{"id":519,"date":"2013-07-30T20:40:30","date_gmt":"2013-07-30T20:40:30","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/wordpress\/?page_id=519"},"modified":"2013-08-12T20:45:20","modified_gmt":"2013-08-12T20:45:20","slug":"biologia-do-cancer","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.ciencianews.com.br\/index.php\/publicacoes\/artigos-cientificos\/biologia-do-cancer\/","title":{"rendered":"BIOLOGIA DO C\u00c2NCER"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O c\u00e2ncer \u00e9 uma doen\u00e7a gen\u00e9tica porque as altera\u00e7\u00f5es ocorrem dentro de genes espec\u00edficos, mas na maioria dos casos n\u00e3o se trata de doen\u00e7a herdada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma doen\u00e7a heredit\u00e1ria, o defeito gen\u00e9tico est\u00e1 presente nos cromossomos de um dos pais (ou em ambos) e \u00e9 transmitido para o zigoto. Por outro lado, as altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que causam a maioria dos canceres originam no DNA das c\u00e9lulas som\u00e1ticas durante a vida da pessoa afetada. Por causa dessas altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas, as c\u00e9lulas cancerosas se proliferam incontrolavelmente, produzindo tumores malignos que invadem os tecidos saud\u00e1veis pr\u00f3ximos \u00e0s c\u00e9lulas tumorais. Durante o tempo em que o tumor permanece localizado, a doen\u00e7a pode ser tratada com drogas espec\u00edficas ou curada por remo\u00e7\u00e3o cir\u00fargica do tumor. Entretanto, os tumores malignos tendem a se disseminarem, cujo processo \u00e9 conhecido por met\u00e1stase, onde grupos de c\u00e9lulas cancerosas \u201cescapam\u201d da massa tumoral e atingem a circula\u00e7\u00e3o sang\u00fc\u00ednea ou linf\u00e1tica, e se espalham para outros tecidos e \u00f3rg\u00e3os, criando tumores secund\u00e1rios. A remo\u00e7\u00e3o cir\u00fargica desses tumores metast\u00e1ticos \u00e9 extremamente dif\u00edcil, muitas vezes sem sucesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Devido ao seu impacto na sa\u00fade e a esperan\u00e7a de que se pode desenvolver meios para a cura dos canceres, muitas pesquisas tem sido desenvolvidas ao longo de d\u00e9cadas. Embora estes estudos tenham resultado em marcante conhecimento das bases celulares e moleculares do c\u00e2ncer, o impacto dos seus benef\u00edcios ainda \u00e9 pequeno, quer na preven\u00e7\u00e3o ou no aumento da sobrevida da maioria dos canceres. Para se ter uma id\u00e9ia desse processo , foram realizadas pesquisas sobre os principais casos de canceres e suas rela\u00e7\u00f5es com \u00f3bitos, durante todo o ano de 1997 nos Estados Unidos (tabela). Por meio desses dados \u00e9 poss\u00edvel observar que o tipo mais prevalente de c\u00e2ncer (pr\u00f3stata) \u00e9 um dos que menos causa a morte, onde a rela\u00e7\u00e3o caso\/\u00f3bito \u00e9 de 7,73. Os canceres mais graves cuja rela\u00e7\u00e3o caso\/\u00f3bito \u00e9 pr\u00f3xima de 1,0 s\u00e3o os que acometem o p\u00e2ncreas, o c\u00e9rebro e os pulm\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tabela 1: Rela\u00e7\u00e3o entre casos de canceres diagnosticados em 1997 nos Estados Unidos com o n\u00famero de \u00f3bitos no mesmo per\u00edodo.\u00a0<\/strong><\/p>\n<table width=\"480\" border=\"0\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"100\">\n<p align=\"center\"><b>Tipo de C\u00e2ncer<\/b><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"144\">\n<p align=\"center\"><b>Casos Diagnosticados<\/b><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"94\">\n<p align=\"center\"><b>\u00d3bitos<\/b><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"137\">\n<p align=\"center\"><b>Rela\u00e7\u00e3o Caso\/\u00d3bito<\/b><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Pr\u00f3stata<\/b><\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">325.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">42.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">7,73<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Mama<\/b><\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">180.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">43.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">4,18<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Pulm\u00e3o<\/b><\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">165.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">160.