{"id":1298,"date":"2013-08-15T15:25:46","date_gmt":"2013-08-15T15:25:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ciencianews.com.br\/homologacao\/?page_id=1298"},"modified":"2013-08-15T15:25:46","modified_gmt":"2013-08-15T15:25:46","slug":"resumo-das-monografias-1a-turma-do-curso-de-biologia-molecular","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ciencianews.com.br\/index.php\/publicacoes\/monografias\/monografias-biologia-molecular\/resumo-das-monografias-1a-turma-do-curso-de-biologia-molecular\/","title":{"rendered":"Resumo das Monografias \u2013 1\u00aa Turma do curso de Biologia Molecular"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><b>C\u00e9lulas Tronco <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Autor: Celso Fernando G\u00f3es<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo:<\/b> Um novo ramo da \u00e1rea biom\u00e9dica baseado na utiliza\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas tronco, chamado medicina regenerativa, vem despertando a esperan\u00e7a de profissionais e pacientes nos mais diferentes aspectos da sa\u00fade humana. Trata-se da utiliza\u00e7\u00e3o de um tipo de c\u00e9lulas que t\u00eam a capacidade de se &#8220;transformar&#8221; em qualquer outro tipo celular. Estas s\u00e3o chamadas c\u00e9lulas tronco e, como a denomina\u00e7\u00e3o indica, s\u00e3o como o tronco de uma \u00e1rvore, que pode diferenciar-se nos mais diferentes ramos. As c\u00e9lulas tronco s\u00e3o as precursoras de muitas outras c\u00e9lulas que formam o corpo do ser vivo. Na esp\u00e9cie humana, um novo indiv\u00edduo \u00e9 gerado pela fecunda\u00e7\u00e3o do gameta feminino (ov\u00f3cito) pelo gameta masculino (espermatoz\u00f3ide). Ap\u00f3s a fertiliza\u00e7\u00e3o, forma-se a primeira c\u00e9lula (chamada zigoto) que, por meio de divis\u00f5es sucessivas, dar\u00e1 origem ao embri\u00e3o. O zigoto, portanto, \u00e9 capaz de gerar todos os tipos celulares existentes em um organismo adulto. Por volta de 4 dias ap\u00f3s a fecunda\u00e7\u00e3o, o concepto pr\u00e9-embrion\u00e1rio tem cerca de 50 c\u00e9lulas que continuar\u00e3o dividindo, dispondo-se em duas camadas celulares. Antes do final da primeira semana de desenvolvimento, as c\u00e9lulas da camada interna originar\u00e3o o embri\u00e3o. S\u00e3o as c\u00e9lulas do embri\u00e3o que s\u00e3o as chamadas c\u00e9lulas tronco, e s\u00e3o elas que t\u00eam potencialidade biol\u00f3gica para diferenciar-se em c\u00e9lulas espec\u00edficas de tecidos de qualquer \u00f3rg\u00e3o ou estrutura do corpo humano. Mas al\u00e9m das c\u00e9lulas tronco embrion\u00e1rias, nosso corpo tem um estoque de c\u00e9lulas maduras, encontradas no organismo de pessoas adultas. Foi constatado que a pele, intestino, medula \u00f3ssea, f\u00edgado, p\u00e2ncreas, m\u00fasculo esquel\u00e9tico, tecido adiposo e tecido nervoso t\u00eam um estoque de c\u00e9lulas tronco com uma capacidade de regenera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s les\u00f5es. Observou-se, ainda, que tais c\u00e9lulas tronco adultas n\u00e3o s\u00e3o apenas multipotentes (capazes de gerar c\u00e9lulas espec\u00edficas de seu pr\u00f3prio tecido), mas s\u00e3o tamb\u00e9m pluripotentes (podem tamb\u00e9m gerar c\u00e9lulas espec\u00edficas de outros tipos de tecidos, como aqueles do embri\u00e3o). Experimentos t\u00eam demonstrado que, quando mantidas em laborat\u00f3rio recebendo tratamentos especiais, tais c\u00e9lulas conseguem se diferenciar podendo ser, posteriormente, transplantadas num indiv\u00edduo com a finalidade de substituir c\u00e9lulas danificadas ou regenerar tecidos de \u00f3rg\u00e3os doentes. Com este r\u00e1pido procedimento, a medicina regenerativa prev\u00ea tratar dezenas de enfermidades, sem correr o risco da incompatibilidade imunol\u00f3gica. Sob o ponto de vista curativo, n\u00e3o h\u00e1 como negar a evidente utilidade terap\u00eautica e os benef\u00edcios m\u00e9dicos deste procedimento, basta ainda que muitas investiga\u00e7\u00f5es sejam realizadas.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Testes de Quantifica\u00e7\u00e3o Viral do HIV-1 <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Autor: Cibele Cazonato Moreira<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo:<\/b> A partir da descoberta do v\u00edrus da AIDS e da possibilidade de infec\u00e7\u00e3o via transfus\u00e3o sang\u00fc\u00ednea, o desenvolvimento de um kit-diagn\u00f3stico se tornou priorit\u00e1rio. O avan\u00e7o das pesquisas tem levado ao desenvolvimento de tecnologias adequadas para avaliar laboratorialmente o curso da infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus da imunodefici\u00eancia humana \u2013 HIV, principalmente nos portadores que ainda n\u00e3o apresentam sintomas da s\u00edndrome da imunodefici\u00eancia humana adquirida \u2013 AIDS. O HIV tem como material gen\u00e9tico o RNA, e \u00e9 classificado como retrov\u00edrus em fun\u00e7\u00e3o de possuir a enzima transcriptase reversa. Esta enzima, no est\u00e1gio inicial da replica\u00e7\u00e3o viral, promove a s\u00edntese da dupla fita de DNA viral a partir de um molde de