{"id":1454,"date":"2013-08-15T19:57:28","date_gmt":"2013-08-15T19:57:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ciencianews.com.br\/homologacao\/?page_id=1454"},"modified":"2013-08-15T19:57:28","modified_gmt":"2013-08-15T19:57:28","slug":"resumo-das-monografias-1a-turma-do-curso-de-microbiologia-clinica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ciencianews.com.br\/index.php\/publicacoes\/monografias\/monografias-microbiologia-clinica\/resumo-das-monografias-1a-turma-do-curso-de-microbiologia-clinica\/","title":{"rendered":"Resumo das Monografias &#8211; 1\u00aa Turma do curso de Microbiologia Cl\u00ednica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Herpes V\u00edrus Humano \u2013 Doen\u00e7a e Diagn\u00f3stico <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: Adriana dos Santos Oliveira <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> Este trabalho foi realizado com intuito de esclarecer d\u00favidas sobre uma doen\u00e7a que ach\u00e1vamos que at\u00e9 ent\u00e3o era simples assim. O herpes v\u00edrus humano com suas sub-classifica\u00e7\u00f5es \u00e9 uma doen\u00e7a complexa que envolve v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os e sistemas, e desenvolve patologias associadas, o seu diagn\u00f3stico se d\u00e1 atrav\u00e9s de exames cl\u00ednicos e laboratoriais. Devido aos seus subtipos o herpes v\u00edrus humano \u00e9 muito detalhista no desenvolver de seu curso no hospedeiro, por\u00e9m seu diagn\u00f3stico hoje n\u00e3o \u00e9 complicado, se t\u00eam v\u00e1rias metodologias. O seu tratamento \u00e9 individualizado caso a caso, depende do quadro cl\u00ednico dos \u00f3rg\u00e3os acometidos, pode haver uma combina\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios m\u00e9todos para que o paciente possa se restabelecer e viver bem.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00edfilis <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autor: Astrogildo Estanislau da Silva <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> Atingindo propor\u00e7\u00f5es epid\u00eamicas em algumas regi\u00f5es a infec\u00e7\u00e3o pelo Treponema pallidum representa um aut\u00eantico desafio em termos de sa\u00fade p\u00fablica, pois afeta milhares de indiv\u00edduos no Brasil e milh\u00f5es em todo o mundo; principalmente em pa\u00edses de baixas condi\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-econ\u00f4micas. Para agravar a realidade, esta doen\u00e7a sexualmente transmiss\u00edvel pode acometer homens e mulheres, adultos e crian\u00e7as, constituindo, portanto, uma afec\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter multidisciplinar. Novas t\u00e9cnicas de diagn\u00f3sticos e novas modalidades terap\u00eauticas s\u00e3o objeto de incessante estudos que envolvem equipes de profissionais das \u00e1reas da microbiologia, imunologia, biologia-molecular, epidemiologia, urologia, as quais desempenham um papel fundamental no atendimento ao doente portador desta afec\u00e7\u00e3o. O conte\u00fado deste trabalho, tem como objetivo, ajudar todas as pessoas em especial a todos os profissionais envolvidos na \u00e1rdua tarefa de diagnosticar e orientar pacientes sobre a s\u00edfilis.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>S\u00edfilis <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: Cl\u00e1udia Cristina Leit\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> A s\u00edfilis \u00e9 uma doen\u00e7a infecciosa humana produzida por um espiroqueta, o Treponema pallidum. Embora possa haver transmiss\u00e3o n\u00e3o ven\u00e9rea da doen\u00e7a, na maioria dos casos a dissemina\u00e7\u00e3o se faz pelo contato sexual de qualquer tipo. A s\u00edfilis pode ser uma doen\u00e7a incapacitante e fatal por les\u00f5es irrevers\u00edveis do sistema cardiovascular, nervoso e m\u00fasculo esquel\u00e9tico. De cada 13 pacientes n\u00e3o tratados um apresenta doen\u00e7a cardiovascular, um em cada 25 torna-se paral\u00edtico e incapacitado, e um em cada 44 desenvolver\u00e1 les\u00e3o irrevers\u00edvel do sistema nervoso central. Um pacientes em cada 200 com s\u00edfilis torna-se cego. Ap\u00f3s o cont\u00e1gio sexual, o protosifiloma causa les\u00e3o prim\u00e1ria no local de inocula\u00e7\u00e3o, surge cerca de 10 dias a 3 meses depois, em geral entre 3 a 4 semanas, como ulcera\u00e7\u00e3o indolor, de bordas endurecidas e rea\u00e7\u00e3o ganglionar sat\u00e9lite. A les\u00e3o tende a desaparecer espontaneamente ap\u00f3s 4 a 6 semanas, seguindo-se a fase de secundarismo. Manifesta-se de um a seis meses ap\u00f3s o desaparecimento do protosifiloma como processo infeccioso com roseolas, les\u00f5es mucosas e linfadenopatia generalizada por vezes rea\u00e7\u00f5es meningea, que tamb\u00e9m cedem espontaneamente ap\u00f3s per\u00edodo de duas a seis semanas. Ao secundarismo segue-se a fase de s\u00edfilis recente latente, nos primeiro anos ap\u00f3s infec\u00e7\u00e3o, quando pode haver recorr\u00eancias de les\u00f5es cut\u00e2neas e nervosas, oculares e ocasionalmente, a neuros\u00edfilis recente. Esta se apresenta como meningite aguda, n\u00e3o raro com altera\u00e7\u00f5es em nervos cranianos ou acidentes vasculares cerebrais. Raramente encontrada em casos insuficientemente tratados, atualmente tratados, \u00e9 observada em infartos pelo HIV, mesmo quando tratados da infec\u00e7\u00e3o sifil\u00edtica recente segundo esquemas terap\u00eauticos considerados eficientes. Segue-se a fase latente tardia que, cinco a 20 anos ou mais ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o, pode dar lugar \u00e0 s\u00edfilis terci\u00e1ria sintom\u00e1tica, com les\u00f5es destrutivas, cardiovasculares os do sistema nervoso central, com dem\u00eancia, psicose, tabes dorsalis, ou com aparecimento de gomas na pele, ossos ou v\u00edsceras.