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">1,03<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>C\u00f3lon<\/b><\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">90.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">43.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">2,09<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Linfoma<\/b><\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">60.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">20.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">3,00<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Bexiga<\/b><\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">52.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">12.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">4,33<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Melanoma<\/b><\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">48.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">8.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">6,00<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Reto<\/b><\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">45.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">10.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">4,50<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Rim<\/b><\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">40.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">20.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">2,00<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Leucemia<\/b><\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">40.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">35.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">1,14<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>P\u00e2ncreas<\/b><\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">40.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">40.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">1,00<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>Ov\u00e1rio<\/b><\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">38.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">25.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">1,52<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><b>C\u00e9rebro<\/b><\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">28.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">27.000<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">1,03<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os tratamentos atuais semelhantes \u00e0 quimioterapia e radia\u00e7\u00e3o, necessitam de maior especificidade para matar as c\u00e9lulas cancerosas sem lesar simultaneamente as c\u00e9lulas normais. Muitos centros de pesquisas est\u00e3o atualmente empenhados na busca de terapia mais efetiva contra as c\u00e9lulas cancerosas e menos agressiva \u00e0s c\u00e9lulas normais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A biologia do c\u00e2ncer<\/strong><br \/>\nAs informa\u00e7\u00f5es sobre o comportamento das c\u00e9lulas cancerosas se baseiam em pesquisas de crescimento celular \u201cin vitro\u201d, usando meios de cultura apropriados. H\u00e1 grandes diferen\u00e7as entre os crescimentos de c\u00e9lulas normais e c\u00e9lulas tumorais. As c\u00e9lulas normais crescem e se espalham dispostas numa simples camada de c\u00e9lulas. As c\u00e9lulas tumorais crescem desordenadamente em agrupamentos. \u00c9, portanto, na disposi\u00e7\u00e3o do crescimento celular que se fundamenta a principal diferen\u00e7a entre as c\u00e9lulas normais e cancerosas. Por outro lado, a capacidade de crescimento e divis\u00e3o entre essas c\u00e9lulas n\u00e3o \u00e9 muito diferente. Apesar disso, \u00e9 importante considerar que ao contr\u00e1rio das c\u00e9lulas normais, as c\u00e9lulas malignas n\u00e3o respondem aos sinais de regula\u00e7\u00e3o para cessar o crescimento e a divis\u00e3o celular e, assim, se acumulam e transformam-se em tumores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O FEN\u00d3TIPO DE UMA C\u00c9LULA CANCEROSA<\/strong><br \/>\nUm grande n\u00famero de diferen\u00e7as estruturais e bioqu\u00edmicas foi estabelecido entre c\u00e9lulas normais e cancerosas. Por\u00e9m, h\u00e1 diferen\u00e7as entre as pr\u00f3prias c\u00e9lulas cancerosas, fato que torna imposs\u00edvel descrever as propriedades t\u00edpicas dessas c\u00e9lulas. O comportamento das c\u00e9lulas cancerosas \u00e9 mais facilmente estudado quando as mesmas crescem em meios de cultura. As c\u00e9lulas