RNA. O n\u00edvel de RNA do HIV no plasma \u00e9 um marcador cl\u00ednico importante. O n\u00famero de part\u00edculas virais \u00e9 mais elevado durante a infec\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e mais baixa na fase assintom\u00e1tica. Existe uma rela\u00e7\u00e3o direta entre a quantidade de HIV detectada e a rapidez com que a infec\u00e7\u00e3o progride. N\u00edveis elevados da replica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e o aumento da carga viral est\u00e3o associados \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o acelerada do sistema imune. Os testes de carga viral medem o n\u00famero de part\u00edculas do HIV presentes no sangue perif\u00e9rico. Nesse tipo de teste, o HIV \u00e9 detectado pelo seu material gen\u00e9tico e as metodologias dispon\u00edveis baseiam-se na amplifica\u00e7\u00e3o direta ou indireta dos \u00e1cidos nucl\u00e9icos. Dessa forma na tecnologia NASBA e no Amplificador HIV Monitor Test a amplifica\u00e7\u00e3o \u00e9 direta, ou seja, ocorre um aumento da quantidade de \u00e1cido nucl\u00e9ico e detecta-se o produto final por hibridiza\u00e7\u00e3o; no Quantiplex HIV-RNA a amplifica\u00e7\u00e3o \u00e9 indireta, ocorre primeiro uma hibridiza\u00e7\u00e3o e depois uma amplifica\u00e7\u00e3o do sinal do produto hibridizado. Essas tr\u00eas metodologias de quantifica\u00e7\u00e3o do RNA viral apresentam efic\u00e1cia semelhante e s\u00e3o muito reprodut\u00edveis. Entretanto, elas est\u00e3o baseadas em princ\u00edpios diferentes e, por isso, sugere-se que os resultados sejam comparados dentro do mesmo m\u00e9todo.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Atualiza\u00e7\u00e3o no diagn\u00f3stico em leucemias atrav\u00e9s da biologia molecular <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Autor: Deborah Vittori<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo:<\/b> As leucemias s\u00e3o um grupo muito heterog\u00eaneo de doen\u00e7as que variam na sua etiologia, curso cl\u00ednico e progn\u00f3stico. Um diagn\u00f3stico e uma classifica\u00e7\u00e3o precisa em leucemia obtidos atrav\u00e9s de um guia completo dos princ\u00edpios do diagn\u00f3stico e da classifica\u00e7\u00e3o, podem determinar em \u00faltima an\u00e1lise, a escolha da terapia e o poss\u00edvel progn\u00f3stico da doen\u00e7a para o paciente. O diagn\u00f3stico e a classifica\u00e7\u00e3o das leucemias podem assim ser discutido de forma \u00fatil \u00e0 hematologistas e aos cientistas de laborat\u00f3rio em hematologia e em disciplinas relacionadas. Al\u00e9m disso, os estudos de citogen\u00e9tica e gen\u00e9tica molecular podem aumentar a compreens\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o destas disciplinas com o diagn\u00f3stico, classifica\u00e7\u00e3o das leucemias e dos dist\u00farbios relacionados. Os genes envolvidos nas aberra\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas em leucemias agudas possuem um papel importante no desenvolvimento e fun\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas linf\u00f3ides e miel\u00f3ides. Eles geralmente codificam fatores de transcri\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m s\u00e3o respons\u00e1veis pelos reguladores do ciclo celular, sinal de transdu\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas, receptores, ou mol\u00e9culas de TCR e Ig. V\u00e1rios estudos cl\u00ednicos tem mostrado que aberra\u00e7\u00f5es cromossomais em leucemia linf\u00f3ide aguda (LLA) e leucemia miel\u00f3ide aguda (LMA) podem ser usadas para classifica\u00e7\u00e3o de grupos de risco, ao passo que a transloca\u00e7\u00e3o t(12;21) em LLA, assim como as transloca\u00e7\u00f5es T(8;21), t(15;17) e tamb\u00e9m a invers\u00e3o inv(16) em LMA est\u00e3o associadas com um bom progn\u00f3stico. Al\u00e9m desta classifica\u00e7\u00e3o citogen\u00e9tica molecular no diagn\u00f3stico da leucemia aguda, aberra\u00e7\u00f5es cromoss\u00f4micas com regi\u00f5es de fus\u00e3o de genes espec\u00edficos de leucemia, podem tamb\u00e9m ser usados como moldes para rea\u00e7\u00f5es de PCR na detec\u00e7\u00e3o de DRM, durante acompanhamento m\u00e9dico ao paciente. Est\u00e1 claro que estes estudos prov\u00e1veis sobre doen\u00e7a residual m\u00ednima s\u00e3o vi\u00e1veis e que uma classifica\u00e7\u00e3o de grupos de risco em doen\u00e7a residual m\u00ednima clinicamente relevantes podem ser obtidos e ent\u00e3o utilizados para se estabelecer novos protocolos de tratamento. Al\u00e9m da rea\u00e7\u00e3o polimerase em cadeia (PCR), podemos contar com outros m\u00e9todos para o estudo gen\u00e9tico de c\u00e9lulas neopl\u00e1sicas, tais como, an\u00e1lise de cari\u00f3tipo, an\u00e1lise de hibridiza\u00e7\u00e3o in situ fluorescente, an\u00e1lise Southern Blot e mais recentemente o m\u00e9todo das estruturas de microarranjos de DNA que permitem uma an\u00e1lise r\u00e1pida e compreensiva da transcri\u00e7\u00e3o celular atrav\u00e9s da hibridiza\u00e7\u00e3o do RNA mensageiro marcado com sondas de DNA, que s\u00e3o imobilizadas em um suporte s\u00f3lido. \u00c9 prov\u00e1vel que os microarranjos de DNA venham substituir a maioria dos outros m\u00e9todos rotineiros de varredura para muta\u00e7\u00f5es. A tecnologia de chip g\u00eanico promete revolucionar a varredura para muta\u00e7\u00f5es, bem como outras \u00e1reas da gen\u00e9tica molecular humana. Todavia, a revolu\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o aconteceu. Os \u00faltimos avan\u00e7os s\u00e3o abordados por Hacia (1999).