específicos contra os açúcares das membranas de células cancerosas atacariam-nas eliminando o tumor.
   
Produção de célula tronco específica por clonagem terapêutica
   
Essa figura representa a introdução do DNA de uma pessoa com uma lesão (ex. neurológica) num óvulo “in vitro” com o objetivo de gerar um embrião.
   
No óvulo fecundado tem início a formação do embrião “in vitro”.
   
Após cinco dias de incubação “in vitro” do óvulo fecundado o número de células se multiplica formando o blastocisto. Essas células contêm células pluripotenciais para formação dos diversos tecidos do organismo e são conhecidas por células tronco.
   
As células pluripotenciais são extraídas do blastocisto e colocadas em outro meio de cultura enriquecido com proteínas específicas para induzir a produção de determinada célula tronco (no exemplo células tronco neurológicas). Por esse meio de clonagem terapêutica e com uso de meio de cultura com proteínas específicas será possível no futuro induzir células tronco com especificidade para os tecidos do coração, pâncreas, fígado, ossos, sangue, rim, etc.
 
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