{"id":1541,"date":"2013-08-19T20:40:44","date_gmt":"2013-08-19T20:40:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ciencianews.com.br\/homologacao\/?page_id=1541"},"modified":"2014-01-14T13:32:26","modified_gmt":"2014-01-14T13:32:26","slug":"sinalizacao_celular_e_imunologia_molecular","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ciencianews.com.br\/index.php\/publicacoes\/artigos-cientificos\/sinalizacao_celular_e_imunologia_molecular\/","title":{"rendered":"Sinaliza\u00e7\u00e3o Celular e Imunologia Molecular"},"content":{"rendered":"<h2 align=\"center\"><b>SINALIZA\u00c7\u00c3O CELULAR E IMUNOLOGIA MOLECULAR NA CL\u00cdNICA E NO LABORAT\u00d3RIO<\/b><\/h2>\n<p>Prof. Dr. Paulo Cesar Naoum<br \/>\nDiretor da Academia de Ci\u00eancia e Tecnologia de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, SP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-2227 alignleft\" style=\"line-height: 1.7;\" alt=\"FOTO DO ARTIGO SINALIZACAO\" src=\"http:\/\/www.ciencianews.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/FOTO-DO-ARTIGO-SINALIZACAO-1024x1006.jpg\" width=\"680\" height=\"668\" srcset=\"https:\/\/www.ciencianews.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/FOTO-DO-ARTIGO-SINALIZACAO-1024x1006.jpg 1024w, https:\/\/www.ciencianews.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/FOTO-DO-ARTIGO-SINALIZACAO-300x294.jpg 300w, https:\/\/www.ciencianews.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/FOTO-DO-ARTIGO-SINALIZACAO-680x668.jpg 680w, https:\/\/www.ciencianews.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/FOTO-DO-ARTIGO-SINALIZACAO-940x923.jpg 940w, https:\/\/www.ciencianews.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/FOTO-DO-ARTIGO-SINALIZACAO.jpg 1769w\" sizes=\"auto, (max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><\/p>\n<p>O v\u00edrus HIV, apesar de toda a sua patogenicidade, fez com que a bioci\u00eancia mudasse completamente de curso a partir dos anos 80 do s\u00e9culo passado. O desnudamento tecnol\u00f3gico e cient\u00edfico desse v\u00edrus abriu fronteiras em duas grandes \u00e1reas, a imunologia molecular e a sinaliza\u00e7\u00e3o celular. O maior benefici\u00e1rio desse progresso \u00e9 o entendimento de como funcionam as c\u00e9lulas tumorais em diversos tipos de c\u00e2ncer. Os recentes sucessos no uso de anticorpos monoclonais de altas especificidades como terapias contra v\u00e1rios tipos de c\u00e2ncer alavanca a imunologia molecular como um dos campos mais promissores para os pr\u00f3ximos 10 a 20 anos em ci\u00eancias biom\u00e9dicas. Por outro lado, para entender de fato como esses anticorpos atuam nas c\u00e9lulas tumorais, \u00e9 preciso aprofundar com intensidade dos conhecimentos sobre receptores celulares e vias de sinaliza\u00e7\u00e3o. Os receptores celulares mais conhecidos e, portanto, pass\u00edveis de bloqueios terap\u00eauticos s\u00e3o o EGFR, HER2, VEGF, CTLA4, CD 20, CD 30, CD 33 e CD 52. Todos esses receptores foram molecularmente identificados e, por isso, a bioengenharia foi capaz de produzir anticorpos monoclonais de alta especificidade para bloquear suas express\u00f5es bioqu\u00edmicas que desencadeiam as vias de sinaliza\u00e7\u00e3o da c\u00e9lula tumoral. O bloqueio dessas sinaliza\u00e7\u00f5es tem sido muito eficiente contra o desenvolvimento dos c\u00e2nceres de c\u00f3lon, cabe\u00e7a, pesco\u00e7o, mama, g\u00e1strico, pulm\u00e3o, rim, glioblastoma, leucemia linfoc\u00edtica cr\u00f4nica, linfoma folicular de c\u00e9lulas B, linfoma de Hodgkin e leucemia miel\u00f3ide aguda. As sinaliza\u00e7\u00f5es quando anormais, alteram os controles da prolifera\u00e7\u00e3o e diferencia\u00e7\u00e3o celular, podendo, inclusive, tornar as c\u00e9lulas imortais. \u00c9 importante saber que as vias de sinaliza\u00e7\u00e3o envolvem cerca de 800 a 1000 prote\u00ednas e enzimas diferentes, que est\u00e3o em atividades dentro de cada c\u00e9lula nucleada do nosso organismo. Mas tal qual ocorre numa popula\u00e7\u00e3o de qualquer cidade que conhecemos apenas alguns ou algumas pessoas se destacam. Da mesma forma ocorre nas nossas c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>Entre esse n\u00famero enorme de prote\u00ednas e enzimas h\u00e1 cinco \u201cmol\u00e9culas famosas\u201d: as quinases, as prote\u00ednas RAS, a prote\u00edna P53, as Caspases e a prote\u00edna MYC. Ao conhecermos a biologia molecular de seus genes e os processos bioqu\u00edmicos de suas mol\u00e9culas, a ci\u00eancia e tecnologia aplic\u00e1veis aos diagn\u00f3sticos e tratamentos dos diversos tipos de c\u00e2ncer mudar\u00e3o completamente a condu\u00e7\u00e3o dessas e outras doen\u00e7as moleculares. Nesse momento \u00e9 importante estudar e divulgar esses conhecimentos, pois os m\u00e9dicos precisar\u00e3o entender a linguagem molecular das doen\u00e7as e os laborat\u00f3rios dever\u00e3o respaldar com an\u00e1lises moleculares espec\u00edficas para cada tipo de suspeita cl\u00ednica proposto pela equipe m\u00e9dica.<\/p>\n<p>Essas mudan\u00e7as certamente v\u00e3o necessitar de profissionais que entendem de sinaliza\u00e7\u00e3o celular, an\u00e1lise molecular e fisiopatologia molecular da c\u00e9lula.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>SINALIZA\u00c7\u00c3O CELULAR E IMUNOLOGIA MOLECULAR NA CL\u00cdNICA E NO LABORAT\u00d3RIO Prof. Dr. Paulo Cesar Naoum Diretor da Academia de Ci\u00eancia e Tecnologia de S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, SP. 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