<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Triagem molecular para HCV em doadores de sangue <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Autor: Denise C. Martins Basso<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo:<\/b> A Hepatite C \u00e9 hoje a principal causa das hepatites por transmiss\u00e3o parenteral. Constitui um dos mais importantes problemas de sa\u00fade p\u00fablica da atualidade, devido a sua alta preval\u00eancia de 0,5 a 15% entre doadores de sangue e elevada propor\u00e7\u00e3o para evolu\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica da doen\u00e7a, que chega atingir 85% dos casos. A infec\u00e7\u00e3o \u00e9 geralmente assintom\u00e1tica, podendo produzir cirrose em 20% dos casos e destes desenvolver c\u00e2ncer prim\u00e1rio do f\u00edgado em um grande percentual deles. Sabe-se, hoje, que a grande maioria das hepatites virais, antes rotuladas n\u00e3o-A-n\u00e3o-B, eram na verdade, causadas pelo HCV. A disponibilidade de teste diagn\u00f3sticos data de 1989, quando foi decodificado o genoma do HCV por Choo et al. A produ\u00e7\u00e3o de ant\u00edgenos e pept\u00eddeos sint\u00e9ticos possibilitou o desenvolvimento de testes que permitem a detec\u00e7\u00e3o de anticorpos contra o HCV (Anti-HCV), como os testes ELISA (enzyme \u2013 linked immunosorbent assay), RIBA (recombinant immunoblot assay) e Western-Blot. A terceira gera\u00e7\u00e3o desses testes, que j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel, \u00e9 proporcionalmente mais sens\u00edvel e espec\u00edfica do que a primeira e segunda gera\u00e7\u00f5es. O desenvolvimento de t\u00e9cnicas para detec\u00e7\u00e3o qualitativa e quantitativa do \u00e1cido ribonucl\u00e9ico (RNA) do HCV, por meio da rea\u00e7\u00e3o em cadeia polimerase (polymerase chain reaction, PCR), aumentou a sensibilidade diagn\u00f3stica. Tamb\u00e9m tornou-se poss\u00edvel determinar o gen\u00f3tipo do HCV em laborat\u00f3rios cl\u00ednicos, o que pode ser \u00fatil em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. A disponibilidade de diferentes testes viabiliza o diagn\u00f3stico precoce, minimizando o potencial para dissemina\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o, e torna relevante a discuss\u00e3o das indica\u00e7\u00f5es de cada teste, a partir de sua sensibilidade e especificidade. Atualmente, o m\u00e9todo mais utilizado para detec\u00e7\u00e3o de anticorpo contra o HCV \u00e9 o teste imunoenzim\u00e1tico ELISA da 3\u00aa gera\u00e7\u00e3o, que cont\u00e9m fra\u00e7\u00f5es antig\u00eanicas das regi\u00f5es n\u00e3o estruturais e da regi\u00e3o estrutural do v\u00edrus. Os testes RIBA, Western-Blot e PCR s\u00e3o utilizados como ensaios suplementares. Hoje, por meio das t\u00e9cnicas PCR e NAT, \u00e9 poss\u00edvel acompanhar o estado de infec\u00e7\u00e3o pelo HCV, determinar seus gen\u00f3tipos, conduzir melhor o tratamento e diminuir as poss\u00edveis contamina\u00e7\u00f5es por transfus\u00f5es de sangue, caracterizando os indiv\u00edduos que realmente possuem o v\u00edrus e diminuir a fase da &#8220;janela imunol\u00f3gica&#8221;, que \u00e9 o per\u00edodo pr\u00e9vio \u00e0 soroconvers\u00e3o. Os estudos para o desenvolvimento de uma vacina anti-HCV ainda est\u00e3o em andamento, portanto recomenda-se a triagem cuidadosa na doa\u00e7\u00e3o de sangue e o uso de medidas de preven\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es profissionais e pr\u00e1ticas sexuais. Atualmente s\u00e3o esses os \u00fanicos meios seguros de reduzir a infec\u00e7\u00e3o pelo HCV.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Aplica\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas da biologia molecular no diagn\u00f3stico da anemia falciforme <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Autor: Eunice de Paiva R. Fernandes<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo:<\/b> A Anemia Falciforme (Hb SS) \u00e9 caracterizada como uma das doen\u00e7as gen\u00e9ticas mais freq\u00fcentes na popula\u00e7\u00e3o brasileira. A muta\u00e7\u00e3o que ocorreu no gene da Hb S \u00e9 causada por uma altera\u00e7\u00e3o na cadeia beta, decorrente da substitui\u00e7\u00e3o de uma base nitrogenada, a adenina (A), por outra, a timina (T) no sexto c\u00f3don do gene beta, que de GAG passa para GTG, provocando a substitui\u00e7\u00e3o do \u00e1cido glut\u00e2mico pela valina na cadeia polipept\u00eddica. Essa simples substitui\u00e7\u00e3o de um nucleot\u00eddeo no DNA e de um \u00fanico amino\u00e1cido na cadeia polipept\u00eddica leva a hemoglobina a assumir uma configura\u00e7\u00e3o espacial diferente, que causa a deforma\u00e7\u00e3o das hem\u00e1cias fazendo com que estas c\u00e9lulas assumam a forma de meia-lua ou de