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Papilomav\u00edrus Humano<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: \u00c9rika Salom\u00e3o <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> HPV \u00e9 a abreviatura de \u201cHuman Papilomav\u00edrus\u201d o que significa Papilomv\u00edrus humano, causadores do condiloma acuminado. A infec\u00e7\u00e3o pelo HPV \u00e9 a doen\u00e7a sexualmente transmiss\u00edvel (DST) mais freq\u00fcentemente na popula\u00e7\u00e3o sexualmente ativa. Quando n\u00e3o tratadas, as infec\u00e7\u00f5es anogenitais pelo HPVs possibilitam a transmiss\u00e3o do v\u00edrus aos parceiros sexuais de seus portadores, aos rec\u00e9m-nascidos de m\u00e3es infectadas e risco de desenvolvimento de carcinomas. O papilomav\u00edrus humano \u00e9 um v\u00edrus universal, que n\u00e3o tem prefer\u00eancia, quer seja quanto ao sexo, idade, ra\u00e7a e localiza\u00e7\u00e3o. Pode ser encontrado em qualquer regi\u00e3o do corpo, bastando haver uma porta de entrada atrav\u00e9s de micro-abras\u00f5es (micro-traumas) da pele ou mucosa. J\u00e1 se detectou o v\u00edrus n\u00e3o s\u00f3 na regi\u00e3o genital, mas tamb\u00e9m extragenital como olho, faringe, vias respirat\u00f3rias, \u00e2nus, reto e uretra. E, ainda, sua presen\u00e7a foi encontrada no l\u00edquido amni\u00f3tico. Os papilomav\u00edrus possuem predile\u00e7\u00e3o por tecidos de revestimento (pele e mucosa) e provocam na regi\u00e3o infectada altera\u00e7\u00f5es localizadas que resultam no aparecimento de les\u00f5es decorrentes do crescimento celular irregulares. Estas les\u00f5es s\u00e3o denominadas verrugas ou vulgarmente conhecidas como \u201ccrista de galo\u201d. Mais recentemente, com o desenvolvimento da t\u00e9cnica da rea\u00e7\u00e3o de polimerase em cadeia (PCR), descobriu-se que infec\u00e7\u00f5es pelo HPV podem ser muito mais comuns, atingindo desde portadoras assintom\u00e1ticas at\u00e9 pacientes com c\u00e2ncer cervical invasivo. A preval\u00eancia de DNA-HPV em geral, considerando diferentes popula\u00e7\u00f5es femininas do mundo, tem variado entre 30 e 50%, segundo a t\u00e9cnica de PCR.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>V\u00edrus Sincicial Respirat\u00f3rio <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: Fl\u00e1via Escremim de Paula <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> O RSV foi primeiramente isolado em 1956 de um chimpanz\u00e9 que apresentava uma doen\u00e7a sintom\u00e1tica que se parecia com um resfriado comum. Logo ap\u00f3s esta descoberta, estudos sorol\u00f3gicos realizados com crian\u00e7as que se recuperavam de doen\u00e7as respirat\u00f3ria, indicou que a infec\u00e7\u00e3o em rec\u00e9m-nascidos e crian\u00e7as era comum. V\u00edrus Sincicial Respirat\u00f3rio (RSV) tem distribui\u00e7\u00e3o mundial e \u00e9 reconhecido como o mais freq\u00fcente agente viral de infec\u00e7\u00e3o respirat\u00f3ria baixa em crian\u00e7as. Al\u00e9m de ser uma importante causa de morbidade, RSV causa grande mortalidade entre crian\u00e7as no mundo inteiro, com n\u00famero estimado de 1 milh\u00e3o de \u00f3bitos por ano, que se concentram com predom\u00ednio nos pa\u00edses em desenvolvimento. A doen\u00e7a do trato respirat\u00f3rio causada por RSV \u00e9 mais freq\u00fcente em crian\u00e7as com 6 semanas a 9 meses de vida. Por\u00e9m, o RSV tamb\u00e9m afeta adultos, particularmente idosos e pacientes imunodeprimidos. Em regi\u00f5es de clima temperado, o aparecimento do RSV na comunidade ocorre geralmente durante o per\u00edodo de outono-inverno, podendo sua presen\u00e7a ser suspeitada pela preval\u00eancia de casos de bronquiolite. O presente trabalho faz uma breve revis\u00e3o dos aspectos clinico epidemiol\u00f3gicos de infec\u00e7\u00f5es causadas pelo V\u00edrus Sincicial Respirat\u00f3rio em pacientes menores de 1 ano.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tuberculose: Import\u00e2ncia do laborat\u00f3rio no controle da doen\u00e7a <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: Ilda Sumie Tanaka Imasato <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> A tuberculose \u00e9 uma doen\u00e7a infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, tamb\u00e9m conhecido como bacilo de Koch. A forma mais comum de tuberculose \u00e9 a pulmonar, que \u00e9 transmitida atrav\u00e9s das got\u00edculas emitidas atrav\u00e9s da tosse, fala ou espirro de um paciente bacil\u00edfero. Calcula-se que ocorram de 8 a 10 milh\u00f5es de casos novos em todo o mundo e 2 a 3 milh\u00f5es de mortes causadas pela tuberculose. O aparecimento do HIV agravou a situa\u00e7\u00e3o da tuberculose, sendo uma das causas mais comuns de morte entre os pacientes com AIDS. Outro agravante foi o aparecimento de cepas de M. tuberculosis multidroga-resistentes. No relat\u00f3rio de 2004 da OMS sobre o controle global da tuberculose, dados do ano de 2002, o Brasil aparece em 15\u00ba, com incid\u00eancia de 62 por 100.000 habitantes e mortalidade de 8 por 100.000 habitantes. No Laborat\u00f3rio II \u2013 S\u00e3o Carlos foram realizadas no ano de 2003, utilizando-se a t\u00e9cnica de Ziehl-Neelsen, 715 baciloscopias de escarro de 354 pacientes suspeitos de estarem com tuberculose. Dos 354 pacientes, 18 tiveram resultado positivo, levando a um \u00edndice de positividade de 5,1%, valor pr\u00f3ximo aos obtidos na regi\u00e3o da DIR-VII \u2013 Araraquara com 6,5% e no estado de S\u00e3o Paulo com 8,6%. Do total de pacientes positivos, 77,8% pertenciam ao sexo masculino e 22,2% ao sexo feminino, demonstrando uma maior incid\u00eancia de tuberculose em homens. A faixa et\u00e1ria dos pacientes examinados variou de 5 a 90 anos. Verificou-se uma maior incid\u00eancia dos casos positivos (83%) na popula\u00e7\u00e3o compreendida entre 20 a 50 anos, ou seja, em fase produtiva. H\u00e1 necessidade de uma busca mais ativa dos casos de tuberculose, principalmente dos casos bacil\u00edferos para evitar a transmiss\u00e3o do bacilo, infectando mais pessoas. A tuberculose \u00e9 uma doen\u00e7a de notifica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria aos \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade, mas, muitos casos n\u00e3o s\u00e3o notificados e o paciente deixa de ser encaminhado para o tratamento, que \u00e9 gratuito pois todos os medicamentos s\u00e3o fornecidos pelo governo. Cabe ao profissional que trabalha em laborat\u00f3rio, p\u00fablico ou privado, a responsabilidade de comunicar ao \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico de sua cidade que cuida do programa de tuberculose, toda baciloscopia que apresentar resultado positivo. Desta forma estar\u00e1 contribuindo de maneira ativa no controle da doen\u00e7a.