cancerosas podem ser obtidas por remo\u00e7\u00e3o de um tumor maligno, dissociando-as e isolando-as do tecido, e cultivando-as em meios de cultura apropriados. Por outro lado, as c\u00e9lulas normais podem ser convertidas em c\u00e9lulas cancerosas por tratamento com subst\u00e2ncias qu\u00edmicas carcinog\u00eanicas, radia\u00e7\u00e3o e v\u00edrus tumorais. Essas c\u00e9lulas normais que foram transformadas \u201cin vitro\u201d podem causar tumores quando injetadas em animais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o principalmente observadas dentro dos cromossomos das c\u00e9lulas cancerosas, bem como das \u201cc\u00e9lulas transformadas\u201d em cancerosas. As c\u00e9lulas normais mant\u00e9m seus cromossomos dipl\u00f3ides direcionados ao crescimento e divis\u00e3o celular, tanto \u201cin vivo\u201d quanto \u201cin vitro\u201d. Em contraste, as c\u00e9lulas cancerosas freq\u00fcentemente tem aberra\u00e7\u00f5es cromoss\u00f4micas, uma condi\u00e7\u00e3o patol\u00f3gica conhecida por aneuploidia. Assim, os cromossomos dipl\u00f3ides de uma c\u00e9lula normal podem sofrer les\u00f5es, por\u00e9m, antes que a c\u00e9lula sofra uma transforma\u00e7\u00e3o em c\u00e9lula cancerosa, ocorre a ativa\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas espec\u00edficas da c\u00e9lula que causam a sua elimina\u00e7\u00e3o, num processo conhecido por apoptose. Entretanto, a c\u00e9lula cancerosa freq\u00fcentemente falha na estimula\u00e7\u00e3o da apoptose, e dessa forma seus cromossomos se desorganizam com mais intensidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As mais not\u00e1veis altera\u00e7\u00f5es morfol\u00f3gicas que ocorrem no citoplasma de uma c\u00e9lula cancerosa envolve o citoesqueleto. Enquanto uma c\u00e9lula normal cont\u00e9m organizada rede de microt\u00fabulos, microfilamentos, e filamentos intermedi\u00e1rios, o citoesqueleto da c\u00e9lula cancerosa \u00e9 desorganizado e com redu\u00e7\u00e3o de conte\u00fados dessas organelas. Muitas mudan\u00e7as morfol\u00f3gicas tamb\u00e9m s\u00e3o observadas na superf\u00edcie da c\u00e9lula, incluindo o aparecimento (ou desaparecimento) de componentes espec\u00edficos. Algumas c\u00e9lulas cancerosas possuem novas prote\u00ednas de superf\u00edcies, conhecidas por ant\u00edgenos associados a tumores, que induzem a forma\u00e7\u00e3o de anticorpos espec\u00edficos contra as c\u00e9lulas. Por\u00e9m, quando as a\u00e7\u00f5es desses anticorpos se tornam insuficientes, as c\u00e9lulas cancerosas crescem em n\u00famero e se tornam tumorais. Essas mudan\u00e7as nas superf\u00edcies das c\u00e9lulas cancerosas alteram-lhes a adesividade para com outras c\u00e9lulas teciduais bem como com substratos n\u00e3o celulares (prote\u00ednas de ades\u00e3o). Assim, a perda da adesividade permite que as c\u00e9lulas cancerosas se destacam da massa tumoral e migram para outros tecidos e \u00f3rg\u00e3os do corpo, cujo processo \u00e9 conhecido por met\u00e1stase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outras altera\u00e7\u00f5es importantes observadas em meio de cultura s\u00e3o as seguintes:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>a) locomo\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0as c\u00e9lulas normais deixam de se locomover quando se tornam cercadas pelas c\u00e9lulas vizinhas; as c\u00e9lulas cancerosas ignoram os sinais emitidos pelas c\u00e9lulas vizinhas e continuam suas atividades de locomo\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>b) fator de crescimento:<\/strong>\u00a0as c\u00e9lulas normais dependem de fatores de crescimento presente no soro humano adicionado ao meio de cultura; as c\u00e9lulas cancerosas proliferam na aus\u00eancia do soro pois o ciclo celular n\u00e3o depende dos sinais transmitidos pelos fatores de crescimento aos receptores de superf\u00edcie;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>c) capacidade de divis\u00e3o celular:<\/strong>\u00a0as c\u00e9lulas normais tem capacidade limitada para divis\u00e3o, ap\u00f3s um n\u00famero finito de divis\u00f5es mit\u00f3ticas elas sofrem o processo de decodifica\u00e7\u00e3o que a impede de crescer e dividir; as c\u00e9lulas cancerosas s\u00e3o \u201cimortais\u201d pois se dividem indefinidamente, devido \u00e0 presen\u00e7a de telomerase nessa c\u00e9lula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>CAUSAS DE C\u00c2NCER<\/strong><br \/>\nA primeira observa\u00e7\u00e3o de c\u00e2ncer relacionado