foice. Dentro de um mesmo gen\u00f3tipo Hb SS pode-se observar varia\u00e7\u00f5es individuais e regionais influenciadas por fatores gen\u00e9ticos e ambientais, sendo de fundamental import\u00e2ncia um diagn\u00f3stico laboratorial preciso dessa altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. V\u00e1rios fatores modificantes v\u00eam sendo estudados, sendo os mais importantes atualmente: os n\u00edveis de Hemoglobina Fetal (Hb F), a coexist\u00eancia de outras hemoglobinopatias heredit\u00e1rias e os diferentes hapl\u00f3tipos para a Hb S. A Biologia Molecular tem provocado not\u00e1vel evolu\u00e7\u00e3o nos m\u00e9todos de diagn\u00f3stico da Anemia Falciforme. Conhecimentos sobre a regula\u00e7\u00e3o da express\u00e3o g\u00eanica e a possibilidade da transfec\u00e7\u00e3o de genes para c\u00e9lulas progenitoras hematopoi\u00e9ticas abrem campos de investiga\u00e7\u00f5es importantes para o tratamento dessa doen\u00e7a. A rea\u00e7\u00e3o de polimeriza\u00e7\u00e3o em cadeias (PCR-Polimerase Chain Reaction) revolucionou a biologia molecular, permitindo o r\u00e1pido avan\u00e7o na codifica\u00e7\u00e3o gen\u00f4mica, visto que requer um m\u00ednimo de material g\u00eanico para sua realiza\u00e7\u00e3o. Permitiu, tamb\u00e9m, o desenvolvimento de novas t\u00e9cnicas de an\u00e1lise cl\u00ednico-laboratorial e um r\u00e1pido avan\u00e7o em diversas \u00e1reas da Biologia e da Medicina, com um ac\u00famulo de novos conhecimentos extremamente r\u00e1pidos \u2013 em menos de uma d\u00e9cada. Diante dessas considera\u00e7\u00f5es, essa pesquisa teve como objetivos: a) revisar a literatura sobre os principais conceitos relacionados \u00e0 epidemiologia, fisiopatologia, terapia e variabilidade molecular da Anemia Falciforme e b) descrever a evolu\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos moleculares de diagn\u00f3stico da Anemia Falciforme. Cada vez mais os profissionais de sa\u00fade necessitar\u00e3o acompanhar as novas informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas. A correta identifica\u00e7\u00e3o e caracteriza\u00e7\u00e3o da Anemia Falciforme, as reativa\u00e7\u00f5es dos genes gama, por agentes farmacol\u00f3gicos, para indu\u00e7\u00e3o de hemoglobina fetal, bem como, a preven\u00e7\u00e3o, por meio do aconselhamento gen\u00e9tico, s\u00e3o as maneiras mais eficientes de se lidar com essa doen\u00e7a. Apesar dos esfor\u00e7os de v\u00e1rios cientistas, no sentido de amenizar o sofrimento de pacientes e familiares acometidos pela Anemia Falciforme, o tratamento dessa doen\u00e7a gen\u00e9tica, mesmo quando dispon\u00edvel ainda \u00e9 inadequado. Infelizmente os m\u00e9todos de tratamento n\u00e3o evolu\u00edram na mesma propor\u00e7\u00e3o. Dessa forma, a perspectiva de se intervir diretamente no gene alterado, corrigindo-se o defeito prim\u00e1rio, ainda consiste na maior esperan\u00e7a de tratamento da Anemia Falciforme.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Terapia G\u00eanica <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Autor: Franciele Alves Constantino<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo:<\/b> A considera\u00e7\u00e3o dos problemas \u00e9ticos potenciais da terapia g\u00eanica deve levar em conta as diferen\u00e7as intr\u00ednsecas entre a terapia das c\u00e9lulas som\u00e1ticas e da linhagem germinativa. Na proposta atual da terapia som\u00e1tica, um gene inserido no indiv\u00edduo com a finalidade de corrigir uma doen\u00e7a gen\u00e9tica e, caso o tratamento seja um sucesso, o gene funcionar\u00e1 somente durante o per\u00edodo de vida daquele indiv\u00edduo. Por ser um procedimento que do ponto de vista \u00e9tico, n\u00e3o difere de um transplante de \u00f3rg\u00e3os, tem sido, geralmente, aceito por grupos religiosos e aprovado por v\u00e1rios governos. Na terapia g\u00eanica das c\u00e9lulas germinativas, que na pr\u00e1tica significa inserir um gene em ovos fertilizados ou em embri\u00f5es no in\u00edcio do desenvolvimento, o gene ex\u00f3geno estaria presente em todas as c\u00e9lulas do futuro indiv\u00edduo, podendo tamb\u00e9m ser transmitido para as gera\u00e7\u00f5es futuras. Certamente tal proposta envolve problemas \u00e9ticos muito mais s\u00e9rios e tem sido considerada inaceit\u00e1vel no presente momento. Primeiro, a inser\u00e7\u00e3o de genes em ovos fertilizados envolve riscos aceit\u00e1veis para a cria\u00e7\u00e3o de animais transg\u00eanicos, mas inconceb\u00edveis para a esp\u00e9cie humana. Segundo, no que se refere \u00e0 elimina\u00e7\u00e3o de defeitos gen\u00e9ticos graves o diagn\u00f3stico pr\u00e9-natal e o aborto terap\u00eautico, ser\u00e3o, por longo tempo ainda, solu\u00e7\u00f5es muito seguras com menores consequ\u00eancias \u00e9ticas e morais. Outro ponto a ser considerado \u00e9 que atualmente n\u00e3o se tem id\u00e9ia sobre qual seria a estabilidade de um gene ex\u00f3geno nas gera\u00e7\u00f5es futuras e nem sobre seus poss\u00edveis defeitos delet\u00e9rios a longo prazo. Pelas raz\u00f5es apresentadas anteriormente, a curto ou a m\u00e9dio prazo n\u00e3o h\u00e1 raz\u00f5es para se considerar a terapia das c\u00e9lulas germinativas como um procedimento aceit\u00e1vel na esp\u00e9cie humana, mas todas as restri\u00e7\u00f5es para que a terapia g\u00eanica aconte\u00e7a \u00e9 conseq\u00fc\u00eancia da juventude da tal t\u00e9cnica. Sendo preciso ainda muitas pesquisas, estudo e tentativas para que em um futuro pr\u00f3ximo as doen\u00e7as sem cura na atualidade recebam um tratamento facilitado.