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mycobacterium Tuberculose <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: Irosmina Martinez Trujillo <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> A tuberculose \u00e9 um problema de sa\u00fade p\u00fablica, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, ocorrem no mundo 8 a 10 milh\u00f5es de casos novos e 3 milh\u00f5es de mortes a cada ano. O Mycobacterium tuberculose mata mais pessoas que qualquer outro agente infeccioso isolado, sendo respons\u00e1vel por at\u00e9 25% das mortes em pa\u00edses em desenvolvimento, que pagam um grande tributo \u00e0 tuberculose; 95% dos casos e 98% das mortes ocorrem neste pa\u00eds e 75% dos casos da doen\u00e7a atingem a popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa (15 \u2013 50 anos). A infec\u00e7\u00e3o inicial ocorre no trato respirat\u00f3rio a partir do contato com o mycobacterium tuberculose, descrito por Robert Koch em 1882. Este bacilo \u00e9 transmitido atrav\u00e9s de nucl\u00e9olos de perdigotos produzidos durante a tosse ou espirro ou a fala. As pequenas got\u00edculas espelhadas no ar atmosf\u00e9rico s\u00e3o suficientes para alcan\u00e7ar os alv\u00e9olos pulmonares onde os germens iniciam a sua multiplica\u00e7\u00e3o no interior dos macr\u00f3fagos alveolares. As Micobact\u00e9rias s\u00e3o pat\u00f3genos predominantemente intracelulares que, ap\u00f3s a entrada no hospedeiro suscet\u00edvel s\u00e3o fagocitadas pelos macr\u00f3fagos alveolares e iniciam uma fase de crescimento at\u00e9 que a resposta imune celular espec\u00edfica se desenvolva.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Incid\u00eancia de Staphylococcus aureus resistente a meticilina, isolados em culturas de amostras cl\u00ednicas diversas de pacientes internos do Hospital das Cl\u00ednicas da Universidade Federal de Goi\u00e1s no de 2003 <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autor: Lindon Johnson de Abreu Batista <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> Este trabalho apresenta a incid\u00eancia de Staphylococcus aureus meticilina resistente (MARSA) isoladas em culturas de amostras cl\u00ednicas diversas de pacientes internos do Hospital das Cl\u00ednicas da Universidade Federal de Goi\u00e1s no ano de 2003. Uma vis\u00e3o global da situa\u00e7\u00e3o da microbiota hospitalar e perfil de sensibilidade \u00e9 vital na antibioticoterapia e no controle de infec\u00e7\u00e3o hospitalar. Muitos pacientes percorrem um caminho longo dentro do ambiente hospitalar, muitas vezes carreando cepas resistentes intra e extra hospitalar. A revis\u00e3o retrospectiva dos dados contidos nos relat\u00f3rios microbiol\u00f3gicos do Laborat\u00f3rio de Microbiologia do HC\/UFG ano 2003, nos fez concluir que 48% das cepas de S.aureus isoladas apresentaram resist\u00eancia a meticilina (MARSA) e que das 1537 culturas positivas, 145 culturas apresentaram no resultado o MARSA, correspondendo a 9,43% fato que preocupa, porque os MARSA tamb\u00e9m s\u00e3o resistentes as cefalosporinas de primeira gera\u00e7\u00e3o, restando como alternativa terap\u00eautica o uso dos antibi\u00f3ticos glicopept\u00eddicos, vancomicina ou teicoplamina.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Import\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica da Meningite Bacteriana<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: L\u00facia Helena Volpi de Oliveira <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> A meningite \u00e9 uma inflama\u00e7\u00e3o das meninges, causada por m\u00faltiplos microrganismos, sendo caracterizada pela ocorr\u00eancia de febre, cefal\u00e9ia intensa, n\u00e1usea, v\u00f4mitos, sinais de irrita\u00e7\u00e3o men\u00edngea e altera\u00e7\u00e3o do l\u00edquor. \u00c9 uma doen\u00e7a grave, cujo progn\u00f3stico depende de um diagn\u00f3stico precoce e do in\u00edcio imediato do tratamento. Como agente etiol\u00f3gico das meningites podemos encontrar bact\u00e9rias, v\u00edrus, fungos e protozo\u00e1rios, sendo mais freq\u00fcentes as meningites bacterianas causadas por Neisseria meningitidis, Haemophilus influenzae b e Streptococcus pneumoniae que s\u00e3o respons\u00e1veis por cerca de 60 a 80% dos casos de meningite bacteriana. As meningites bacterianas constituem um s\u00e9rio problema de Sa\u00fade P\u00fablica em todo mundo por incid\u00eancia, sua letalidade, pela freq\u00fc\u00eancia das seq\u00fcelas. A meningite causada pelo H.influenza, N.meningitidis e S. pneumoniae est\u00e3o entre as doen\u00e7as de notifica\u00e7\u00e3o, e merecem uma aten\u00e7\u00e3o maior por parte dos profissionais da sa\u00fade, tanto no que se refere a suspeita precoce, tratamento adequado, bem como da necessidade de se isolar o agente em cultura. O fluxo de informa\u00e7\u00f5es com o laborat\u00f3rio de Sa\u00fade P\u00fablica e notifica\u00e7\u00e3o r\u00e1pida as autoridades epidemiol\u00f3gicas s\u00e3o importantes para se tomar medidas mais adequadas para manter a doen\u00e7a sob controle e diminuir a letalidade e n\u00famero de seq\u00fcelas. Quando ocorrer um caso de meningite, \u00e9 preciso notificar, colher todos os exames necess\u00e1rios para identificar o agente etiol\u00f3gico, pois essa informa\u00e7\u00e3o no conjunto dos casos \u00e9 essencial para definir a situa\u00e7\u00e3o epid\u00eamica.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estudo epidemiol\u00f3gico e microbiol\u00f3gico de Infec\u00e7\u00f5es Urin\u00e1rias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: Lucimara Conrado Arnoni <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> As principais fun\u00e7\u00f5es dos rins s\u00e3o remover os produtos finais do metabolismo e controlar as concentra\u00e7\u00f5es da maior parte das subst\u00e2ncias i\u00f4nicas do l\u00edquido extracelular, inclusive de \u00edons; reabsorvendo somente aqueles constituintes que s\u00e3o necess\u00e1rios. A maioria dos epis\u00f3dios de infec\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias \u00e9 causada por bact\u00e9rias que alcan\u00e7am a bexiga atrav\u00e9s da uretra, podendo chegar aos rins e comprometer suas fun\u00e7\u00f5es quando n\u00e3o tratadas a tempo. A preval\u00eancia das infec\u00e7\u00f5es urin\u00e1ria \u00e9 maiores em mulheres, at\u00e9 mesmo pela pr\u00f3pria constitui\u00e7\u00e3o anat\u00f4mica, por\u00e9m quando na velhice a incid\u00eancia entre mulheres e homens j\u00e1 quase se equiparam, pois a incid\u00eancia de prostatite aumenta, e com isto diminui a libera\u00e7\u00e3o das secre\u00e7\u00f5es prost\u00e1ticas, as quais tem sido atribu\u00edda nos \u00faltimos anos uma atividade antibacteriana que agiriam impedindo o acesso de bact\u00e9rias \u00e1 bexiga. As manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas de infec\u00e7\u00f5es das vias urin\u00e1rias podem vir acompanhadas de febre, dores nas costas, calafrios se das vias