com agentes ambientais foi feita em 1775 por Percival Pott, um m\u00e9dico ingl\u00eas, em limpadores de chamin\u00e9s que apresentavam altas preval\u00eancias de c\u00e2ncer na cavidade nasal e na pele do saco escrotal devido \u00e0 fuligem. Posteriormente, com o desenvolvimento cient\u00edfico obteve-se o isolamento qu\u00edmico dos v\u00e1rios componentes da fuligem, que, ao serem aplicados em animais de laborat\u00f3rios, mostraram ser carcinog\u00eanicos. Atualmente se sabe que h\u00e1 muitas subst\u00e2ncias qu\u00edmicas potencialmente carcinog\u00eanicas, al\u00e9m de radia\u00e7\u00f5es ionizantes e uma variedade de v\u00edrus capazes de estimular o desenvolvimento de c\u00e2ncer. Todos esses componentes tem propriedades comuns que alteram o genoma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As principais subst\u00e2ncias qu\u00edmicas carcinog\u00eanicas, semelhantes \u00e0quelas da fuligem ou da fuma\u00e7a do cigarro, podem ser diretamente mutag\u00eanica, ou convertida em componentes mutag\u00eanicos por enzimas celulares. Da mesma forma, as radia\u00e7\u00f5es ultravioletas, que s\u00e3o as principais causas de c\u00e2ncer de pele, s\u00e3o tamb\u00e9m muito mutag\u00eanicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Determinados tipos de v\u00edrus podem infectar c\u00e9lulas de vertebrados, transformando-as em c\u00e9lulas cancerosas. Esses v\u00edrus est\u00e3o divididos em dois grandes grupos: v\u00edrus \u2013 DNA \u2013 tumorais e v\u00edrus \u2013 RNA \u2013 tumorais, cuja classifica\u00e7\u00e3o se deve ao tipo de \u00e1cido nucl\u00e9ico encontrado no v\u00edrus. Entre os v\u00edrus com DNA capazes de transformar c\u00e9lulas normais em cancerosas est\u00e3o os seguintes: polioma v\u00edrus, simian v\u00edrus 40 (SV40), adenovirus e v\u00edrus herp\u00e9tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os v\u00edrus com material gen\u00e9tico de \u00e1cido ribonucl\u00e9ico ou v\u00edrus \u2013 RNA, t\u00eam estruturas similares ao v\u00edrus HIV, e aqueles capazes de causarem c\u00e2ncer est\u00e3o sempre relacionados a doen\u00e7as prim\u00e1rias, conforme mostra a tabela abaixo.<\/p>\n<table width=\"308\" border=\"0\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"154\"><b>Doen\u00e7a prim\u00e1ria do v\u00edrus<\/b><\/td>\n<td width=\"154\"><b>C\u00e2ncer relacionado<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>V\u00edrus da hepatite B<\/td>\n<td>C\u00e2ncer hep\u00e1tico<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Papiloma v\u00edrus<\/td>\n<td>C\u00e2ncer cervical<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>V\u00edrus Epstein-Barr<\/td>\n<td>Linfoma de Burkitt<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>V\u00edrus Herp\u00e9tico<\/td>\n<td>Sarcoma de Kaposi<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Sarcoma de Kaposi<\/td>\n<td>Leucemia Linfoc\u00edtica T<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os v\u00edrus tumorais (DNA ou RNA) podem transformar as c\u00e9lulas infectadas em c\u00e9lulas cancerosas devido \u00e0 libera\u00e7\u00e3o de prote\u00ednas virais que interferem nas atividades de regula\u00e7\u00e3o celular relacionadas ao crescimento das c\u00e9lulas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estudos epidemiol\u00f3gicos tamb\u00e9m mostram a intensa rela\u00e7\u00e3o entre meio-ambiente e h\u00e1bitos das pessoas com c\u00e2ncer. Assim, a polui\u00e7\u00e3o ambiental, o tipo de trabalho, em especial ambientes quimicamente polu\u00eddos, e o efeito cumulativo dos compostos e sub-compostos qu\u00edmicos, est\u00e3o relacionados como principais causas de c\u00e2ncer. H\u00e1 o consenso geral entre os epidemiologistas que alguns ingredientes na dieta, p. ex. gordura animal e \u00e1lcool, podem aumentar o risco de desenvolvimento de c\u00e2ncer, enquanto que certos componentes de frutas e vegetais podem reduzir o risco de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rela\u00e7\u00e3o entre composto qu\u00edmico e origem de c\u00e2ncer est\u00e1 bem exemplificada pela aflotoxina B, uma prote\u00edna t\u00f3xica encontrada em nozes e amendoins, respons\u00e1vel por alta incid\u00eancia de c\u00e2ncer hep\u00e1tico em popula\u00e7\u00f5es asi\u00e1ticas que consomem este tipo de alimento. O componente qu\u00edmico da aflatoxina B causa a substitui\u00e7\u00e3o da base nitrogenada guanina por timina (G\u00aeT) no c\u00f3don 249 que faz parte do gene supressor de tumor p53, conforme