Como são explicados os mecanismos de hemólise e as formas poiquilocíticas específicas das anemias falciforme e esferocítica?

A anemia falciforme e a anemia esferocítica são cosequências de contínua destruição de hemácias no baço (hemólise extravascular), retidas pela diminuição da deformabilidade e fagocitadas por macrófagos (figura 7).

Figura 7: Um esferócito é fagocitado por macrófago no sistema reticulo-endotelial do baço. Microscopia eletrônica de varredura obtida pelo Prof. Marcel Bessis.

Figura 7: Um esferócito é fagocitado por macrófago no sistema reticulo-endotelial do baço. Microscopia eletrônica de varredura obtida pelo Prof. Marcel Bessis.

Na anemia falciforme, a rigidez do citoesqueleto é decorrência da presença da hemoglobina anormal polimerizada, tendo como achado morfológico as hemácias alongadas e afiladas em diferentes formas, entre as quais a forma de foice é a mais comum (figura 8).

Figura 8: Célula falciforme em microscopia eletrônica de varredura.

Figura 8: Célula falciforme em microscopia eletrônica de varredura.

Na esferocitose hereditária, a rigidez do citoesqueleto é decorrência da presença de proteínas da membrana anormais, tendo como achado morfológico as hemácias esféricas, redondas e hipercoradas (figura 9).

Figura 9: Microscopia eletrônica de esferócitos juntos com alguns eritrócitos normais de sangue coletado de paciente com anemia esferocítica.

Figura 9: Microscopia eletrônica de esferócitos juntos com alguns eritrócitos normais de sangue coletado de paciente com anemia esferocítica.