urin\u00e1rias superiores; a freq\u00fc\u00eancia, urg\u00eancia e dis\u00faria s\u00e3o mais sugestivas de infec\u00e7\u00f5es da bexiga e uretra. O diagn\u00f3stico das infec\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias se d\u00e1 atrav\u00e9s n\u00e3o s\u00f3 dos sinais e sintomas cl\u00ednicos, mas principalmente do estudo da urina, realizado pelo exame de urina tipo I juntamente com a urocultura e posteriormente o antibiograma caso a an\u00e1lise venha ser positiva. Para uma avalia\u00e7\u00e3o e um diagn\u00f3stico correto \u00e9 necess\u00e1rio uma coleta bem feita, ou seja, rigorosa assepsia primeiramente, em seguida coleta-se o jato m\u00e9dio, caso n\u00e3o seja poss\u00edvel \u00e0 coleta poder\u00e1 ser feita com cateter, sonda ou aspira\u00e7\u00e3o suprab\u00fabica, imediatamente a urina deve estar no laborat\u00f3rio de microbiologia. A urina deve ser processada logo em seguida, uma homogeneiza\u00e7\u00e3o adequada primeiramente, a semeadura deve ser feita nos meios de cultura indicados. No levantamento para obten\u00e7\u00e3o dos dados para a an\u00e1lise estat\u00edstica utilizamos para investiga\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria agar sangue e agar Mac Conkey (dispon\u00edvel comercialmente pela Biobr\u00e1s) e incubamos durante 24 horas a uma temperatura de 36,5 a 37 graus. No momento da semeadura fizemos uma sedimentoscopia (a fresco) e ainda analisamos um esfrega\u00e7o corado pelo m\u00e9todo de gram como triagem. Nessa triagem podemos concluir que n\u00e3o s\u00f3 o bin\u00f4mio leucocit\u00faria \u2013 bacteri\u00faria, mas tamb\u00e9m o mon\u00f4mio bacteri\u00faria \u00e9 causa de infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria, na maioria das vezes sem manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas, caracter\u00edsticas de infec\u00e7\u00f5es de curso cr\u00f4nico. Ao t\u00e9rmino das 24 horas de incuba\u00e7\u00e3o das placas, fizemos um gram das col\u00f4nias em quest\u00e3o e as provas de aglutina\u00e7\u00e3o em l\u00e2minas, depois as repicando em meios de cultura (IAL dispon\u00edvel comercialmente pela Bioshop e agar manitol dispon\u00edvel pela Biobr\u00e1s) adequados para identifica\u00e7\u00e3o do g\u00eanero e esp\u00e9cie, em seguida confeccionamos os antibiogramas em meio Mueller \u2013 Hinton (dispon\u00edvel comercialmente pela Biobr\u00e1s). Para escolha dos discos de antibi\u00f3ticos procuramos nos ater dentro das padroniza\u00e7\u00f5es da NCCLS (dispon\u00edvel comercialmente pela Cecon). Ap\u00f3s a incuba\u00e7\u00e3o destes antibiogramas por no m\u00ednimo 8 horas e m\u00e1ximo 24 horas efetuamos a leitura e fizemos o levantamento estat\u00edstico dos laudos, assim pudemos concluir que 87% dos pacientes com infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria s\u00e3o do sexo feminino, 89% das infec\u00e7\u00f5es s\u00e3o causadas pelas enterobact\u00e9rias, destas 68% tem como pat\u00f3geno a Escherichia coli, que num passado pr\u00f3ximo era considerada a causadora de 85% a 90% das infec\u00e7\u00f5es do trato urin\u00e1rio, assim outras bact\u00e9rias v\u00eam ganhando \u201ccampo\u201d no trato urin\u00e1rio; 17% tem como pat\u00f3geno o g\u00eanero Proteus e 4% n\u00e3o correspondem ao g\u00eanero Enterobacter; os outros 11% das infec\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias s\u00e3o causadas pelo g\u00eanero Staphilococcus. Vimos ainda nos estudos estat\u00edsticos dos antibi\u00f3ticos que em pacientes ambulatoriais n\u00e3o h\u00e1 necessidade de utilizar antimicrobianos de terceira ou quarta gera\u00e7\u00e3o, pois existem v\u00e1rios antibi\u00f3ticos de primeira e segunda gera\u00e7\u00e3o eficaz no tratamento das vias urin\u00e1rias, um exemplo \u00e9 o Norfloxacin (quilona \u2013 segunda gera\u00e7\u00e3o), o qual apresentou um \u00edndice de sensibilidade em torno de 70% na maioria dos casos em que foram testados al\u00e9m deste temos o \u00e1cido nalid\u00edxico, o \u00e1cido pipem\u00eddico, ciprofloxacina e nitrofuranto\u00edna. Em contra partida temos antibi\u00f3ticos com alto grau de resist\u00eancia como a penicilina, ampicilina, cefalotina, sulfa\/trimet, da\u00ed sugerimos a n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o descontrolada in vitro de antimicrobianos, pois estar\u00edamos \u201cinduzindo\u201d o cl\u00ednico a prescreve-lo, poder\u00edamos ent\u00e3o deixar de usa-los por um tempo indeterminado na tentativa da exclus\u00e3o destes clones de resist\u00eancia, para que no futuro, possamos us\u00e10los novamente com efic\u00e1cia.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Perfil das infec\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias dos pacientes do Laborat\u00f3rio Microlab Jata\u00ed &#8211; GO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autor: Luiz Roberto Assis <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> O trato urin\u00e1rio \u00e9 um dos locais mais acometidos por infec\u00e7\u00f5es provocadas por microrganismos como bact\u00e9rias, fungos e v\u00edrus, principalmente em pessoas do sexo feminino. Estima-se que cerca de 10 a 20% das mulheres contraem algum tipo de infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria em alguma \u00e9poca de suas vidas, e boa parte destas apresenta infec\u00e7\u00f5es recidivantes. Apesar da maioria dos casos ser de curso agudo e de curta dura\u00e7\u00e3o, estas infec\u00e7\u00f5es apresentam uma taxa significante de morbidade na popula\u00e7\u00e3o. Devemos dar aten\u00e7\u00e3o especial em situa\u00e7\u00f5es como gravidez e diabetes melitus. Uma correta investiga\u00e7\u00e3o laboratorial aliada ao tratamento com antibacterianos, apresentam um papel importante no tratamento e preven\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es urin\u00e1rias.