mostra a figura 1 abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.ciencianews.com.br\/homologacao\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/biol-cancer1.gif\" rel=\"lightbox-0\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-885\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.ciencianews.com.br\/homologacao\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/biol-cancer1.gif\" width=\"301\" height=\"158\" \/><\/a><\/p>\n<table width=\"350\" border=\"0\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"50\">\n<p align=\"center\">245<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"50\">\n<p align=\"center\">246<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"50\">\n<p align=\"center\">247<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"50\">\n<p align=\"center\">248<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"50\">\n<p align=\"center\">249<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"50\">\n<p align=\"center\">250<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"50\">\n<p align=\"center\">251<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"7\">\n<div align=\"center\">\n<hr align=\"center\" noshade=\"noshade\" size=\"1\" width=\"100%\" \/>\n<\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>\n<p align=\"center\">GCC<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">ATG<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">AAG<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">CGC<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">AGG<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">CCC<\/p>\n<\/td>\n<td>\n<p align=\"center\">ATC<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Figura 1:<\/strong>\u00a0Esquema de genes no cromossomo e parte da sequ\u00eancia de bases nitrogenadas que participam da estrutura do gene supressor de tumor (gene p53).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com essa substitui\u00e7\u00e3o, a atividade do gene supressor em inibir o oncogene (que causa les\u00f5es hep\u00e1ticas) fica prejudicada. Assim, o oncogene fica \u201clivre\u201d para desenvolver o c\u00e2ncer hep\u00e1tico.<strong><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GEN\u00c9TICA DO C\u00c2NCER\ufffd<br \/>\nO c\u00e2ncer \u00e9 uma das duas causas mais comuns de morte em pa\u00edses ocidentais, afetando aproximadamente um entre cada tr\u00eas indiv\u00edduos. Conclui-se, portanto, que o c\u00e2ncer \u00e9 uma doen\u00e7a muito comum. Por\u00e9m, no n\u00edvel celular, o desenvolvimento do c\u00e2ncer \u00e9 um evento raro. Sempre que as c\u00e9lulas de um tumor canceroso s\u00e3o examinadas geneticamente, invariavelmente mostram-se originadas de uma simples c\u00e9lula. Assim, diferentemente de outras doen\u00e7as que requerem um grande n\u00famero de c\u00e9lulas modificadas, o c\u00e2ncer \u00e9 resultante de prolifera\u00e7\u00e3o descontrolada de uma simples linhagem celular. Desta forma, considerando que o corpo humano cont\u00e9m trilh\u00f5es de c\u00e9lulas, bilh\u00f5es das quais se dividem em determinados dias, \u00e9 poss\u00edvel que qualquer uma delas pode mudar sua composi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica e gerar c\u00e9lulas tumorais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das principais raz\u00f5es que um grande n\u00famero de c\u00e9lulas n\u00e3o se transforma em tumores cancerosos \u00e9 que a transforma\u00e7\u00e3o maligna requer mais que uma simples altera\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica. O desenvolvimento de um tumor maligno (tumorigenese) \u00e9 um processo de muitas etapas caracterizado por uma progress\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas em uma simples linhagem celular, tornando-a incapaz de se controlar. Ap\u00f3s a c\u00e9lula ter-se tornado cancerosa, ela continua a acumular muta\u00e7\u00f5es, alterando-lhe suas propriedades e fazendo-a mais agressiva, conforme mostra a figura 2 a seguir:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Figura 2:<\/strong>\u00a0Sequ\u00eancia de eventos que participam na transforma\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas normais em cancerosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como \u00e9 poss\u00edvel observar pela an\u00e1lise global da figura acima apresentada, a instabilidade gen\u00e9tica que afeta determinados tipos de canceres \u00e9 uma das principais causas que dificulta o tratamento convencional da