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Diabetes <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Autor: Gabriela Hildebrand Issa<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo:<\/b> O diabetes, doen\u00e7a que compromete o organismo de utilizar a glicose, pode no in\u00edcio n\u00e3o manifestar sintomas. Quando estes sintomas se manifestam, \u00e9 sinal de que algo em nosso organismo est\u00e1 exigindo mais do que podemos suportar. Esta doen\u00e7a em casos mais leves, pode n\u00e3o apresentar sintomas. Somente atrav\u00e9s de exames de rotina como: exame de urina e de sangue ser\u00e1 diagnosticado o a\u00e7\u00facar na urina e o aumento da taxa de glicose no sangue. Muitas pessoas, por n\u00e3o realizarem os exames, n\u00e3o aceitam quando a doen\u00e7a aparece, pois esta \u00e9 uma doen\u00e7a silenciosa e incur\u00e1vel. O diabetes ocorre com freq\u00fc\u00eancia em pessoas obesas, que possuem uma vida sedent\u00e1ria. A melhor maneira de se tratar \u00e9 fazendo atividades f\u00edsicas e mudando o modo da alimenta\u00e7\u00e3o e levar uma vida sem muita agita\u00e7\u00e3o e estresse.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Dist\u00farbios Mitocondriais <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Autor: Janeth Silva Pinheiro<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo:<\/b> A mitoc\u00f4ndria \u00e9 uma organela intracelular, respons\u00e1vel pela respira\u00e7\u00e3o celular. A energia armazenada \u00e9 utilizada pelas c\u00e9lulas para realizar suas fun\u00e7\u00f5es como: movimenta\u00e7\u00e3o, secre\u00e7\u00e3o e multiplica\u00e7\u00e3o. Possui duas membranas (interna e externa), o espa\u00e7o na membrana interna \u00e9 chamado de matriz mitocondrial, onde cont\u00e9m v\u00e1rias c\u00f3pias id\u00eanticas do DNA gen\u00f4mico mitocondrial, ribossomos mitocondriais especiais, RNAs e enzimas necess\u00e1rias para a express\u00e3o dos genes mitocondriais. Tem seu pr\u00f3prio DNA que \u00e9 uma mol\u00e9cula circular, tem 16,5kb de tamanho que codifica 22 mol\u00e9culas de RNA transportador, 2 RNA riboss\u00f4mico e 13 subunidades prot\u00e9icas que fazem parte dos complexos envolvidos na cadeia respirat\u00f3ria, n\u00e3o tem \u00edntrons, \u00e9 transmitida exclusivamente da m\u00e3e. As muta\u00e7\u00f5es do DNA s\u00e3o transmitidas pela linhagem materna. A express\u00e3o cl\u00ednica das muta\u00e7\u00f5es mitocondriais vai depender da quantidade de DNA mitocondrial mutante existente na c\u00e9lula. Os tecidos que requerem grande quantidade de energia s\u00e3o os mais afetados nos casos de muta\u00e7\u00f5es do DNAm, como: c\u00e9lulas nervosas, musculares, end\u00f3crina, \u00f3pticas e auditivas. As muta\u00e7\u00f5es no DNAm afetam os complexos prot\u00e9icos da cadeia respirat\u00f3ria, tendo um d\u00e9ficit de energia nos tecidos, onde tem uma grande quantidade de mitoc\u00f4ndrias, os principais dist\u00farbios mitocondriais s\u00e3o: S\u00edndrome de Kearns-Sayre (Kss), Neuropatia \u00d3ptica Heredit\u00e1ria de Leber (LHON), Encefalopatia Mitocondrial (MELAS), Epilepsia miocl\u00f4nica com fibras vermelhas anfractuadas (MERRF), Surdez n\u00e3o cr\u00f4nica, diabetes.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Diagn\u00f3stico molecular da Anemia Falciforme <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Autor: Juvanete Amoras T\u00e1vora Miranda<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo:<\/b> Embora a anemia falciforme tenha sido a primeira doen\u00e7a gen\u00e9tica a ser estudada e esclarecida em 1978, pouco se avan\u00e7ou no uso da an\u00e1lise de DNA como diagn\u00f3stico desta patologia em raz\u00e3o do alto custo. Apesar da anemia falciforme ser considerada um caso de sa\u00fade p\u00fablica brasileira, somente recentemente tornou-se obrigat\u00f3rio na triagem neonatal (teste do pezinho) a realiza\u00e7\u00e3o de exames para a detec\u00e7\u00e3o desta patologia. Em alguns casos a anemia falciforme pode estar associada com outras variantes de hemoglobina, nestas situa\u00e7\u00f5es a t\u00e9cnica de rea\u00e7\u00e3o em cadeia de polimerase (PCR) ou Southern blotting deve ser indicada como diagn\u00f3stico confirmat\u00f3rio. Este trabalho demonstra a evolu\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico molecular da anemia falciforme atrav\u00e9s de t\u00e9cnica de an\u00e1lise de DNA, mas em raz\u00e3o do alto custo, sua aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 pouco utilizada.