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Streptococcus pyogenes &#8211; Pesquisa e informa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: Mara Cristina Aranha Fernandes <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> A bacteriologia \u00e9 uma ci\u00eancia onde estudamos sobre os microrganismos, seres muito pequenos que se encontram por toda parte do nosso planeta, existem um grande n\u00famero deles, cada qual com suas peculiaridades; quando habitam o corpo humano s\u00e3o chamados microbiota do corpo; quando microbiota normal consiste em se dizer que s\u00e3o inofensivos n\u00e3o causando doen\u00e7as em indiv\u00edduos saud\u00e1veis e l\u00e1 permanecem protegidos por certas propriedades que lhe s\u00e3o inerentes e que lhes conferem uma vantagem seletiva sobre outros microrganismos tais como: propriedades f\u00edsicas como a habilidade de se aderir \u00e0s superf\u00edcies corp\u00f3reas ou propriedades metab\u00f3licas como produ\u00e7\u00e3o de subst\u00e2ncias antimicrobianas. Essa pesquisa prioriza o estudo do Streptococcus spp, um microrganismo que, segundo Elmer W. Koneman relata: causou mais enfermidade e morbidez atrav\u00e9s dos s\u00e9culos tanto quanto qualquer outra bact\u00e9ria com exce\u00e7\u00e3o do bacilo da tuberculose. J\u00e1 em 1836, Richard Bright reconheceu a rela\u00e7\u00e3o entre a escarlatina, glomerunefritre aguda e insufici\u00eancia renal cr\u00f4nica \u2013 enfermidade de Bright &#8211; , estudos levaram a crer por Pasteur, Koch e Neisser que ele era a causa de sepsia puerperal. O cirurgi\u00e3o Frederick Eehleisen reconheceu um estreptococo como agente etiol\u00f3gico da erisipela e Alexander Ogston em infec\u00e7\u00f5es p\u00f3s-cir\u00fargicas de feridas. Em 1932, Coburn o relacionou seguramente e diretamente com a febre reum\u00e1tica.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Principais infec\u00e7\u00f5es f\u00fangicas de interesse m\u00e9dico<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: M\u00e1rcia Val\u00e9ria Costa Rinaldi <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> Este trabalho tem como objetivo estabelecer o diagn\u00f3stico das principais infec\u00e7\u00f5es f\u00fangicas de interesse m\u00e9dico tendo a responsabilidade de reconhecer os sinais e sintomas das micoses e cuidar da correta colheita e transporte das amostras em condi\u00e7\u00f5es \u00f3timas at\u00e9 o laborat\u00f3rio e ajudar a esclarecer os procedimentos laboratoriais, onde inclui a caracteriza\u00e7\u00e3o de um bom material cl\u00ednico; t\u00e9cnicas de semeadura e inocula\u00e7\u00e3o em meios de cultura adequados para o isolamento prim\u00e1rio; avalia\u00e7\u00e3o micro e macrosc\u00f3pica dos fungos, proporcionando assim um diagn\u00f3stico. Colabora tamb\u00e9m com um ap\u00eandice, onde se encontra o preparo dos corantes, solu\u00e7\u00f5es e dos meios de cultura utilizados em micologia.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Aspectos bio-eco-epidemiol\u00f3gicos da Dengue: incid\u00eancia em Caiap\u00f4nia- GO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autor: Marcus Vinicius de Oliveira <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> Este trabalho enfoca especialmente os aspectos bio-eco-epidemiol\u00f3gicos da dengue, onde envolve o mosquito Aedes aegypti, que \u00e9 o principal vetor; o v\u00edrus tipo 1, 2, 3 e 4, que s\u00e3o os causadores da doen\u00e7a, e essa, que se divide na forma cl\u00e1ssica e hemorr\u00e1gica; as pessoas, que \u00e9 o principal alvo do hospedeiro, e os locais adequados, no qual possa transformar em criadouro do mosquito. Foram realizadas pesquisas em material bibliogr\u00e1fico, documental, relat\u00f3rios contendo dados estat\u00edsticos disposto em tabelas, para levantamento de dados sobre a realidade da dengue em Caiap\u00f4nia \u2013 GO. Concluindo que \u00e9 necess\u00e1rio um acompanhamento por parte dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos competentes, principalmente do n\u00facleo de vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica (NVE) em parceria com a FUNASA, para o cont\u00ednuo trabalho de preven\u00e7\u00e3o, orienta\u00e7\u00e3o, combate e fiscaliza\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, nesta cidade t\u00e3o importante para o estado de Goi\u00e1s.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Paracoccidioidomicose \u2013 Uma micose sist\u00eamica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: Nat\u00e1lia Pirani Prioli <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> O Paracoccidioides brasiliensis \u00e9 um fungo que provoca a paracoccidioidomicose \u2013 micose sist\u00eamica predominante na Am\u00e9rica Latina. Este fungo \u00e9 dimorfo: em tecidos infectados e culturas a 37\u00baC apresenta-se em forma de levedura de parede espessa com m\u00faltiplos brotamentos; em temperatura ambiente ou incuba\u00e7\u00e3o a 25 &#8211; 30\u00baC apresenta-se como forma filamentosa ou mic\u00e9lio (bolor). A transi\u00e7\u00e3o de bolor para levedura pode ser induzida in vitro, pela eleva\u00e7\u00e3o da temperatura de 25\u00baC para 37\u00baC, sendo essa transi\u00e7\u00e3o bastante lenta. \u00c9 a micose sist\u00eamica mais freq\u00fcente na Am\u00e9rica Latina, em especial as Am\u00e9ricas Central e do Sul sendo que a maioria dos casos j\u00e1 ocorridos foram no Brasil, principalmente nos estados de SP, MT e GO. Acredita-se que o habitat do Paracoccidioides brasiliensis seja o solo e vegeta\u00e7\u00e3o; os seres humanos adquirem infec\u00e7\u00e3o pulmonar (prim\u00e1ria) por inala\u00e7\u00e3o de con\u00eddios de Paracoccidioides brasiliensis, o qual tem sua forma filamentosa habitando o solo, quando s\u00e3o inalados, alcan\u00e7am as por\u00e7\u00f5es pulmonares e se transformam em leveduras que podem permanecer no local ou disseminar-se para \u00f3rg\u00e3os distantes (primeiro para ba\u00e7o, f\u00edgado, mucosas e pele) em caso de doen\u00e7a disseminada progressiva (forma cr\u00f4nica). Infec\u00e7\u00f5es pulmonares assintom\u00e1ticas podem ser seguidas por dissemina\u00e7\u00e3o, com freq\u00fcentes e graves les\u00f5es nas mucosas orais, nasais e faciais. A maioria dos casos, nas zonas end\u00eamicas, foram registrados na vizinhan\u00e7a e interior de regi\u00f5es \u00famidas florestais. A maioria dos pacientes s\u00e3o agricultores, embora tenha casos de indiv\u00edduos com pouca exposi\u00e7\u00e3o ao solo ou vegeta\u00e7\u00e3o. A doen\u00e7a \u00e9 rara em crian\u00e7as e atinge com mais freq\u00fc\u00eancia adultos com mais de 30 anos, sendo mais comum em homens do que em mulheres. No exame direto o Paracoccidioides brasiliensis ser\u00e1 visualizado microscopicamente em prepara\u00e7\u00f5es com KOH de forma direta em amostras cl\u00ednicas infectadas; o diagn\u00f3stico ser\u00e1 a presen\u00e7a de c\u00e9lulas leveduriformes esf\u00e9ricas, com m\u00faltiplos brotamentos, dando a t\u00edpica forma\u00e7\u00e3o de \u201croda de leme\u201d. As culturas s\u00e3o realizadas, geralmente, em meio agar saboraud e incubadas \u00e0 temperatura ambiente (25 \u00e0 30\u00baC), sendo que o crescimento do microrganismos \u00e9 lento (dentro de 10 a 30 dias); a col\u00f4nia se apresenta macroscopicamente branca e algodonosa, ao microsc\u00f3pio pode ser observado mic\u00e9lio formado por hifas delicadas, hialinas e septadas; a transfer\u00eancia da cultura para incuba\u00e7\u00e3o \u00e0 37\u00baC produzir\u00e1 lentamente um crescimento de leveduras com caracter\u00edsticas microsc\u00f3picas de c\u00e9lulas com brotamento multipolar.