quimioterapia. Acredita-se que essa dificuldade se deve ao fato das c\u00e9lulas cancerosas formarem massas celulares dentro do tumor que s\u00e3o resistentes \u00e0 droga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em geral os eventos que transformam c\u00e9lulas normais em c\u00e9lulas tumorais s\u00e3o caracterizados por: a) progress\u00e3o da c\u00e9lula atrav\u00e9s do ciclo celular (aumento do crescimento de c\u00e9lulas no tecido); b) ades\u00e3o das c\u00e9lulas \u00e0s suas vizinhas; c) apoptose e d) restaura\u00e7\u00e3o do DNA lesado, podem permanecer num \u201cestado de lat\u00eancia\u201d (ou dorm\u00eancia), durante toda uma vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 tamb\u00e9m que considerar as influ\u00eancias n\u00e3o gen\u00e9ticas na tumorig\u00eanese, geralmente de origem qu\u00edmica ou f\u00edsica. Essas influ\u00eancias podem atuar de duas formas numa c\u00e9lula e denominadas por inicia\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o. A inicia\u00e7\u00e3o ocorre quando uma subst\u00e2ncia mutag\u00eanica induz a forma\u00e7\u00e3o de tumor. A promo\u00e7\u00e3o \u00e9 quando o agente induz o tumor tornar-se maligno.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.ciencianews.com.br\/homologacao\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/biol-cancer3.gif\" rel=\"lightbox-1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-886\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.ciencianews.com.br\/homologacao\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/biol-cancer3.gif\" width=\"489\" height=\"272\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A IMPLICA\u00c7\u00c3O GEN\u00c9TICA NO C\u00c2NCER<\/strong><br \/>\nOs genes que est\u00e3o implicados na carcinog\u00eanese est\u00e3o divididos em duas grandes categorias: genes supressores de tumores (GST) e oncogenes. Os GST atuam como freios de c\u00e9lulas, ou sejam, codificam prote\u00ednas que restringem o crescimento de c\u00e9lulas e as previne de se tornarem mal\u00edgnas. Pesquisas realizadas recentemente mostraram que portadores de alguns tipos de c\u00e2ncer tinham c\u00e9lulas com cromossomos deletados nas regi\u00f5es desses genes, e dessa forma os GST n\u00e3o eram ativos. Os oncogenes codificam prote\u00ednas que promovem a perda do controle de crescimento das c\u00e9lulas, fato que pode torna-la mal\u00edgna. Assim, os oncogenes atuam como aceleradores da prolifera\u00e7\u00e3o celular e da tumorigenesis. A exist\u00eancia dos oncogenes se deu devido \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es de RNA viral capazes de causarem tumores. Demonstrou-se que esses virus transformam c\u00e9lulas normais em c\u00e9lulas tumorais, pois carregam um gene que codifica uma prote\u00edna que interfere nas atividades normais da c\u00e9lula. Durante as pesquisas realizadas que culminaram com a descoberta dos oncogenes, observou-se que as c\u00e9lulas tinham tamb\u00e9m uma variedade de genes que as protegiam contra a \u201clibera\u00e7\u00e3o\u201d dos oncogenes, e denominados por proto-oncogenes (figura 3). Apesar dos proto-oncogenes codificarem prote\u00ednas com v\u00e1rias atividades funcionais que atuam na fisiologia normal das c\u00e9lulas, eles podem ser ativados por v\u00e1rios mecanismos biol\u00f3gicos no sentido de se converterem em oncogenes. Essas \u201cativa\u00e7\u00f5es\u201d podem decorrer de muta\u00e7\u00f5es que alteram as propriedades e as express\u00f5es dos proto-oncogenes, bem como por quebra cromossomica (figura 4). Assim, qualquer uma dessas altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas pode levar uma c\u00e9lula a ter o seu controle de crescimento afetado, tornando-a mal\u00edgna. As tabelas 2 e 3 mostram alguns genes supressores de tumores (GST) e proto-oncogenes como causadores de c\u00e2ncer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tabela 2:<\/strong>\u00a0Genes supressores de tumores GST relacionados como causas de c\u00e2ncer e s\u00edndromes herdadas.