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Uso de sequenciamento (genotipagem) do v\u00edrus HIV-1 para avaliar resist\u00eancia aos anti-retrov\u00edrus <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Autor: Karen Cristina Martins de Almeida<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo:<\/b> O exame da Genotipagem do v\u00edrus da Imunodefici\u00eancia humana (HIV-1), tamb\u00e9m conhecido pelo nome de teste da resist\u00eancia \u00e0s drogas, tem como objetivo detectar a presen\u00e7a de muta\u00e7\u00f5es no genoma viral. Diversos estudos, conduzidos com pacientes em tratamento experimental tem demonstrado fortes associa\u00e7\u00f5es entre a presen\u00e7a de resist\u00eancia \u00e0 droga e falha no tratamento anti-retroviral, em suprimir a replica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus. A interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados de Genotipagem requer an\u00e1lise das muta\u00e7\u00f5es levando em considera\u00e7\u00e3o as drogas utilizadas, bem como o potencial para resist\u00eancia cruzada com outras drogas. Para Genotipagem \u00e9 necess\u00e1rio uma carga viral m\u00ednima de 1.000 c\u00f3pias de v\u00edrus circulante, para que seja poss\u00edvel a amplifica\u00e7\u00e3o e o sequenciamento dos genes virais. Com o uso da enzima transcriptase reversa, um DNA complementar \u00e9 sintetizado e, posteriormente amplificado pela t\u00e9cnica de PCR. Para cada paciente seq\u00fcencia-se tanto o gene da protease como o da transcriptase reversa em um seq\u00fcenciador autom\u00e1tico. Empregando-se softwares espec\u00edficos, as seq\u00fc\u00eancias obtidas s\u00e3o compiladas em fita \u00fanica e comparadas com a descrita como prot\u00f3tipo do HIV-1, para identifica\u00e7\u00e3o das muta\u00e7\u00f5es existentes em cada um dos genes estudados. Tanto a lista de muta\u00e7\u00f5es conhecidas como suas interpreta\u00e7\u00f5es s\u00e3o constantemente atualizadas pelos bancos de dados internacionais. O resultado negativo n\u00e3o afasta a possibilidade da presen\u00e7a de uma popula\u00e7\u00e3o viral resistente. Al\u00e9m disto, o aparecimento de resist\u00eancia viral, especialmente em pacientes que j\u00e1 fizeram uso de mais de um esquema anti-retroviral, limita severamente uma op\u00e7\u00e3o terap\u00eautica futura. Portanto, \u00e9 de crucial import\u00e2ncia que a decis\u00e3o da escolha de um novo tratamento seja baseada no maior n\u00famero de informa\u00e7\u00f5es poss\u00edveis. A Genotipagem do HIV-1 \u00e9 indicada para pacientes que: a) ainda n\u00e3o deram in\u00edcio ao tratamento com drogas anti-retrovirais, para defini\u00e7\u00e3o do perfil genot\u00edpico da popula\u00e7\u00e3o viral infectante; b) apresentam aumento da carga viral ou queda dos linf\u00f3citos CD4+ mesmo em tratamento; c) receberam muitas drogas anti-retrovirais; d) recentemente diagnosticados nas \u00e1reas de alta preval\u00eancia de v\u00edrus resistentes.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>A biologia molecular no monitoramento de pacientes HIV positivos <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Autor: Roberta Barbosa Lopes<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo:<\/b> A S\u00edndrome da Imunodefici\u00eancia Adquirida (AIDS) \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica avan\u00e7ada da infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus da imunodefici\u00eancia humana (HIV-1 e HIV-2), que leva a uma imunodepress\u00e3o progressiva, especialmente da imunidade celular, resultando em infec\u00e7\u00f5es oportunistas, neoplasias e\/ou manifesta\u00e7\u00f5es (dem\u00eancia, caquexia, etc.) que s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es definidoras de AIDS. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) estima que, em todo o mundo, mais de 42 milh\u00f5es de pessoas estejam contaminadas pelo HIV, al\u00e9m do n\u00famero de pessoas infectadas estar aumentando de forma expressiva, principalmente nos pa\u00edses mais pobres ou em desenvolvimento. O Brasil \u00e9 um dos pa\u00edses com maior n\u00famero de casos notificados de AIDS no mundo, contando mais de 230mil casos registrados at\u00e9 2002. M\u00e9todos de biologia molecular t\u00eam sido amplamente utilizados para a detec\u00e7\u00e3o e quantifica\u00e7\u00e3o do cDNA HIV-1 e RNA HIV-1. T\u00e9cnicas mais recentes, como hibridiza\u00e7\u00e3o, amplifica\u00e7\u00e3o e o sequenciamento de nucleot\u00eddeos, ou ainda a transfer\u00eancia de mol\u00e9culas de \u00e1cidos nucl\u00e9icos (recombinantes ou n\u00e3o) para c\u00e9lulas eucari\u00f3ticas, t\u00eam propiciado ferramentas para um melhor conhecimento de diversos processos biol\u00f3gicos. A Carga Viral \u00e9 o principal par\u00e2metro para avaliar a progress\u00e3o da AIDS e monitorar a resposta \u00e0 terapia antiretroviral, seguido pela contagem de linf\u00f3citos CD4+. Altos n\u00edveis de HIV RNA plasm\u00e1tico refletem em um pior progn\u00f3stico e uma r\u00e1pida progress\u00e3o para a AIDS ap\u00f3s soroconvers\u00e3o. Diversas metodologias s\u00e3o utilizadas para a quantifica\u00e7\u00e3o do HIV-1 RNA no plasma, como a RT-PCR (Transcri\u00e7\u00e3o Reversa), Amplifica\u00e7\u00e3o do \u00c1cido Nucl\u00e9ico Baseado na Seq\u00fc\u00eancia (NASBA), ambos baseados nas t\u00e9cnicas de amplifica\u00e7\u00e3o de \u00e1cido nucl\u00e9ico, e o DNA Ramificado ou Branched-DNA (bDNA), que \u00e9 baseado na amplifica\u00e7\u00e3o do sinal.