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Micoses<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: N\u00eausa Osaki de Oliveira Barbosa <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> As micoses podem afetar qualquer pessoa. \u00c9 importante saber que as micoses se propagam com facilidade, mas podem ser controladas com rapidez. A regra n\u00famero um \u00e9 procurar um m\u00e9dico ao primeiro sinal de micose. Quanto mais cedo for tratada adequadamente, melhor. Os primeiros sinais de uma micose costumam ser quase impercept\u00edveis. Na maioria dos casos, a primeira indica\u00e7\u00e3o de que algo n\u00e3o est\u00e1 bem com a pele, prov\u00e9m de bolhas, fissuras, escamas, manchas ou prurido. As micoses ocorrem mais freq\u00fcentemente nos p\u00e9s, onde os fungos encontram um meio ideal de crescimento, \u00famido e quente: os espa\u00e7os entre os dedos. Sem tratamento, estes fungos tamb\u00e9m podem atingir regi\u00f5es vizinhas, como as unhas dos p\u00e9s, e destru\u00ed-las. Um tipo de micose eu afeta particularmente as crian\u00e7as \u00e9 a tinha. Freq\u00fcentemente afeta o couro cabeludo e os cabelos. Surgem numerosas manchas ovais que descamam e queimam. Elas se propagam lentamente e, finalmente, se unem em uma outra les\u00e3o.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hansen\u00edase \u2013 Avan\u00e7os e Diagn\u00f3sticos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: Priscila Carolina Luminati Loti <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> Ap\u00f3s esta pesquisa pude constatar que essa doen\u00e7a ainda muito comum principalmente em lugares onde a higiene \u00e9 prec\u00e1ria. \u00c9 uma doen\u00e7a que j\u00e1 evoluiu muito com rela\u00e7\u00e3o a tratamento, mas que ainda devemos dedicar a campanhas e conscientiza\u00e7\u00e3o de pessoas que aquele estigma de que hansenicos deveriam ser isolados da sociedade acabou, e que dever\u00e1 ter a integridade social desses doentes. E, que uma vez iniciado o tratamento com a antibioticoterapia o paciente dever\u00e1 levar o tratamento at\u00e9 o final, onde podemos chegar a cura da doen\u00e7a, ou a uma fase estacion\u00e1ria do bacilo a qual o paciente n\u00e3o transmitir\u00e1 a doen\u00e7a.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hepatite C<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: Renata Candiani Meles <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> A hepatite C \u00e9 hoje a principal causa das hepatites pr transmiss\u00e3o parenteral. Constitui um dos mais importantes problemas de sa\u00fade p\u00fablica da atualidade. A infec\u00e7\u00e3o \u00e9 geralmente assintom\u00e1tica, produzindo cirrose em 20% dos casos e um certo percentual destes desenvolvendo hepatocarcinoma. Sabe-se, hoje, que a grande maioria das hepatites virais, antes rotuladas n\u00e3o-A e n\u00e3o-B, eram na verdade, causadas pelo HCV. A disponibilidade de testes diagn\u00f3sticos data de 1989, quando foi decodificado o genoma do HCV por Choo et al. A produ\u00e7\u00e3o de ant\u00edgenos e pept\u00eddeos sint\u00e9ticos possibilitou o desenvolvimento de testes que permitem a detec\u00e7\u00e3o de anticorpos contra o HCV (anti-HCV), como os testes ELISA (enzima-linked immunosorbent assay) de primeira, segunda e terceira gera\u00e7\u00e3o e RIBA (recombinant immunoblot assay). O desenvolvimento de t\u00e9cnicas para detec\u00e7\u00e3o qualitativa e quantitativa do \u00e1cido ribonucl\u00e9ico (RNA) do HCV, por meio da rea\u00e7\u00e3o em cadeia de polimerase (polymerase chain reaction, PCR), aumentou a sensibilidade diagn\u00f3stica. Tamb\u00e9m tornou-se poss\u00edvel determinar o gen\u00f3tipo do HCV em laborat\u00f3rios cl\u00ednicos, o que pode ser \u00fatil em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. A disponibilidade de diferentes testes viabiliza o diagn\u00f3stico precoce, minimizando o potencial para dissemina\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o, e torna relevante a discuss\u00e3o das indica\u00e7\u00f5es de cada teste, a partir de sua sensibilidade e especificidade. O padr\u00e3o ouro para o diagn\u00f3stico de infec\u00e7\u00e3o pelo HCV \u00e9 a determina\u00e7\u00e3o do RNA do HCV por meio da PCR. A PCR possibilita amplificar seq\u00fc\u00eancias gen\u00e9ticas espec\u00edficas, de tal modo que uma \u00fanica mol\u00e9cula de DNA possa detectar a presen\u00e7a de milh\u00f5es de outras. Os testes qualitativos informam a presen\u00e7a ou n\u00e3o do RNA viral, comprovando o resultado positivo ou negativo. Hoje, por meio das t\u00e9cnicas de PCR e NAT, \u00e9 poss\u00edvel acompanhar o estado de infec\u00e7\u00e3o pelo HCV, determinar seus gen\u00f3tipos, conduzir melhor o tratamento e diminuir as poss\u00edveis contamina\u00e7\u00f5es por transfus\u00f5es de sangue, caracterizando os indiv\u00edduos que realmente possuem o v\u00edrus e diminuir a fase da \u201cjanela imunol\u00f3gica\u201d que \u00e9 o per\u00edodo pr\u00e9vio a soroconvers\u00e3o. Apesar de todo conhecimento acumulado sobre a epidemiologia da hepatite C e de todos os avan\u00e7os cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos empregados em sua preven\u00e7\u00e3o, a hepatite C persiste como uma importante complica\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade P\u00fablica. Os estudos para o desenvolvimento de uma vacina anti-HCV ainda est\u00e3o em andamento, portanto recomenda-se a triagem cuidadosa na doa\u00e7\u00e3o de sangue e o uso de medidas de preven\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es profissionais e pr\u00e1ticas sexuais. Atualmente s\u00e3o esses os \u00fanicos meios seguros de reduzir a infec\u00e7\u00e3o pelo HCV.