<\/p>\n<table width=\"386\" border=\"0\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"86\"><b>GST<\/b><\/td>\n<td width=\"148\"><b>Tumor Prim\u00e1rio<\/b><\/td>\n<td width=\"148\"><b>S\u00edndrome Herdada<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>APC<\/td>\n<td>Colo-retal<\/td>\n<td>Polipose adenomatosa familiar<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>BRCA-1<\/td>\n<td>Mama<\/td>\n<td>C\u00e2ncer de mama familiar<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>NF-1<\/td>\n<td>Neurofibroma<\/td>\n<td>Neurofibromatose tipo-1<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>NF-2<\/td>\n<td>Meningiomas<\/td>\n<td>Neurofibromatose tipo-2<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>p16 (MTS1)<\/td>\n<td>Melanoma<\/td>\n<td>Melanoma familiar<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>p53<\/td>\n<td>Sarcomas, linfomas, etc<\/td>\n<td>S\u00edndrome Li-Fraumeni<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tabela 3:<\/strong>\u00a0Rela\u00e7\u00e3o entre proto-oncogene, tipo de les\u00e3o e tipo de c\u00e2ncer.<\/p>\n<table width=\"431\" border=\"0\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"92\"><b>Proto-oncogene<\/b><\/td>\n<td width=\"132\"><b>Les\u00e3o no proto-oncogene<\/b><\/td>\n<td width=\"203\"><b>Neoplasia<\/b><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Abl<\/td>\n<td>Transloca\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Leucemia miel\u00f3ide cr\u00f4nica<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>bcl-2<\/td>\n<td>Transloca\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Linfoma de c\u00e9lulas-B<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>CYCD-1<\/td>\n<td>Transloca\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Ca de mama<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Myc<\/td>\n<td>Transloca\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Linfoma de Burkitt<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>gip<\/td>\n<td>Muta\u00e7\u00e3o de ponto<\/td>\n<td>Ca de ov\u00e1rio e gl\u00e2ndula adrenal<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>K-ras<\/td>\n<td>Muta\u00e7\u00e3o de ponto<\/td>\n<td>Leucemias agudas, Ca de tire\u00f3ide e melanoma<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>myc<\/td>\n<td>Amplifica\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Ca de pulm\u00e3o, mama e cervix<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>L-myc<\/td>\n<td>Amplifica\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Ca de pulm\u00e3o<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>N-myc<\/td>\n<td>Amplifica\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td>Neuroblastoma<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-887\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.ciencianews.com.br\/homologacao\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/biol-cancer4.jpg\" width=\"323\" height=\"439\" srcset=\"https:\/\/www.ciencianews.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/biol-cancer4.jpg 323w, https:\/\/www.ciencianews.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/biol-cancer4-220x300.jpg 220w, https:\/\/www.ciencianews.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/biol-cancer4-300x407.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 323px) 100vw, 323px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-888\" alt=\"\" src=\"http:\/\/www.ciencianews.com.br\/homologacao\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/biol-cancer5.jpg\" width=\"371\" height=\"459\" srcset=\"https:\/\/www.ciencianews.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/biol-cancer5.jpg 371w, https:\/\/www.ciencianews.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/biol-cancer5-242x300.jpg 242w, https:\/\/www.ciencianews.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/08\/biol-cancer5-300x371.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 371px) 100vw, 371px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pui CH, Behm FG, Christ WM: Clinical and biologic relevance of immunologia marker<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Studies in childhood acute lymphoblastic leukemia. Blood 82:323, 1993.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Karp G: Cell and Molecular Biology, 2nd ed., John Wiley &amp; Sons, Inc. New York, 1999.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Sandenberg A: The chromosomes in human leukemia. Semin Hemat 23: 301, 1996.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Stiene-Martin EA, Steininger CAL, Koepke J\u00c1: Clinical Hematology, 2nd ed, Lippincott, New York, 1998.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O c\u00e2ncer \u00e9 uma doen\u00e7a gen\u00e9tica porque as altera\u00e7\u00f5es ocorrem dentro de genes espec\u00edficos, mas na maioria dos casos n\u00e3o se trata de doen\u00e7a herdada. 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