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Varia\u00e7\u00e3o molecular do sistema Rh em pacientes portadores de anemia falciforme <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Autor: Silvana de F\u00e1tima Furquim<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo:<\/b> O sistema Rh \u00e9 o maior, mais complexo e mais imunog\u00eanico sistema de grupos sangu\u00edneos. Representa um dos sistemas de maior interesse cl\u00ednico, por seu envolvimento na Doen\u00e7a Hemol\u00edtica Peri-Natal; nas Rea\u00e7\u00f5es Transfusionais Hemol\u00edticas e nas Anemias Hemol\u00edticas Auto-Imunes. Os ant\u00edgenos do sistema Rh s\u00e3o codificados por dois genes altamente hom\u00f3logos, RHD e RHCE. As bases moleculares da maioria dos fen\u00f3tipos Rh foram determinadas nos \u00faltimos 10 anos e rearranjos g\u00eanicos, dele\u00e7\u00f5es e muta\u00e7\u00f5es de ponto podem ser respons\u00e1veis por algumas variantes dos ant\u00edgenos RhD e RhCE. A elucida\u00e7\u00e3o da base molecular das variantes Rh possibilitou o desenvolvimento de t\u00e9cnicas para a determina\u00e7\u00e3o de variantes que parecem ser predominantes em algumas popula\u00e7\u00f5es. Desta forma, \u00e9 poss\u00edvel estabelecer a correla\u00e7\u00e3o adequada entre os gen\u00f3tipos e os fen\u00f3tipos e o esclarecimento da perda de express\u00e3o de alguns ant\u00edgenos Rh comuns. A determina\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia das variantes Rh em popula\u00e7\u00f5es distintas pode auxiliar na determina\u00e7\u00e3o de fen\u00f3tipos raros que n\u00e3o s\u00e3o caracterizados sorologicamente. Estudos envolvendo variantes Rh em pacientes falciformes politransfundidos, poder\u00e3o em futuro pr\u00f3ximo auxiliar no melhor entendimento da correla\u00e7\u00e3o entre o fen\u00f3tipo e o gen\u00f3tipo e aumentar a seguran\u00e7a transfusional destes pacientes que muitas vezes desenvolvem anticorpos ap\u00f3s transfusional destes pacientes que muitas vezes desenvolvem anticorpos ap\u00f3s transfus\u00e3o de sangue. Tendo em vista a relev\u00e2ncia que a caracteriza\u00e7\u00e3o molecular das variantes do sistema Rh pode vir a ter na seguran\u00e7a transfusional de pacientes falciformes, foram nossos objetivos: padronizar t\u00e9cnicas moleculares para realiza\u00e7\u00e3o da genotipagem RHD e RHCE, determinar a frequ\u00eancia do pseudogene RHD e do gene h\u00edbrido RHD-CE-DS em pacientes com os fen\u00f3tipos Ror e rr; verificar a frequ\u00eancia dos ant\u00edgenos D parciais categorias DIIIa, e DVa e DAR em pacientes RhD-positivo e determinar a ocorr\u00eancia das variantes do ant\u00edgeno Rhe em pacientes com o alelo Rhce. A frequ\u00eancia do pseudogene RHD (RHDy ) e do gene h\u00edbrido RHD-CE-DS em pacientes falciformes, foi estudada em amostras de DNA de 91 pacientes fenotipados como R0 r e rr atrav\u00e9s de duas t\u00e9cnicas de PCR multiplex. Nossos resultados demonstraram que dezoito (19,8%) pacientes apresentaram o pseudogene RHD (REIDy ) e dois (2%), o gene h\u00edbrido RHD-CE-DS. Estes resultados em conjunto com publica\u00e7\u00f5es anteriores que mostram que o pseudogene RHD apresenta alta frequ\u00eancia em popula\u00e7\u00f5es de origem africana sugerem que a determina\u00e7\u00e3o do gen\u00f3tipo RHD deve incluir ampla an\u00e1lise do gene RHD. A frequ\u00eancia dos ant\u00edgenos D parciais categorias DIIIa, DVa e DAR em pacientes falciformes RhD-positivo foram estudadas em amostras de DNA de 130 pacientes pelas t\u00e9cnicas de PCR-RFLP e de sequenciamento. 25 (19,2%) dos pacientes estudados apresentaram as variantes DIIIa, DVa e DAR. Em quatro (3,1%)destes pacientes foi identificada a variante DVa e em 21 (16,1%) as variantes DIIIa e DAR. A alta frequ\u00eancia destas variantes em pacientes falciformes, principalmente de DIIIa e DAR sugere um aumento no risco de aloimuniza\u00e7\u00e3o ao ant\u00edgeno RhD, uma vez que estes indiv\u00edduos s\u00e3o classificados na rotina como RhD-positivos. A ocorr\u00eancia das variantes do ant\u00edgeno Rhe em pacientes falciformes com o alelo RHce associadas \u00e0s muta\u00e7\u00f5es 48C (Cys16) e 733G (VS) foi investigada em 58 amostras de DNA de pacientes portadores de anemia falciforme previamente fenotipados para os ant\u00edgenos RhD, C\/c, E\/e e VS pelas t\u00e9cnicas de PCR alelo espec\u00edfico e PCR-RFLP. Dos 58 pacientes estudados, 56 apresentaram a muta\u00e7\u00e3o 48C (Cys16) e 50 a muta\u00e7\u00e3o 733G (ant\u00edgeno VS). A ocorr\u00eancia simult\u00e2nea destas muta\u00e7\u00f5es foi observada em 50 pacientes. Estas muta\u00e7\u00f5es encontravam-se em heterozigose, sugerindo que estes pacientes apresentavam a muta\u00e7\u00e3o 48C em um alelo e a muta\u00e7\u00e3o 733G em outro alelo. A ocorr\u00eancia simult\u00e2nea destas muta\u00e7\u00f5es levou a uma fraca express\u00e3o do ant\u00edgeno Rhe nas hem\u00e1cias destes pacientes demonstrada pelo resultado negativo da fenotipagem Rhe com a utiliza\u00e7\u00e3o de tr\u00eas anti-soros monoclonais anti-e. Diante destes resultados recomenda-se que a rotina de fenotipagem Rh de pacientes falciformes seja realizada com a utiliza\u00e7\u00e3o de pelo menos dois anti-soros monoclonais ou com um anti-soro policlonal e outro monoclonal, melhorando desta forma o atendimento \u00e0 necessidade de transfus\u00e3o pelo aumento da disponibilidade de sangue. Em conclus\u00e3o, a caracteriza\u00e7\u00e3o molecular das variantes Rh deve ser recomendada em pacientes falciformes dependentes de transfus\u00e3o, pois permite a sele\u00e7\u00e3o correta do sangue a ser transfundido. Auxilia ainda, na preven\u00e7\u00e3o da aloimuniza\u00e7\u00e3o, podendo diminuir os efeitos de potenciais rea\u00e7\u00f5es hemol\u00edticas.