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Enterobacteriaceas produtoras de Betalactamase de amplo espectro<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: Renata Portella Nogueira <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> Bact\u00e9rias produtoras de betalactamase de espectro estendido (ESBL) representam um dos mais importantes problemas de resist\u00eancia bacteriana nos hospitais brasileiros. A necessidade de implementa\u00e7\u00e3o de testes que apresentem alta acur\u00e1cia e baixo custo \u00e9 de suma import\u00e2ncia devido \u00e0 dificuldade da detec\u00e7\u00e3o de ESBL. Algumas enterobacteriaceas produzem B-lactamase de espectro estendido (ESBLA) que s\u00e3o enzimas capazes de hidrolisar penicilinas e cefalosporinas de amplo espectro e aztreonam e s\u00e3o inibidas pelo \u00e1cido clavul\u00e2nico, tazobactam e sulbactam. A preval\u00eancia de enterobacteriaceas produtoras de ESBL \u00e9 desconhecida na maioria dos hospitais devido \u00e0 dificuldade em detecta-las por procedimentos convencionais. Assim, bact\u00e9rias produtoras desta enzima podem ser reportadas como sens\u00edveis in vitro aos antimicrobianos acima citados e n\u00e3o tem atividade um vitro. Como n\u00e3o existe um m\u00e9todo padronizado com boa sensibilidade para detec\u00e7\u00e3o dessas enzimas, v\u00e1rios testes t\u00eam sido propostos. Esses testes se baseiam na compara\u00e7\u00e3o da sensibilidade da amostra ao betalact\u00e2mico sozinho e quando esse \u00e9 associado a inibidores de betalactamases. O aumento da sensibilidade quando o inibidor de betalactamase \u00e9 associado ao betalact\u00e2mico indica a produ\u00e7\u00e3o de ESBL. O teste de dupla-difus\u00e3o ou de aproxima\u00e7\u00e3o em disco, o teste de adi\u00e7\u00e3o de inibidores de betalactamase em disco de betalact\u00e2micos e o teste tridimensional s\u00e3o alguns dos testes utilizados para a detec\u00e7\u00e3o de amostras produtoras de ESBL. Sugerimos que o laborat\u00f3rio de microbiologia forne\u00e7a os resultados encontrados pelo m\u00e9todo tradicional de sensibilidade ao m\u00e9dico e inclua uma nota alertando-o que a amostra \u00e9 produtora de ESBL e infec\u00e7\u00f5es causadas por amostras bacterianas produtoras dessas enzimas podem apresentar falha terap\u00eautica quando tratadas com cefalosporinas de amplo espectro e monobactans. Por\u00e9m, alguns servi\u00e7os americanos categorizam as amostram produtoras de ESBL como resistentes a todas as cefalosporinas e ao aztreonam, independentemente do resultado do teste tradicional.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Onicomicoses causadas por Dermat\u00f3fitos, C\u00e2ndida e n\u00e3o Dermat\u00f3fitos, diagnosticadas no Laborat\u00f3rio Sigma em Goi\u00e2nia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autor: Rodrigo Alves de Oliveira<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumo: Os dermat\u00f3fitos s\u00e3o fungos que causam infec\u00e7\u00e3o em pele, unha e cabelo levando a uma destrui\u00e7\u00e3o do tecido superficial queratinizado, e promovendo dist\u00farbios psicol\u00f3gicos, est\u00e9ticos e f\u00edsicos. Dentre as principais intercorr\u00eancias, temos as a\u00e7\u00f5es sobre unhas dos p\u00e9s e m\u00e3os o qual damos o nome de onicomicoses. Fato analisado neste artigo junto \u00e0 a\u00e7\u00e3o de outros agentes oportunistas, como \u00e9 o caso da C\u00e2ndida, e n\u00e3o dermat\u00f3fitos, provocado por outros fungos emergentes.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Preval\u00eancia de pat\u00f3genos em infec\u00e7\u00f5es do trato urin\u00e1rio da popula\u00e7\u00e3o da cidade de Goi\u00e2nia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autor: Rodrigo Rebelo Pinheiro de Lemos <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> A preval\u00eancia de pat\u00f3genos em infec\u00e7\u00f5es do trato urin\u00e1rio da popula\u00e7\u00e3o da cidade de Goi\u00e2nia nos mostrou a maior incid\u00eancia das bact\u00e9rias da fam\u00edlia Enterobacteriaceae, com predomin\u00e2ncia da Escherichia coli em 68,93% dos casos; o material obtido (urina) foi coletado atrav\u00e9s do m\u00e9todo de coleta do jato m\u00e9dio e as culturas positivas semeados no meio \u201cCLED\u201d atrav\u00e9s do m\u00e9todo da al\u00e7a calibrada; e o principal meio de identifica\u00e7\u00e3o utilizado foi o meio de Rugai e Ara\u00fajo para bacilos gram negativos.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Isolamento de agentes de Onicomicoses no Laborat\u00f3rio S\u00e3o Rafael \u2013 Piumhi \u2013 MG<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: Selma Lopes Soares de Melo <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> A onicomicose, definida como infec\u00e7\u00e3o f\u00fangica ungueal, representa 20% das causas de onicopatia em todo o mundo. Tais quadros freq\u00fcentemente tendem a recidivas ou a cronifica\u00e7\u00e3o, decorrentes de terap\u00eautica inadequada e\/ou falhas, ou mesmo aus\u00eancia de confirma\u00e7\u00e3o laboratorial. O presente resumo relata um levantamento realizado no Laborat\u00f3rio S\u00e3o Rafael, na cidade de Piumhi \u2013 MG, visando determinar as esp\u00e9cies f\u00fangicas que prevalecem como pat\u00f3genas nessa popula\u00e7\u00e3o. O material queratinizado coletado de cada indiv\u00edduo, foi processado atrav\u00e9s de t\u00e9cnicas convencionais para an\u00e1lise em exame direto, e posterior isolamento e identifica\u00e7\u00e3o em cultura. Os resultados obtidos, sugerem preval\u00eancia de dermat\u00f3fitos, seguida pelas infec\u00e7\u00f5es por leveduras e posteriormente por fungos filamentosos n\u00e3o-dermatof\u00edlicos.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Micologia geral \u2013 Fungos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: Silvia Maria Manzato Laranjo <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> O talo do fungo consiste de filamentos de c\u00e9lulas chamadas de hifa; uma massa de hifa \u00e9 chamada de mic\u00e9lio. Leveduras s\u00e3o fungos unicelulares. Para se reproduzir, elas precisam de fiss\u00e3o dividindo-se simetricamente, enquanto que leveduras de brotamento dividem-se assimetricamente. Os brotos que n\u00e3o se separam da c\u00e9lula m\u00e3e formam uma pseudo-hifa. Os fungos dim\u00f3rficos patog\u00eanicos se apresentam como levedura \u00e0 37\u00baC e como fungo filamentoso \u00e0 25\u00baC. Esporos que podem ser produzidos assexualmente: clamid\u00f3sporos, esporangi\u00f3sporos e conidi\u00f3sporos, os fungos s\u00e3o classificados de acordo com o tipo de esporo sexual que eles formam, s\u00e3o usualmente produzidos em resposta a circunst\u00e2ncias especiais, freq\u00fcentemente mudan\u00e7as no ambiente. Os fungos podem crescer em ambientes \u00e1cidos, com pouca umidade e aer\u00f3bicos, eles s\u00e3o capazes de metabolizar carboidratos complexos, podem ser classificados como deuteromicetos porque n\u00e3o foram observados esporos sexuais. O nome gen\u00e9rico \u00e9 mudado quando o fungo \u00e9 reclassificado baseados nos esporos baseados nos esporos sexuais. O nome deuteromiceto \u00e9 geralmente utilizado para a forma assexual. Os zigomicetos possuem hifas cenoc\u00edticas e produz esporangi\u00f3sporos e zig\u00f3sporos. O ascomiceto possui hifa septada e produz asc\u00f3sporos e freq\u00fcentemente conidi\u00f3sporos. Os basidiomicetos possuem hifas septadas e produzem basedi\u00f3sporos; alguns produzem conidi\u00f3sporos. As doen\u00e7as causadas por fungos, s\u00e3o os v\u00e1rios tipos de micoses, sendo as sist\u00eamicas causadas por fungos que penetram dentro do corpo e afetam muitos tecidos e \u00f3rg\u00e3os. As micoses subcut\u00e2neas s\u00e3o infec\u00e7\u00f5es abaixo da pele, as cut\u00e2neas afetam a queratina presente nos tecidos tais como cabelo, unhas e pele, as superficiais s\u00e3o localizadas nos fios de cabelos e c\u00e9lulas superficiais da pele, as oportunistas s\u00e3o causadas por microbiota normal ou fungos que n\u00e3o s\u00e3o usualmente patog\u00eanicos, as oportunistas incluem micose, causada por zigomicetos; aspergilose, causada por Aspergillus e candid\u00edase, causada por c\u00e2ndida, as micoses oportunistas podem infectar qualquer tecido, entretanto elas s\u00e3o usualmente sist\u00eamicas.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A \u201cousadia\u201d biol\u00f3gica da infec\u00e7\u00e3o por Pseudomonas aeruginosa na fibrose c\u00edstica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: Talge Murad <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> A Pseudomonas aeruginosa \u00e9 um microrganismo que tem a capacidade de se adaptar a diferentes ambientes e sobreviver mesmo quando seus nutrientes est\u00e3o presentes em quantidades limitadas no ambiente. Est\u00e1 associada com infec\u00e7\u00f5es de alta morbidade e mortalidade, incluindo infec\u00e7\u00f5es pulmonares cr\u00f4nicas e fatais entre aqueles com Fibrose C\u00edstica ou com o sistema imune comprometido. Tamb\u00e9m \u00e9 perigosa aos pacientes com queimaduras, c\u00e2ncer e com pulm\u00f5es artificiais ou que necessitem de cateteres. Em pulm\u00f5es de pacientes com Fibrose C\u00edstica, a bact\u00e9ria desenvolve uma camada externa protetora que funciona como um escudo contra os antibi\u00f3ticos e contra as defesas naturais do corpo. Como fatores de virul\u00eancia , a Pseudomonas aeruginosa produz toxinas produz toxinas e enzimas, que contribuem para a invas\u00e3o bacteriana e envolvem tr\u00eas est\u00e1gios: fixa\u00e7\u00e3o e coloniza\u00e7\u00e3o, invas\u00e3o local, e doen\u00e7a sist\u00eamica disseminada. Duas proteases t\u00eam sido associadas com virul\u00eancia no est\u00e1gio invasivo: elastase e protease alcalina. Produz ainda duas prote\u00ednas que s\u00e3o enzimas extracelulares, a exotoxina S, que atua enfraquecendo a fun\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas fagoc\u00edticas na corrente sangu\u00ednea, e a exotoxina A, produto mais t\u00f3xico produzido por essa bact\u00e9ria.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Agentes antibacterianos: uma vis\u00e3o geral<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autor: Thiago Milfont Sobreira <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> O conhecimento dos agentes antibacterianos e a realiza\u00e7\u00e3o dos testes de suscetibilidade antibacteriana representam um dos assuntos de maior import\u00e2ncia cl\u00ednica realizado pelo laborat\u00f3rio de microbiologia. Pois os resultados destes devem influenciar diretamente a escolha da terap\u00eautica antibacteriana, evitando assim a administra\u00e7\u00e3o inadequada dos agentes antibacterianos. Portanto, o mais importante \u00e9 que com as descobertas de novas tecnologias os laborat\u00f3rios de microbiologia est\u00e3o ganhando qualidade e tempo na execu\u00e7\u00e3o dos testes antibacterianos, promovendo assim um maior controle do surgimento de bact\u00e9rias resistentes aos antibi\u00f3ticos habituais e evitando a introdu\u00e7\u00e3o da terap\u00eautica inadequada, com graves conseq\u00fc\u00eancias para o paciente.<\/p>\n<hr align=\"JUSTIFY\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Evolu\u00e7\u00e3o e comportamento das meningites em nosso meio, com \u00eanfase em Sa\u00fade P\u00fablica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autora: V\u00e2nia Cristina Jer\u00f4nimo Geraldini <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resumo:<\/strong> Esta monografia tem como objetivo ser uma fonte r\u00e1pida e objetiva de consulta sobre todas as meningites, inclusive as ocorridas em nossa regi\u00e3o, e em todo o estado de S\u00e3o Paulo, diferenciando-as de acordo com sua fisiopatologia, esta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica e ambiental. Na fisiopatologia temos a etiologia, transmiss\u00e3o, incuba\u00e7\u00e3o e aspectos cl\u00ednicos e laboratoriais caracter\u00edsticos de cada meningite. No diagn\u00f3stico laboratorial, destacam-se todos os exames laboratoriais e o apoio do Adolfo Lutz como laborat\u00f3rio central, para podermos identificar com mais precis\u00e3o e clareza a fase em que se encontra a doen\u00e7a, bem como a sua cronicidade pelas cepas virulentas. A alta morbidade universal, constitui importante problema de Sa\u00fade P\u00fablica. As medidas prontamente institu\u00eddas reduzem significativamente as letalidades, por isso precisamos de profissionais bem treinados em todas as emerg\u00eancias do pa\u00eds. Para tratamentos existem protocolos adotados distintos, para cada tipo de meningite, assim como vacina\u00e7\u00e3o e profilaxia. Foi poss\u00edvel constatar que quest\u00f5es de diversas ordens est\u00e3o presentes em nosso meio, dando origem no agravamento do quadro da doen\u00e7a, que as pesquisas delinearam. Por final, encerramos com considera\u00e7\u00f5es sobre o tema, enfrentando do modo mais natural as limita\u00e7\u00f5es que essa doen\u00e7a pode proporcionar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Herpes V\u00edrus Humano \u2013 Doen\u00e7a e Diagn\u00f3stico Autora: Adriana dos Santos Oliveira Resumo: Este trabalho foi realizado com intuito de esclarecer d\u00favidas sobre uma doen\u00e7a que ach\u00e1vamos que at\u00e9 ent\u00e3o era simples assim. 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