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\" align=\"center\">\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Teste de amplifica\u00e7\u00e3o e detec\u00e7\u00e3o de \u00e1cido nucl\u00e9ico para o v\u00edrus da Imunodefici\u00eancia Humana (HIV) em doadores de sangue <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Autor: V\u00e2nia Maria de Oliveira Nascimento<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Resumo:<\/b> No Brasil para garantir a confiabilidade da transfus\u00e3o s\u00e3o utilizados ensaios sorol\u00f3gicos para a triagem de doadores de sangue de alta sensibilidade e alta especificidade. Para triagem do HIV s\u00e3o utilizados dois testes. Um dos testes deve ser imunoenzim\u00e1tico. O segundo teste poder\u00e1 ser outra t\u00e9cnica com princ\u00edpio metodol\u00f3gico ou antig\u00eanico distinto do primeiro teste. H\u00e1 ainda riscos transfusionais como na janela imunol\u00f3gica (22 dias), os variantes virais (s\u00e3o conhecidos nove subtipos do HIV-1 \u2013 de A a I \u2013 e o grupo O), nas soroconvers\u00f5es at\u00edpicas (imunosilenciosos) e nos erros laboratoriais. A fase de janela imunol\u00f3gica ou o per\u00edodo pr\u00e9vio a soroconvers\u00e3o \u00e9 o principal risco transfusional. A janela imunol\u00f3gica \u00e9 respons\u00e1vel por aproximadamente 90% do risco de transmiss\u00e3o do HIV por transfus\u00e3o de sangue. A disponibilidade no mercado mundial de novas tecnologias para os testes de amplifica\u00e7\u00e3o e de detec\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos nucl\u00e9icos (NAT) para o v\u00edrus da Imunodefici\u00eancia Humana (HIV) e a introdu\u00e7\u00e3o do mesmo na triagem laboratorial dos doadores de sangue diminui o per\u00edodo de janela imunol\u00f3gica para 11 dias. Nos \u00faltimos anos, diversos pa\u00edses da Europa, al\u00e9m dos estados Unidos, Austr\u00e1lia e Jap\u00e3o, introduziram a triagem pelo NAT nos bancos de sangue. A finalidade deste ensaio \u00e9 possibilitar a realiza\u00e7\u00e3o da triagem de bolsas de sangue a partir de amostras de doadores e determinar a presen\u00e7a do HIV-1 em situa\u00e7\u00f5es onde tal agente n\u00e3o \u00e9 detectado pelos testes de triagem sorol\u00f3gica, diminuindo o risco residual de transmiss\u00e3o deste v\u00edrus pela transfus\u00e3o sang\u00fc\u00ednea. Dois sistemas s\u00e3o utilizados para a triagem de doadores de sangue: o Roche Molecular System \u2013 Cobas AmpliScreen PCR e o Gen-Probe Incorporated \u2013 TMA do HIV-1\/HCV Amplified Assay-CHIRON. As t\u00e9cnicas utilizadas para amplifica\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos nucl\u00e9icos para testar amostras individuais s\u00e3o de um pre\u00e7o alto e, portanto torna-se necess\u00e1rio \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de amplifica\u00e7\u00f5es em pool compostos de pequenas al\u00edquotas de amostras individuais. Para a implanta\u00e7\u00e3o do Teste de Amplifica\u00e7\u00e3o e de Detec\u00e7\u00e3o de \u00c1cido Nucl\u00e9ico para o v\u00edrus da Imunodefici\u00eancia Humana (HIV) em doadores de sangue, nos servi\u00e7os de Hemoterapia do Brasil h\u00e1 a necessidade de \u00e1reas espec\u00edficas para a realiza\u00e7\u00e3o do teste, um sistema informatizado com capacidade de interfaciamento: de identifica\u00e7\u00e3o de amostras, entre os equipamentos que realizam os testes e a transcri\u00e7\u00e3o de resultados dos exames. A introdu\u00e7\u00e3o do Teste de \u00c1cido Nucl\u00e9ico (NAT) prevista para 2004 nos Servi\u00e7os de Hemoterapia reduzir\u00e1 para 11 dias a janela imunol\u00f3gica do HIV, haver\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o de 50% nos riscos de transmiss\u00e3o por transfus\u00e3o de sangue. Todas as dificuldades e investimentos ser\u00e3o compensados pela garantia de um produto com qualidade e uma seguran\u00e7a ao paciente que necessita de receber hemocomponentes e hemoderivados sang\u00fc\u00edneos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>C\u00e9lulas Tronco Autor: Celso Fernando G\u00f3es Resumo: Um novo ramo da \u00e1rea biom\u00e9dica baseado na utiliza\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas tronco, chamado medicina regenerativa, vem despertando a esperan\u00e7a de profissionais e pacientes nos mais diferentes aspectos da sa\u00fade humana. 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